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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Morre aos 79 anos Gino César, o repórter do Bandeira 2

Gino César, um dos profissionais mais conhecidos do radio pernambucano, e que há mais de 30 anos comandava o programa policial Bandeira 2, na Rádio Jornal, faleceu na madrugada desta terça-feira, 17, após uma parada cardíaca. O radialista passou mal e foi levado ao HapVida do Espinheiro, no Recife, onde acabou morrendo. 

Gino já vinha sofrendo com problemas de saúde, no dia 11 de agosto, após sofre um infarto. Desde então não exercia seu trabalho, sendo substituído na rádio por Eliel Alves. Ele passou vários dias internado na UTI, até sai do quarto para outro e ter alta, em setembro.  

“Me sinto lisonjeado em ter a maior audiência do Brasil e servir de referência para muita gente que faz matérias policiais. Me sinto realizado com o meu trabalho”, disse ele, em entrevista, que seria veiculada no caderno JC Mais, do Jornal do Comemecio. A cerimonia fúnebre e enterro ainda não foram definidas pela família. 

sábado, 7 de novembro de 2015

Breve história do rádio no Brasil

Por José de Almeida 

O rádio nasceu no Brasil, oficialmente, em 7 de setembro de 1922, nas comemorações do centenário da Independência do país, com a transmissão, à distancia e sem fios, da fala  do presidente Epitácio Pessoa na inauguração da radiotelefonia brasileira. Roquette Pinto, um médico que pesquisava a radioeletricidade para fins fisiológicos, acompanhava tudo e, entusiasmado com as transmissões, convenceu a Academia Brasileira de Ciências a patrocinar a criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que viria a ser a PRA-2.

A rádio só começou a operar, no entanto, em 30 de abril de 1923, com um transmissor doado pela Casa Pekan, de Buenos Aires, instalado na Escola Politécnica, na então capital federal. Pessoalmente, ao cumprir tarefa em pequeno estúdio de rádio, em 1933, aos 11 anos de idade, na Rádio Sociedade da Bahia, a PRA-4 de Salvador, aprendi que as primeiras emissoras eram clubes ou sociedades de amigos, em geral, nascidas da união de curiosos encantados com a sensacional novidade.

Os famosos “galenas” eram pequenos e artesanais receptores de sulfeto de chumbo ao natural, que com uma antena de arame fino captavam vozes e sons vindos pelo ar. No transcorrer dos meus oitenta anos de trabalho, muitas vezes me perguntaram sobre o inicio da radiodifusão e onde operou a primeira emissora.  A resposta padrão passou a ser: “nosso país não tem tradição de preservar a memória nacional. Por isso, as controvérsias vão sempre existir.”

Uma das pistas para esclarecer é saber o nome de batismo: emissoras com clube ou sociedade em seu nome e o prefixo PR são comprovadamente as pioneiras. É o caso da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a PRA-2. Isto não impedia que, no Recife, Oscar Moreira Pinto e um grupo de amigos transmitissem sons e palavras antes do Rio de Janeiro e proclamassem a sua Rádio Clube de Pernambuco como pioneira. Apenas oficialmente registrada depois como PRA-8. Em São Paulo, jovens engenheiros começaram com a Rádio Educadora Paulista. Quase ao mesmo tempo, os baianos entraram no ar com a Rádio Sociedade, a PRA-4, enquanto cearenses organizaram a Ceará Rádio Clube. O Rio de Janeiro inaugurou sua segunda emissora – a Rádio Clube do Brasil – a PRA-3, diferente por ser comercial, a primeira a requerer e ser autorizada pelo Ministério da Viação e Obras Públicas, via Correios e Telégrafos, a veicular anúncios.

Em dois anos (1923- 1924) eram muitas as emissoras em operação. No Rio Grande do Sul, a Sociedade Rádio Pelotense, de Pelotas, e em Porto Alegre, a Rádio Sociedade Gaúcha, que até hoje se proclama a pioneira no Sul do país.  Em Minas Gerais, a Rádio Clube Belo Horizonte,  com um potente transmissor de 500 watts; em Curitiba, a Rádio Clube Paranaense;  em São Paulo, mais uma,  a Rádio Clube São Paulo e a primeira emissora do interior, a Rádio Clube Ribeirão Preto. A partir daí, surgiram emissoras de rádio por todo o Brasil, como a Rádio Clube do Pará, no extremo Norte, e as fronteiriças do Rio Grande do Sul.

E antes das PRs? Apareceu alguma novidade? Em 10 de junho de 1900, o “Jornal do Comércio”, do Rio de Janeiro, relatou a experiência em 1893, do padre gaúcho Roberto Landell de Moura, com vários aparelhos de sua invenção. No Alto de Santana, em São Paulo, o jovem sacerdote e promissor cientista, em meio a seus estudos, fizera importantes descobertas sobre a propagação do som, da luz e da eletricidade, através do espaço, da terra e dos mares. Sem recursos e sem apoio, Landell de Moura não patenteou seus inventos.


Um físico italiano, Marconi, no entanto, em 1898, durante exposição em Londres patenteou o seu telégrafo sem fio, e mais tarde, a radiodifusão. Tornou-se pai da radiodifusão mundial. Landell de Moura voltou-se para a fitoterapia. Aos 67 anos, frustrado e doente, faleceu, anônimo, em setembro de 1928, em Porto Alegre.

José de Almeida Castro, fundador e ex-presidente da ABERT.

Dia do Radialista


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Radio Cultura do Nordeste completa 57 anos



História 

A RÁDIO CULTURA DO NORDESTE, foi idealizada pelo rádio-técnico Jaime Mendonça (já falecido), que montou um pequeno transmissor de 25 watts e colocou a emissora no ar ainda de forma irregular. Posteriormente, um grupo formado por empresários da cidade se juntou para fundar a emissora com finalidades políticas. Isso aconteceu em 31 de agosto de 1958 na cidade de Caruaru – a terra da Feira.
        
Passadas as eleições e tendo sido alcançado o objetivo de eleger o empresário João Lyra Filho prefeito de Caruaru, o Grupo não mais tinha o interesse de continuar dirigindo a emissora e foi feito um convite para que os irmãos José Almeida e Onildo Almeida assumissem o novo prefixo da cidade. Os irmãos Almeida trabalhavam como operadores de som da Rádio Difusora de Caruaru e também mantinham um programa de auditório na mesma emissora, com um grande respaldo comercial e também de audiência. José e Onildo toparam o desafio e em 1961 arrendaram a Rádio Cultura e posteriormente assumiram a direção até a presente data.



A frequência da emissora na época era 1.560 Khz, e tinha como slogan: “A última da faixa, a primeira em popularidade”. Em 1976, uma nova frequência foi solicitada e a CULTURA mudou para a frequência: 1.130 Khz e passou a ser a única emissora 24 horas no ar da região - “No meio da faixa do seu rádio, com muito mais amor”, aumentando ainda mais a sua audiência.
        
A CULTURA também ficou conhecida como “a escolinha do rádio” por ter dado oportunidade a muitos e revelado grandes valores do rádio como: “Lenildo Lima”, “Alcinda Beltrão”, “Edvaldo de Castro”, “José Bezerra”, “Roberto Queiroz”, “Lídio Cavalcanti”, “Antonio Torres”, “Adelson Cunha”, “Adelmo Cunha”, “Marcos Ferreira”, “Luiz Mendonça”, “Luiz Queiroga” (famoso produtor humorístico, criador e produtor do Coronel Ludugero e “Otrope”), “Adelmo Tiné”, “Celso Rodrigues”, entre outros renomados profissionais que tiveram passagem pela Cultura como: “Macdowell Holanda”, “Rivaldo Oliveira”.
       
Atualmente, a RÁDIO CULTURA, dispõe de uma programação eclética com: músicas, esportes, notícias, e com um jornalismo que prioriza as informações locais e da região. No seu quadro funcional comunicadores como: Agenor FariasAdielson Galvão, César Lucena, Edmilson SouzaVasconcelos Lima, Risoni Santos, Hélio Júnior, Paulo Sobral, entre outros, com um estilo moderno e popular de comunicação que conquista a todos e mostra a verdadeira interatividade do rádio de hoje. 

* As informações biográficas são do site.  

Confira as programações de aniversario