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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Petrobras aumenta preço da gasolina em 3% e do diesel em 5%


A Petrobras anunciou aumento de 3% no preço da gasolina e de 5% no diesel nas refinarias. O aumento entra em vigor a partir da 0h de sexta-feira (07).
Nas bombas, diretamente para o consumidor, o reajuste pode ser outro.
A diretoria da estatal vinha pressionando o governo por um reajuste dos preços dos combustíveis. 

Em geral, a Petrobras compra combustíveis no exterior e revende-os no Brasil por um preço mais baixo, controlado pelo governo, sócio majoritário da empresa. O governo faz isso na tentativa de conter a inflação no país, mas essa diferença afeta as contas da estatal.
Apenas nas últimas semanas, com a forte queda no preço do petróleo no mercado internacional, a estatal passou a importar e vender o combustível sem prejuízo.
Ainda assim, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tinha dito que a gasolina poderia subir no Brasil. Nos últimos meses, o ministro afirmou repetidas vezes que um reajuste de preço deveria acontecer neste ano.

Último reajuste foi em novembro do ano passado

O último ajuste de preço dos combustíveis foi em 30 de novembro do ano passado, quando a Petrobras anunciou aumento médio de 4% na gasolina e de 8% no diesel, nas refinarias.
Na época, especialistas calcularam que a alta da gasolina ao consumidor final seria de cerca de 3%.

Metodologia para reajuste dos combustíveis foi proposta há um ano

Em outubro do ano passado, a Petrobras tinha pedido ao seu Conselho de Administração uma nova política de preços, que previa reajustes automáticos e periódicos de combustíveis, conforme a necessidade de alinhamento com os valores praticados no mercado internacional.
A fórmula desagradou a presidente Dilma Rousseff porque poderia aumentar a inflação e criar um mecanismo indesejável de indexação (aumentos automáticos sempre que uma determinada situação é atingida). A indexação foi um dos problemas para o país controlar a hiperinflação que existia até os anos 1990.
O Conselho da estatal, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, aprovou a implementação de uma política de preços, mas não divulgou mais detalhes sobre essa nova proposta. Na época, a Petrobras divulgou aumento do preço da gasolina em 4% e do diesel em 8%. 
Analistas criticaram a decisão, dizendo que a falta de clareza sobre os critérios mantém incertezas para o mercado, em um momento em que a empresa enfrenta defasagem dos preços domésticos na comparação com os internacionais.
Dragão da inflação 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Ex-diretor da Petrobras repete 18 vezes que não tinha nada a declarar


Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava-Jato da Polícia Federal, foi, nesta quarta-feira (17), à CPI composta por deputados e senadores.


Foto reprodução/TV globo


O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava-Jato da Polícia Federal, foi, nesta quarta-feira (17), à CPI composta por deputados e senadores. Mas repetiu, 18 vezes, que não tinha nada a declarar.
Paulo Roberto Costa saiu de Curitiba, onde está preso, em um avião da Polícia Federal, que chegou a Brasília no fim da manhã. O comboio com o ex-diretor da Petrobras foi direto para o Congresso Nacional. Na chegada, Paulo Roberto entrou rapidamente, cercado por agentes.
É a segunda vez que o ex-diretor vai ao Congresso. Em junho, ele foi ouvido na CPI exclusiva do Senado. Sem a oposição, que se retirou reclamando que não tinha autonomia para investigar. No depoimento, negou as acusações de corrupção envolvendo a Petrobras. Disse ainda que não se considerava um homem bomba: “Repudio veementemente que a Petrobras era uma casa de negócios, que existia organização criminosa dentro da Petrobras”, afirma Paulo Roberto Costa a reportagem do Jornal nacional.
Enviado por Luiz Henrique