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sábado, 12 de dezembro de 2015

Dinheiro do céu e na cueca

 - Magno Martins

Na mais nova operação de descoberta das malandragens do PT no poder, comandada pela operante e eficaz Polícia Federal, choveu dinheiro do céu, ontem, no Recife. Não sabia, entretanto, que o PT também operava milagres. Sabia que o partido carregava dinheiro roubado de nós, brasileiros, que pagamos impostos salgados com muito suor, debaixo da cueca.

Na oposição, que exerceu com muita competência, diga-se de passagem, o PT estufava o peito em nome da ética e da moralidade. Não roubar era a palavra de ordem. Inebriado pela inhaca do poder, o PT perdeu a virgindade no assalto aos cofres públicos. Começou com o mensalão, do capitão Dirceu. De lá para cá, o Brasil perdeu a conta dos escândalos instalados na era petista.

Se o caro leitor está assustado com a operação Lava Jato, que só da Petrobras a quadrilha desviou R$ 42 bilhões, o buraco da roubalheira é mais embaixo: uma CPI mista no Congresso investiga o desvio de R$ 25 bilhões de quatro fundos de pensão, que, juntos, movimentaram R$ 350 bilhões.

No BNDES, objeto de outra CPI, não existe uma estimativa do rombo para financiar projetos de governos autoritários no exterior, o que é ilegal. Mas fala-se que o valor seria seis vezes o que surrupiaram da Petrobras. O Ministério Público Federal pediu a prisão de mais de 60 suspeitos, a maioria do PT.

A Justiça Federal autorizou, ontem, a quebra dos sigilos bancário e fiscal da LFT Marketing Esportivo, empresa de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e do ex-ministro e ex-chefe de gabinete de Lula Gilberto Carvalho. Os pedidos foram feitos pela Receita Federal e Ministério Público Federal que investigam o suposto envolvimento dos dois em esquema de compra de medidas provisórias editadas nos governos Lula e Dilma Rousseff no âmbito da Operação Zelotes.

A empresa de Luís Claudio recebeu R$ 2,5 milhões do escritório de consultoria Marcondes & Mautoni, o mesmo contratado por montadoras de veículos para fazer lobby pela edição das normas que estenderam benefícios fiscais que as beneficiaram. O esquema de compra de MPs e o pagamento ao filho de Lula foi revelado em série de reportagens publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Por falar em Lulinha, a família do ex-presidente Lula, por onde a lambança começou, teria um patrimônio de mais de R$ 700 milhões em imóveis, participações acionárias em empresas, além de investimentos em títulos públicos brasileiros e papéis do tesouro de países europeus, principalmente da França, em cujos bancos os Silva teriam três caixas de segurança para depósitos.

Exemplos de roubalheira não caberiam aqui na era petista. O Brasil precisa urgentemente se livrar desta quadrilha. Não foi para isso que o povo deu carta branca ao PT. Foi, pelo contrário, para construir um País decente, que pudéssemos nos orgulhar. Infelizmente, o PT no poder é a tradução da maior fraude da história republicana.

RASTREAMENTO – Levado, ontem, para prestar depoimento na Polícia Federal, o diretor da Hemobrás, Mozart Sales, foi afastado do cargo por suspeita de envolvimento com organização criminosa especializada em direcionar licitações e desviar recursos públicos. Segundo reportagem do Estadão, rastreamento na conta da mulher de Mozart, Jurema, indica, segundo a PF, que ela movimentou R$ 1,6 milhão em 2014 – quantia considerada atípica pelos investigadores, porque ela recebe vencimentos de R$ 8 mil.

Os padrinhos – Há oito anos no comando da Hemobrás, Rômulo Maciel Filho, na fato ao lado, que segundo a Polícia Federal jogou dinheiro pela janela, ontem, na chegada dos agentes ao seu prédio, foi reconduzido ao cargo por indicação do senador Humberto Costa, líder do PT no Senado. Já Mozart Sales, também flagrado na operação da PF, é apadrinhado do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Sondado, Humberto também avalizou Mozart.

Descontrole geral – O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho, fez um desabafo, ontem, pelas redes sociais. “Dilma está afundando nossa economia, o desemprego está em alta, juros na estratosfera, dívida pública descontrolada e o Governo não faz nada para mudar o quadro. Quem sofre é a população, que a cada novo dia sente a perda do poder de compra do salário". Mendonça tem se revelado numa das principais vozes de oposição na defesa do afastamento da presidente.

Pena menor – O juiz Sérgio Moro corrigiu, ontem, a sentença do processo em que condenou o ex-deputado Pedro Corrêa. A mudança reduziu em quatro meses a pena, que agora é de 20 anos, três meses e dez dias de reclusão. A alteração foi feita após o Ministério Público Federal alertar o juiz de que ele havia errado o cálculo da pena relativa aos crimes de lavagem de dinheiro cometidos por Pedro Corrêa. “Aqui lamentável erro aritmético por lapso decorrente do excesso de trabalho”, reconheceu Sérgio Moro.

O exemplo que vem do Pajeú – Os municípios de São Bento do Una e Lajedo, no Agreste, aparecem no primeiro e no segundo lugar, respectivamente, no Ranking Estadual dos Portais da Transparência. O terceiro lugar ficou com Flores, da prefeita Soraya Murioca (na foto ao lado), no Sertão do Pajeú. A lista foi divulgada, ontem, pelo Ministério Público Federal (MPF). São Bento do Una obteve nota 9,2, seguido por Lajedo, com média 9, e Flores com 8,8.

CURTAS

TRANSPARÊNCIA– O Ministério Público Federal informou que dos 185 municípios avaliados no Estado, 20 obtiveram nota acima de sete e trinta ficaram com nota zero por não atenderem, segundo a assessoria, as exigências da lei. Entre os que não pontuaram estão Bezerros, Jaboatão dos Guararapes, Itamaracá e Abreu e Lima. Nenhum município obteve nota dez.


Perguntar não ofende: O pleno do Supremo derruba a liminar do ministro Fachin anulando o processo do impeachment?

* Magno Martins é pernambucano de Afogados da Ingazeira, tem 35 anos de carreira e é formado em Jornalismo pela Unicap, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma Universidade. Escreve diariamente em seu blog -  blogdomagno.com.br

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Opinião: Arte e cultura não estão separadas das questões urgentes de nosso tempo

Umberto Eco

Por dois dias neste verão (no Hemisfério Norte), o ministro da Cultura da Itália, Dario Franceschini, recebeu 83 ministros da Cultura e representantes de todo o mundo como parte da Expo 2015 de Milão, a exposição universal. Os visitantes viram a Fundação Prada, desfrutaram de uma noite na ópera La Escala e admiraram a "Última Ceia" de Leonardo da Vinci. Mas também conversaram –sobre artes e cultura, e como promovê-las e preservá-las na era moderna. (Milagrosamente, os oradores em geral conseguiram manter seus comentários breves. Talvez tenham treinado no Twitter.)


Bem, tudo isso poderia levar algumas pessoas a perguntar: as preocupações fundamentais de nosso tempo não deveriam ser o terrorismo, a guerra, a economia, afome e a mudança climática? Por que deveríamos nos reunir para discutir algo tão comparativamente frívolo como ativos culturais? Afinal, Giulio Tremonti disse a frase famosa quando foi o ministro da Economia e Finanças da Itália: "Não se vive de cultura".

Na verdade, os ativos culturais de uma cidade, como casas de ópera de renome internacional e obras de arte de valor inestimável, podem estimular o desenvolvimento econômico. Além disso, a conversa neste verão em Milão não ignorou o terrorismo e nem a mudança climática: os participantes discutiram como proteger as obras de arte de ataques terroristas e desastres naturais. No final, o evento em Milão foi um lembrete valioso de que, em um mundo composto de tantas culturas diversas vivendo em contato constante umas com as outras, nossos recursos culturais são fundamentais para nossa compreensão mútua e coexistência pacífica.

O mundo há muito sofre de uma falta de compreensão cultural. Antes dos movimentos de vanguarda do início do século 20, os europeus em grande parte consideravam a arte africana como sendo bárbara e incompreensível. Historicamente, alguns cristãos europeus ficavam consternados ao saber que templos indianos exibiam esculturas eróticas, e que certas religiões retratavam suas divindades em forma animal. (Vamos ignorar por um momento que, por séculos, o cristianismo ocidental retratou o Espírito Santo como um pombo.)

Muito mudou, é claro –e não apenas graças à antropologia cultural, que por mais de um século vem tentando persuadir os ocidentais a conhecerem e entenderem outras culturas. Isso também ocorre graças às melhorias no transporte e do turismo em massa. Hoje, multidões de japoneses podem visitar a Itália para ver a "Última Ceia" e outras importantes obras de arte, enquanto multidões de europeus podem facilmente ir ao exterior para ficar diante das pirâmides do Egito ou de templos asiáticos. Muitos de nós estão aprendendo a apreciar as coisas belas produzidas por outros povos –obras cuja existência era desconhecida para nós até relativamente pouco tempo atrás.

É verdade que a natureza do turismo moderno exige em geral que passemos algum tempo em locais que parecem os mesmos: falando de modo geral, um aeroporto internacional ou um grande hotel não são tão diferentes uns dos outros. Mas assim que saímos desses locais de aparência genérica, podemos encontrar beleza desconhecida e surpreendente.

Isso não quer dizer que esses intercâmbios culturais de alguma forma eliminarão o racismo, a xenofobia ou os conflitos políticos ou religiosos. Claramente, um encontro cultural não pode, por si só, salvar uma criança que passa fome na África. (O ex-ministro Tremonti pontuou seus comentários sobre não ser possível viver de cultura brincando que, talvez, devêssemos ir a um café e pedir um sanduíche "Divina Comédia".) Mas com certeza os estímulos culturais contribuem indiretamente para maiores esforços humanitários, ao inspirar gerações de pessoas a entenderem melhor outras sociedades e a darem uma mão àquelas em necessidade.

Em um mundo tão dominado por conflito militar e econômico, a disseminação da cultura e um conhecimento recíproco sobre a herança artística do outro podem ter uma influência profundamente positiva. As artes e cultura não estão separadas das questões mais urgentes de nosso tempo –pelo contrário, elas são cruciais para a conversa.

*Umberto Eco é autor dos best-sellers internacionais "Baudolino", "O Nome da Rosa" e "O Pêndulo de Foucault", é também professor de semiótica, crítico literário e romancista


Tradutor: George El Khouri Andolfato do portal Uol. 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Colunistas

Por Hérlon Cavalcante
Coluna do Jornal Vanguarda.
Aquarela popular

A cultura do meu povo
É feita com muita arte
Não se divide por parte
É flor de mandacaru
Que brota no coração
Na pisada do baião
Mantém viva a tradição
No país de Caruaru.

É baião, é mazurca
É xaxado, é forró,
A quadrilha dá um nó,
Cheiro de terra é perfume
Fazendo o povo a dançar
Alegria solta no ar
E a cultura popular
Mantendo sempre o costume.

Som do pife é uma festa
O boi traz o folguedo
Mamulengo é meu brinquedo
Bacamarte e trio pé-de-serra
O barro cumpre seu papel
O aboio toando o véu,
O repente e o cordel
É bandeira em minha terra.

A batida da zabumba
O triângulo no ponteio
A sanfona pelo meio
Trazendo sempre harmonia
Dedilhando a correr
A lua veio dizer
Que o sol pode se esconder
Pra nascer um novo dia.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

COLUNA DE ROGÉRIO JORDÃO NO ON

Não foi por 20 centavos, será por 50?

Vai ser interessante acompanhar, ao longo desta semana, as reações ao aumento da tarifa de ônibus em diferentes cidades. Um ano e meio atrás, como se sabe, as manifestações do Movimento Passe Livre em São Paulo e a brutal repressão policial foram o estopim de gigantescas manifestações de rua no país, quando “o gigante acordou”.
Não era por 20 centavos se disse à época, será por 50 centavos agora? Passadas as jornadas de protestos, a Copa do Mundo, as eleições nacionais, o que ficou daquela difusa revolta popular?
Na capital paulista a tarifa vai a R$ 3,50. No que pese o passe livre para estudantes de escolas públicas e privadas (parcial), é um reajuste e tanto para um serviço mal avaliado pela população.
Uma pesquisa realizada pelo Ibope e Rede Nossa São Paulo em setembro de 2014 mostrou que entre os usuários de ônibus, a “lotação” e o “tempo de espera” são os principais problemas do sistema na capital paulista. Em nenhum quesito – de “limpeza e conservação” dos ônibus até “cordialidade dos motoristas e cobradores” – o público deu nota acima de cinco para o serviço prestado, em uma escala que ia de Zero (totalmente insatisfeito) a 10 (totalmente satisfeito).
Como vai reagir a população – que fica em média diariamente 2 horas e 46 minutos dentro de um ônibus em SP — ao aumento?
O grande efeito imediato das manifestações de junho de 2013 foi que prefeitos e governadores em diferentes capitais voltaram atrás na decisão de aumentar o transporte público. Isto teve um impacto simbólico grande: não é todo dia que as pessoas na rua conseguem reverter uma decisão governamental ou vinda “de cima” em qualquer instância, no Brasil ou em qualquer parte do mundo. Provavelmente por ter obtido um resultado concreto inédito, e por ter expressado sentimentos e insatisfações bem além da questão do transporte, a revolta dos 20 centavos em junho de 2013 tenha ganhado o país e a simpatia ampla, geral e irrestrita da população, conforme mostraram as pesquisas.
E agora?
Diversas manifestações estão marcadas pelo Movimento Passe Livre. Em SP deve ocorrer na sexta-feira, dia 9. Na página do movimento no Facebook dá para acompanhar as movimentações no Rio, Santa Catarina e outros lugares.
Terão o poder de acender algum estopim essas mobilizações?
Ou o Brasil já terá entrado em outro ritmo, no qual o recado das ruas já foi “assimilado” de alguma maneira – e as futuras revoltas, se acontecerem, se darão em formatos que sequer podemos imaginar, a nos pegar de surpresa, como em junho de 2013, como a expressão de um país que segue sob a sina da imprevisibilidade, quase que em estado líquido?

Siga-me no twitter! (@rogerjord)
Rogério Pacheco Jordão, 46, é jornalista e sócio-diretor da Fato Pesquisa e Jornalismo (FPJ), empresa de consultoria nas áreas de pesquisa e editorial.Mestre em política comparada pela London School of Economics (LSE), escreveu o livro ‘Crime (quase) Perfeito - corrupção e lavagem de dinheiro no Brasil’. Paulistano, mora no Rio de Janeiro há mais de década, onde é pai de duas crianças.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O cabeção Ruy Barbosa, Tiririca e a Lei Pel

Por José Adalberto Ribeiro, jornalista
Blog do Magno Martins. 

RIBEIROLÂNDIA – O estadista Tiririca é autor de uma tese magistral: pior do que tá, não fica. Outro grande filósofo, tão grande cujo nome me falha a retentiva, disse que o Brasil consegue ser a cada dia um pouquinho pior.

O sociólogo Pelé, uma mente brilhante que jogava foot-ball nas horas vagas, pronunciou uma sentença memorável: “Os brasileiros não estão preparados para escolher o presidente da República”. Equivale a uma tese de doutorado. Os dialéticos adotam o princípio de que “a prática é o critério da verdade”. Os intelectuais da esquerda costumam flexibilizar a “lei Pelé”. No caso, a “Lei Pelé” só vale para os vermelhos quando os presidentes eleitos são considerados da direita.

No meu singelo pensar, Pelé deveria ser considerado o intelectual do século, mais que o atleta do século, por ser autor dessa lei.

A lei de Gerson, “o importante é levar vantagem em tudo, certo?!” é uma cláusula pétrea, nos conformes da alma brasileira.  
O sacripanta vermelho, guia genial dos povos barbudos e dos sapos barbados, é candidato ao prêmio IgNobil por ter feito a descoberta científica de que existem pessoas analfabetas de nascença, a exemplo de si mesmo e dos seus discípulos. Mais incrível ainda é a capacidade de continuar analfa a vida inteira, mesmo sendo muito esperto. Esse cara é líder de milhões de anencéfalos ideológicos que se consideram muito politizados. Eles se entendem.

O papaizinho aqui sou autor da teoria revolucionária, modéstia à parte, de que o vírus da corrupção tá no sangue verde-amarelo. Meu compadre o filósofo The Gaulle jura que o Brasil é um País muito sério e os brasileiro são pessoas muito sérias, principalmente quando estão dormindo.  Zeus me livre de querer me comparar com sumidades intelectuais tipo o filósofo Tiririca e o sacripanta vermelho. Eu sou apenas um bicho-grilo politicamente incorreto, meio analfa de nascença. Meu manual de sociologia é o Almanaque de Jeca Tatu, meu guru e de quem sou amigo do tórax. 

E por falar em sumidades lembro-me do saudoso Ruy Barbosa, o cabeção. A gente somos amigos da gandaia, nascidos e criados na Serra da Borborema da Baia de todos os pais de santos e pecadores. Assim falou o cabeção Ruy Barbosa aos seus discípulos:
“De tanto ver triunfar as sumidades, de tanto ver prosperar a virtude da honra, de tanto ver crescer o poder da justiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos das pessoas do bem, o homem, a mulher, os gays, os travestis, os bissexuais e os transgêneros chegam a desanimar-se das bandalheiras tipo o petrolão e o mensalão, a rir-se das maracutaias, a ter vergonha de ser ficha suja na política”.

E a macacada o Brasil delirou, delirou!

Uma noite, Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, o diretor de petróleo Paulinho, o doleiro-euroleiro You Self man e seus bandoleiros fizeram uma farra para comemorar a compra de uma refinaria em Marte. A farra do petróleo no planeta vermelhou custou 10 bilhões de dólares, nas contas de um padeiro.

A festa do amigo secreto este ano, inspirada no legado de Macunaíma, aconteceu nas refinarias de petróleo da Esplanada dos Monastérios em Brasília. (As refinarias de Brasília refinam centenas de milhões de dólares todos os dias). Paulinho abriu os trabalhos: O meu amigo ultrassecreto tem uma barba vermelha linda, maravilhosa. É analfabeto de nascença. Ofereço para ele como presente o meu silêncio misericordioso de bilhões de dólares. Os dois se abraçaram e se beijaram emocionados.

Diante das cifras bilionárias do petrolão, confirma-se a profecia do tesoureiro diluviano: o mensalão vai virar piada de salão. O que será, que será, quando for aberta a caixa-preta de outras estatais e fundos de previdência oficiais? A corrupção no Brasil tá no sangue verde-amarelo. E não tem remédio. É de fazer chorar. 

Art. 5º. IV da Constituição Federal: -- É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.

José Adalberto Ribeiro, jornalista