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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Policia Federal vê 'fortes indícios' de fraude no leilão do Estelita

Por Jorge Cosme - Leia Já:
Um processo de licitação repleto de irregularidades no arremate do terreno do Cais José Estelita, é o que aponta a operação Lance Final, da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira (30). “Há fortes indícios de fraude no caráter competitivo do leilão”, repetiu diversas vezes durante coletiva o superintendente da Polícia Federal Marcello Diniz Cordeiro. Além desse crime, ainda estão sendo investigados possíveis crimes de tráfico de influência, uso de documento falso, corrupção ativa e passiva.

Entre as irregularidades do leilão realizado em 2008, está o valor pelo qual o terreno foi vendido: R$ 55 milhões. O preço estaria abaixo do valor do mercado, que seria de cerca de R$ 65 milhões, segundo levantamento de consultoria contratada para avaliar o custo do espaço.

De acordo com a delegada Andrea Pinho, responsável pela operação, também não houve condições para que outras empresas participassem do processo licitatório. “Os prazos previstos na lei da licitação não foram obedecidos”, cita ela. As duas fases que vão desde a abertura do edital até a realização do leilão deviam ter o prazo de 15 dias cada, mas a primeira teve só oito dias e a segunda mais cinco dias. Ou seja, um processo que devia ter durado 30 dias foi resolvido em 13.

O próprio edital estava bastante “inovador”, como definiu a chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado Carla Patrícia durante a coletiva. Por exemplo, o edital não possuía o nome “edital” no documento nem a numeração referente ao terreno leiloado. Também faltavam informações claras sobre o objeto do pregão, como tamanho da área.

No fim das contas, apenas o Consórcio Novo Recife participou do leilão, oferecendo o valor mínimo, de R$ 55 milhões. Entretanto, ela não foi a única empresa interessada. A Jamaris Empreendimentos Negócios e Participações também queria se habilitar na disputa. “Ela foi desabilitada por critérios subjetivos. Disseram que ela tinha um baixo capital social, mas ela tinha o mesmo capital da empresa vencedora da licitação”, lembra Andrea Pinho. A Jamaris ainda tentou recorrer à Caixa Econômica Federal, que contratou a empresa do leilão, mas o pregão já havia ocorrido, tal qual havia sido a celeridade da licitação.

Um outro aspecto estranho no processo foi destacado pela delegada. A habilitação ou desabilitação de um concorrente era decidida por apenas uma pessoa, o Sr. Jacques. “Não havia nem sobrenome da pessoa no documento”, diz Andrea Pinho, com tom de surpresa. O misterioso Sr. Jacques está sendo investigado pela Polícia Federal em São Paulo. A polícia cumpre mandando de busca e apreensão na sede do Consórcio Novo Recife, no bairro do Pina, na zona sul, e também na sede da Milan Leilões, em São Paulo, empresa responsável por fazer o pregão.

No Recife, estão sendo apreendidas principalmente mídias, como HD de computador. A partir desta quarta, pessoas também vão ser intimadas a depor  na sede da superintendência regional da Polícia Federal. Não foram divulgadas as identidades das pessoas intimadas. Outros envolvidos estão sendo ouvidos na capital paulista. O objetivo principal é identificar se todas as irregularidades estão ligadas a um favorecimento ao Consórcio Novo Recife.

Outro objetivo da Polícia Federal é recuperar o prejuízo de R$ 10 milhões sofridos pela União. A PF solicitou o sequestro do terreno adquirido pelo consórcio, como garantia, mas o pedido ainda não foi deferido.

Leia abaixo a nota enviada pelo Consórcio Novo Recife:

Recife, 30 de setembro de 2015 – Em atenção à operação realizada pela Polícia Federal na sede do Consórcio Novo Recife, no Pina, a empresa vem a público fazer o seguinte esclarecimento:

- Inicialmente, deve ser lembrado que a legitimidade do leilão de venda do terreno no Cais José Estelita já foi exaustivamente examinada em diversas instâncias no âmbito judicial e administrativo. Em todas elas não foram encontradas irregularidades;

- O leilão, aberto para todo o Brasil, foi realizado de maneira lícita pela Caixa Econômica Federal, em 2008. O Consórcio Novo Recife adquiriu o terreno no Cais José Estelita por um valor superior ao mínimo determinado pelo edital do leilão;

- Desta forma, a direção do Consórcio não tem nada a opor à investigação realizada pela Polícia Federal. Pelo contrário, avalia esse fato como uma oportunidade para esclarecer, em definitivo, qualquer questionamento com relação ao leilão de venda do terreno no Cais José Estelita.

- Para tanto, coloca-se à disposição para fornecer qualquer documento ou informação que venha a ser solicitada pela Polícia Federal.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Em Bezerros, ex-prefeita Bete de Dael é presa pela Policia Federal.

Crédito da imagem: divulgação.
A ex-prefeita de Bezerros, Elizabete Maria Silva de Lima, conhecida popularmente como Bete de Dael, foi presa nesta terça feira (29) em cumprimento ao mandado de prisão preventiva pela 35º zona eleitoral de Pernambuco. A ex-prefeita, Bete de Dael, foi presa durante reunião do Clube de Diretores Lojistas da Cidade de Bezerros.


A ex-prefeita teria faltado à audiência que tinha se comprometido a comparecer em júri. As testemunhas afirmam que foram pressionadas a mudar os depoimentos que haviam prestado na época da sua primeira prisão. Após exame de corpo de delito no IML-Instituto de Medicina Legal em Caruaru, agraste de Pernambuco. 

A ex-prefeita foi conduzida até a Colônia Penal Feminina do Bom Pastor em Recife, onde ficará a disposição da Justiça Federal.  

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Moro diz a jornal que risco para país é corrupção, e não acusação

AE - Diario de Pernambuco

O jornal britânico Financial Times publica reportagem nesta quarta-feira em que destaca o trabalho do juiz federal Sérgio Moro e o trabalho de investigação do esquema de corrupção na Petrobrás.

Com o título "Juiz insiste que risco para o Brasil é a corrupção e não a acusação", a reportagem dá espaço à avaliação de Moro de que o estrago econômico da corrupção é maior que as dificuldades geradas pela descoberta do esquema ilegal.

O jornal acompanhou as agendas de Moro nos últimos dias e exaltou que o juiz tem recebido "recepções entusiasmadas" em eventos públicos. Moro tem pedido à audiência que continue apoiando as investigações com o argumento de que enfrentar a corrupção "trará ganhos significativos para todos" e que o custo da corrupção é "extraordinário". "O policial que descobre um crime não é o responsável pelo cadáver", disse em um evento na capital paulista, acompanhado pelo FT.


A reportagem cita que a investigação ajuda a retrair o investimento em uma economia em recessão. O FT cita ainda um estudo recente da consultoria GO Associados que estima que o escândalo de corrupção na Petrobras terá impacto econômico superior a R$ 140 bilhões ou cerca de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

ON Policial

Policia PRF apreende 7 mil maços de cigarros do Paraguai em Garanhuns  





Aproximadamente sete mil maços de cigarros do Paraguai foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal no quilômetro 81,6 da BR-424, em Garanhuns, Agreste pernambucano. O procedimento ocorreu na tarde desta quinta-feira (29), quando equipes faziam abordagens a veículos. A corporação informou que os produtos têm venda proibida no país e que, portanto, sequer poderiam ter nota fiscal.
O motorista do carro, um homem de 30 anos, foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia Federal em Caruaru, na mesma região. Ele contou à PRF que saiu com os cigarros de Caetés, onde os teria comprado, e seguia para vendê-los em Garanhuns. Esta corporação informou ainda que o crime é inafiançável na delegacia e que o veículo ficará no posto da instituição. O homem será levado à Penitenciária Juiz Plácido de Souza.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Polícia Federal prende no Paraguai traficante e chefe do Comando Vermelho


Com informações da agência Brasil 

A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (23), em Assunção, no Paraguai, o traficante Luís Cláudio Machado, conhecido como Marreta. A ação contou com apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro (Seseg) e da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) daquele país. Localizado em uma casa de luxo na capital paraguaia, Marreta é considerado o chefe de uma das principais facções criminosas do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho.
Ele estava foragido desde fevereiro de 2013, quando fugiu do Instituto Penal Vicente Piragibe, em Bangu, na zona oeste do Rio.
De acordo com a Seseg, Marreta coordenava, do Paraguai, a atuação da organização criminosa e a distribuição de armas e drogas para comunidades dominadas pela facção nas zonas oeste e norte da cidade. Ele também é acusado de ordenar confrontos contra policiais e ataques às sedes de unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
Na casa onde o traficante foi preso, os agentes encontraram um cofre com dólares, reais e guaranis, a moeda paraguaia. Na residência, estavam duas mulheres e uma criança. A PF informou que Marreta deve ser trazido ainda hoje para o Brasil. Ele será entregue à Polícia Federal de Foz do Iguaçu e depois encaminhado à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro.
Marreta é o quinto chefe do tráfico preso este ano. A Subsecretaria de Inteligência (SSINTE), com apoio da Polícia Federal, prenderam os chefes do tráfico dos complexos do Alemão e Penha, conhecidos,  respectivamente, como Piná e 2D, o da Mangueira, Russão, e o da Região dos Lagos, Kadu Playboy