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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

SBP pede que médicos receitem livros para estimular desenvolvimento infantil

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em nota envida hoje ao ON, divulgou uma parceria com duas fundações, a Fundação Itaú Social e a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, que lançaram a campanha Receite um Livro. A SBP, considera os primeiros dias de vida de uma criança fundamentais para seu desenvolvimento.  É nesse período que a formação de conexões cerebrais é mais propícia. Além disso, há cada vez mais evidências de que a arquitetura do cérebro é construída a partir das experiências vivenciadas. Por isso, é muito importante oferecer cuidado, afeto e estímulos o mais cedo possível à criança, até mesmo durante a gestação, para que ela possa desenvolver de forma plena habilidades como pensar, falar e aprender, esclarece a entidade.

A campanha incentiva que pediatras orientem as famílias a ler em voz alta para os filhos, especialmente na primeira infância - período que vai da gestação aos seis anos.  Conforme aponta a SBP, o estímulo à leitura resulta diretamente em melhoria da qualidade de vida e da capacidade de aprendizado, com reflexos positivos até a vida adulta. Neste período, 90% das conexões cerebrais são formadas. Nas crianças de 0 a 6 anos de idade está aberta uma “janela de oportunidades” para o estímulo neuronal do cérebro, que deve ser aproveitada, defende Eduardo da Silva Vaz, presidente da SBP.

Para Vaz, o incentivo à prática da leitura pode ser incluído durante as consultas. Enquanto estou pesando, medindo, conversando com as mães, tenho sempre a oportunidade de chamar a atenção para o fato de que elas devem ler para as crianças. A Fundação Maria Cecília Souto Vidigal fez uma pesquisa com mães, e muitas delas não têm esse entendimento de que o estímulo, o estar junto, faz parte do desenvolvimento. Quando você trabalha essa parte da cognição e da afetividade, você também melhora a qualidade da saúde, explica.

Benefícios
Na análise do presidente, todas as crianças e também os adolescentes vão se beneficiar com a leitura. Tenho falado, inclusive, para as mães que têm crianças com atraso (no desenvolvimento), que elas têm que estimular os filhos. É preciso conversar muito com essas crianças, ler para elas, porque o cérebro se desenvolve bastante. Temos janelas de oportunidades no nosso cérebro, e compete a nós, pediatras, orientar sobre isso.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O Clube de Leitura Caruaru realiza excursão para Bienal do livro

O Clube de Leitura Caruaru realiza no próximo domingo (11) uma excursão para X Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que ocorre até o dia 12, no Centro de Convenções, em Olinda, com o tema "Literatura, Resistência e Transformação". Será a segunda participação do CLC  na bienal de Pernambuco, em 20 anos de evento. "O objetivo é enriquecer o contato do clube com escritores e editoras e também proporcionar aos membros e participantes da viagem esse contato", destaca Anna Karolina, moderadora do clube.

No mesmo dia, dois escritores caruaruenses estarão lançando livros: a escritora e moderadora do clube, Thaciana Rodrigues, com o livro "Entre quatro paredes de poesia", e Décio Gomes com a obra "In nomine patris - Dominus Mortuorum". A programação do dia ainda inclui contato com palestras, oficinas, minicursos, lançamentos de outros livros.

A excursão é aberta para membros e não membros do clube e os interessados devem procurar um moderador ou entrar em contato por meio da pagina do Clube de Leitura Caruaru no www.facebook.com/ClubeDeLeituraCaruaru.

Informações: Divulgação CLC. 


domingo, 13 de setembro de 2015

Olha poemas

       Primavera 
 Por Pedro Luso.
     De onde vem esse vento,
          que a tudo espanta
          e que leva dos varais
          encardidas consciências – 
          roupas surradas 
          feito esperança perdida?

          Para que serve esse vento
          assim, feito remorso
          e pecado?
          Para que serve esse vento
          com ruído de agouro
          e de morte?

          Esse vento veio roubar
          do tempo, o inverno 
          frio, feito maldade,
          e levar a tristeza, gelo d’alma,
          para  setembro florir
          na  Primavera.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Leitura em baixa

Queda no hábito de leitura revela dificuldade de formar leitores no Brasil


Biblioteca municipal de Caruaru capital do agreste, PE. Foto: divulgação prefeitura de Caruaru.

Uma notícia preocupante para a literatura e para a educação brasileira veio na edição mais recente da pesquisa Fecomércio RJ/Ipsos. O trabalho, feito para entender os hábitos culturais da população, apontou para uma queda no número de pessoas que declaram ter hábito de ler – o número era de 35% antes e passou para cerca de 30%. Apesar disso, dentro do universo da pesquisa (que não considera que ver TV é um hábito cultural, por exemplo), os livros continuam sendo a atividade mais popular no Brasil.

O cenário da pesquisa reitera trabalhos anteriores, especialmente a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro. Feita em 2011, ela aponta que o número de pessoas que gostam de ler no tempo livre também diminuiu de 36% em 2007 para 28% em 2011.


Dados dos hábitos culturais brasileiros. Click para amplia a imagem.


O cenário preocupa vários setores da cadeia do livro. Para Wellington de Melo, escritor, professor e coordenador de Literatura na Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), o momento principal para a formação de leitores é a escola, tanto na rede pública como na privada. A questão é ampliar essa formação para além de aulas de disciplinas específicas.

Não se trata apenas de vender ou distribuir mais obras literárias. “O desafio passa pela construção do hábito de leitura, não é simplesmente ampliar o consumo de livros. Não se pode atrelar a compra de livros diretamente ao hábito de ler. Talvez mais importante seja investir na leitura dentro de escolas e bibliotecas, transformar esses espaços para serem mais do que ambientes de estudo”, destaca o gestor. Ele lembra também que, quando os pais não leem, os filhos costumam repetir o hábito.

Wellington ainda ressalta que o levantamento do Pró-Livro revelou que, apesar da queda no Brasil, o número de leitores cresceu no Nordeste. “Acredito que isso tem relação com o aumento de crianças na escola”, analisa. “Mas temos que trabalhar muito por políticas públicas. O Plano Nacional da Leitura busca que as bibliotecas se tornem espaços amplos, que sirvam para mais do que trabalhos escolares e concursos públicos.”