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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Michel Temer deixa Brasília para se isola em SP

No olho do furacão, diante das acusações de estar conspirando contra a presidente Dilma Rousseff e a favor do impeachment, o vice-presidente Michel Temer deixará Brasília nesta quarta-feira (16) ou amanhã de manhã e só retorna no início de 2016, de acordo com a coluna de Lauro Jardim, no jornal "O Globo".

O argumento apresentado pelos assessores de Temer é de que o presidente nacional do PMDB decidiu antecipar o recesso de Natal e Ano Novo. O vice aceitou a sugestão de se isolar em São Paulo até janeiro.

Mas o objetivo de Temer, segundo Jardim, é não se expor diante de eventual processo e debates sobre impeachment da presidente. O vice não quer voltar a ser alvejado por petistas ou por governistas de seu próprio partido, caso se manifeste e seja interpretado como apoiador ou crítico do Planalto.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Editorial: Os pingos nos IS

 Ministro Cardozo, o sr. acredita mais em homens que tornam virtuosos os sistemas ou em sistemas que tornam corruptos os homens?

Foto: Frame/Folhapress
Os ouvintes são testemunhas de quantas vezes alertei aqui para um absurdo que está em curso no Supremo. A OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, patrocinou uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a lei que permite que empresas façam doações a partidos políticos. Proibição total, sem exceção! Uma maioria temporária já se formou a favor da tese absurda. A votação só não foi concluída, e com um resultado desastroso, porque o ministro Gilmar Mendes pediu vista, sem data para retomar o julgamento. Por enquanto, segue tudo como está.

Sim, este programa acredita que é preciso estabelecer um limite para as doações privadas. Não parece razoável que 10 empresas respondam por 61,5% de tudo o que os partidos arrecadaram legalmente. Proibir, no entanto, as doações incorre em várias agressões, entendemos, à ordem democrática e à lógica.

Comecemos pela lógica. Não se proíbem doações legais para tentar conter as doações ilegais. Seria como proibir o consumo de tabaco para conter o tráfico de cocaína e maconha. A única consequência de uma medida estúpida como essa seria fortalecer o tráfico, que passaria a ter o monopólio também da venda de tabaco. Se hoje se estima que parcela considerável das doações é feita por baixo dos panos, mesmo sendo permitidas, se e quando forem proibidas, então vai aumentar exponencialmente a doação ilegal.

Mais: o financiamento púbico ou privado de campanha, e a sua forma, tudo isso é matéria que diz respeito ao Congresso Nacional e tem de ser debatida no âmbito de uma reforma política. O Supremo não foi feito para legislar.

O Supremo é um tribunal constitucional, com funções adicionais e excepcionais na área penal -- infelizmente, note-se à margem, ele tem se ocupado mais disso do que seria saudável, o que é um mau sinal. Mas voltemos ao ponto: não se pode entregar a 11 juízes a tarefa de reformar o sistema político-eleitoral. Essa é uma atribuição da sociedade. E a voz da sociedade, com toda a sua diversidade, é o Parlamento.

Igualmente falaciosas são as teses que asseguram que a sem-vergonhice que se instalou na Petrobras deriva da doação de empresas privadas a campanhas eleitorais. Essa, infelizmente, é a tese do PT, tanto da ala majoritária como da corrente Mensagem ao Partido, à qual pertence José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, por exemplo.

Eu lamento muito que um ministro da Justiça, pré-candidato, dizem a uma vaga no Supremo -- mas confio no Senado brasileiro para impedi-lo --, sustente a falácia de que é legislação que torna corruptos os homens. Ora, se querem impedir corrupção na Petrobras, por exemplo, parece-me que impedir que um partido indique o diretor de Serviços pode ser muito mais eficiente do que proibir a doação de campanha.

Felizmente, parece que o bom senso começa a fazer fruto. Em debate ocorrido no XII Congresso Brasiliense de Direito Constitucional, promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), Michel Temer, vice-presidente da República, do PMDB; o tucano José Serra, senador eleito de São Paulo pelo PSDB, e José Antônio Dias Toffoli, ministro do Supremo e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, reconheceram que a simples proibição de doação de empresas privadas a campanhas traria mais malefícios do que benefícios.

Toffoli, diga-se, parece, saudavelmente, ter mudado de ideia, esboçando uma opinião diferente da que foi manifestada, até agora, no Supremo. Enquanto o julgamento não é encerrado, ministros podem mudar o seu voto.

De resto, note-se: as empresas fazem parte, sim, do conjunto de relações sociais e devem ter compromisso com a cidadania. Não há mal nenhum que façam doações a campanhas eleitorais. O que se tem de coibir, com leis mais duras, claras e efetivas, é a mercantilização do apoio.

E lembro, finalmente, a José Eduardo Cardozo: acredito mais em homens que tornam virtuosos os sistemas do que em sistemas que tornam corruptos os homens, ministro!

Por Reinaldo Azevedo colunista 
Jovem pan AM e jovem pan news SP

sábado, 27 de setembro de 2014

Muricy Ramalho deve deixar o hospital na próxima segunda-feira

Foto sate oficial/divulgação 

Muricy Ramalho passa bem e deve deixar o hospital até a próxima segunda-feira (29). O técnico são-paulino, que pode sair da UTI ainda no final da tarde deste sábado (27), está internado desde o quinta-feira (25). As informações são de José Sanchez, médico do Tricolor. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, ele afirmou que o treinador passou a última madrugada bem, que sua situação não é típica de pacientes na UTI e que não deve haver restrições para que Muricy assista à partida do São Paulo neste sábado diante do Fluminense, no Morumbi. No entanto, não há previsão para que o comandante retorne ao banco de reservas.

"A notícia é boa. O Muricy passou bem a noite, falei com o diretor clinico e ele me disse que está tudo bem. O quadro de arritma reverteu e a medicação passou de via venosa para oral", disse o médico. 
Olhar Notícias