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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

De olho no poder



Não é mamãe! Ou: Margaridas petistas pagas com seu dinheiro...


Por Rodrigo Constantino, hoje, em sua coluna na Veja:  
Guilherme Fiuza já disse tudo o que precisava ser dito sobre a analogia tosca que o criador Lula enfiou goela abaixo do povo brasileiro sobre sua criatura Dilma: não é mamãe! Mas como o medo do ridículo nunca impediu um petista de se expressar, eis que Lula voltou a utilizar a imagem de Dilma como a “mãe do povo”, durante a Marcha das Margaridas:
“É lógico que ela [Dilma Rousseff] pode errar, como eu errei e como qualquer um erra enquanto mãe. Nem sempre a gente faz as coisas que são aceitas cem por cento pelos filhos. Nós sabemos disso, mas quando ela errar, ela é nossa e temos de ajudá-la a consertar”, afirmou. ” Não julguem a Dilma por seis meses de mandato, porque ele é de quatro anos”, acrescentou.
Sim, julgamos pelos quatro: o estrago enorme que vemos hoje não é obra de seis meses apenas, mas de um longo período. Na verdade, incluímos o próprio Lula no veredicto, pois as trapalhadas começaram em sua gestão populista. “É o momento da gente levantar a cabeça e dizer para a companheira Dilma que o problema que o país tem enfrentado não é só dela, mas é nosso”, defendeu. Nisso concordamos: o problema é de vocês, petistas!
Diante dessa situação caótica, dessa crise enorme, Lula quer que Dilma receba o carinho de um filho. Mas, no caso, Dilma não passa de uma madrasta cruel, muito cruel, que deixa a da Cinderella no chinelo, como se fosse uma Madre Tereza de Calcutá de tão bondosa!
Todo esse discurso patético, hipócrita, sensacionalista, foi bancado por você, leitor. Isso mesmo:
Uma das apostas do comando nacional do PT para fazer frente aos protestos contra a presidente Dilma Rousseff, marcados para o domingo (16), a Marcha das Margaridas, organizada pela Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), recebeu patrocínio de R$ 855 mil de empresas estatais.
O movimento em defesa das mulheres do campo. promovido no Estádio Mané Garincha, em Brasília, contou neste ano com recursos da Caixa Econômica Federal (R$ 400 mil), do BNDES (R$ 400 mil) e da Itaipu Binacional (R$ 55 mil).
Para a realização da Marcha das Margaridas, o governo do Distrito Federal cedeu o Estádio Mané Garrincha, o mais caro construído para a Copa do Mundo no Brasil, sem a cobrança de aluguel.
Agora ficou mais claro por que os petistas são contra a privatização? Como eles bancariam essa farra toda sem nossas estatais? Não seja um filho rebelde, caro leitor. Você precisa trabalhar quase cinco meses do ano para sustentar sua “mamãe” Dilma e seus apaniguados. Não concorda? Sente-se explorado? Então vá às ruas no dia 16 protestar, cara-pálida!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Hora de descriminalizar a maconha

Créditos da Imagem: Manuel
Li recentemente em um jornal de economia que existe no mundo uma “onda de liberação da maconha”. E de fato: recentemente deputados no Chile aprovaram a liberação do cultivo da planta, o Uruguai acabou com a proibição ao comércio e nos Estados Unidos quatro estados legalizaram a maconha para uso recreativo. Chegará esta onda ao Brasil?
Por aqui a discussão amadurece e deve ganhar alguma força no segundo semestre quando o STF julgará uma ação que pode descriminalizar o consumo individual de drogas no país. Atualmente, e segundo o artigo 28 da lei Antidrogas, portar drogas para uso pessoal não dá cadeia, mas a pessoa pode ser penalizada com advertência, prestação de serviços à comunidade e medidas educativas. O STF vai julgar se este artigo fere ou não a Constituição – e aqui entra um rol de argumentos jurídicos que giram em torno à inviolabilidade da intimidade, à vida privada do cidadão e por ai vai.
Mas não apenas isto. No Rio de Janeiro defensores públicos informam, via imprensa, que muitos usuários de drogas estão presos indevidamente como traficantes, o que além de ilegal, aguça o problema da superlotação dos presídios. São mais de 500 mil presos no país, um quarto deles por tráfico de drogas. Muitos presídios, por sua vez, estão em estado precário e dominados por facções criminosas, o que faz do problema uma bola de neve sem fim.
A descriminalização do consumo a ser examinada pelo STF ajudaria a clarear este campo, digamos assim, separando usuários de traficantes. É, também, uma nova abordagem para a chamada “guerra às drogas”, cuja eficácia vem sendo contestada em diferentes partes do mundo. É um passo em uma discussão cheia de controvérsias, mas necessária. Separei alguns argumentos:
1 – A ilegalidade do comércio de drogas favorece o crime organizado e o tráfico. Isto porque essas organizações e cartéis vendem um produto para o qual há uma demanda intensa, livre de pagamento de impostos ou qualquer tipo de regulação. É um negócio com alta taxa de retorno. A ilegalidade alimenta também alianças subterrâneas entre organizações criminosas e representantes do Estado, como polícia, judiciário, ocupantes de cargos executivos e legislativos. 
2 – A legalização das drogas levaria a um aumento do consumo, piorando um grave problema social e de saúde pública, argumentam os que são contrários à legalização. OK, mas, mesmo ilegal, o consumo já não aumenta? E se taxado e regulado de alguma maneira este mercado (trata-se de um mercado, afinal), não ganhariam as políticas de saúde pública? No Colorado (EUA), onde a maconha foi liberada em 2014, o Estado arrecadou US$ 76 milhões em impostos relacionados a seu comércio.
3 – Presídios superlotados e dominados, no mais das vezes, por facções criminosas, sugerem que prender, prender, prender, pode não ser exatamente uma solução. Este é um ponto cego da política atual sobre as drogas: o encarceramento em massa pode estar contribuindo para retroalimentar o tráfico e a violência. Drogas e seu tráfico matam, desestruturam famílias e corroem vidas pessoais. Por outro lado, usuários, principalmente se moradores de favelas e das periferias, são muitas vezes enquadrados como traficantes e presos. O problema vai virando bola de neve.
Quem sabe drogas não entrem no radar da discussão sobre a violência em 2015, com menos sensacionalismo e mais politização? Mal não fará.
Siga-me no twitter! (@rogerjord)

sábado, 18 de abril de 2015

Coluna no ON: Direitos iguais

Somos todas Verônica ? 

Nesta semana, a travesti Verônica Bolina tornou-se notícia.
De acordo com relatos da imprensa, gestores públicos e de pessoas ligadas à Verônica, a mesma havia se envolvido em uma discussão com outras travestis, resultando em mútuas agressões, além de graves ferimentos em uma vizinha. O fato que suscitou o interesse público, no entanto, não foi mais uma briga de vizinhos, tão insignificante nos dias em que a violência assombra pela sua grandiosa dimensão e onipresença. Duas imagens justificam a atenção para o caso: por um lado, Verônica com o rosto deformado, seguida da exposição do seu corpo desnudo; do outro, a orelha de um agente carcerário arrancada por uma mordida da travesti.
De imediato, as imagens de Verônica causaram comoção e mobilizaram militantes sociais e gestores públicos. A suspeita era de que a mesma havia sido submetida à tortura. De forma mais apressada, a versão oficial apresentada pelos órgãos públicos, sustentada por áudios da própria travesti, apontam a inexistência de quaisquer maus tratos, bem como seu reconhecimento de culpa pelos atos praticados e, mais ainda, sofridos.
A agressão não despertaria atenção, não fosse o fato de que no centro dos acontecimentos encontra-se uma travesti. Ainda que os seus gestos constituam crimes, que devem ser punidos adequadamente, não é compreensível que o Estado destine tratamento desigual ou inadequado à Verônica!
Importa afirmar que qualquer conclusão sem as devidas averiguações, tendentes a afastar quaisquer hipóteses de violação de direitos (mesmo a prática de tortura), por si só, já significa tratamento inadequado. Antes de concluir pela inexistência de maus tratos ou outros tratamentos degradantes, é preciso, por exemplo, que testemunhas sejam ouvidas, para elucidar se o grau de violência resultante da briga com outras travestis foi suficiente para desfigurar o rosto de Verônica.
De igual modo, é preciso apurar quem são os responsáveis pela indevida divulgação das fotos em que Verônica a
parece exposta desnuda, desrespeitando a sua intimidade. A violação da sua imagem, permitindo que esta sirva de deboche e escracho nacional, constitui afronta à sua dignidade e desrespeita direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal.

Segundo o site G1, a travesti vai responder pelas condutas criminosas de evasão mediante violência contra a pessoa, resistência e lesão corporal grave. 
Neste particular, cabe especial análise: há elementos que indicam o cometimento dos dois primeiros crimes, no entanto, soa absurdo tipificar a agressão ao agente carcerário como lesão corporal grave.
Para o Direito Penal, a lesão corporal de natureza grave é aquela que resulta na incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias, perigo
de vida, debilidade permanente de membro, sentido ou função ou, ainda, aceleração de parto (Art. 129, § 1º, Código Penal).
É pressuposto à aplicabilidade da norma penal a sua máxima objetividade. Assim, para que se constitua uma lesão corporal grave, é preciso que o ato criminoso resulte em uma situação que, de fato, coloque a vítima em situação de pleno risco, em que a morte é uma possibilidade real. Ainda, que os efeitos impeçam a continuação da vida profissional plenamente. Ora, em pese a gravidade de ter a orelha arrancada por uma mordida, as situações apresentadas pela legislação penal não se inserem no Caso Verônica.


Quando um professor de filosofia foi barbaramente agredido por cinco skinheads, em São Paulo, a autoridade policial competente entendeu tratar-se delesão corporal leve. Tal feito impediu a imediata prisão dos agressores, uma vez que este tipo de crime, de natureza leve, não autoriza o encarceramento dos responsáveis. As imagens das agressões sofridas dizem muito a respeito da dimensão da gravidade que as lesões provocaram no professor. Por que, no caso Verônica, outra interpretação da lei deve prevalecer de modo a atribuir-lhe maior pena?
A correta definição da conduta praticada por Verônica é importante para estabelecer que tipo de sanção será aplicada antes de seu julgamento, o que poderá resultar em prisão preventiva ou não. Também, para orientar a devida aplicação da pena, uma vez que o juiz poderá substituir a sentença de detenção por multa.
Vale destacar que a ideia de Estado Laico deve igualmente prevalecer na apuração de crimes praticados por cidadãos LGBT. Mesmo que Verônica tenha admitido que estivesse “possuída”, razão que em seu entendimento justifica as agressões cometidas e sofridas, é dever dos órgãos de segurança pública afastar elementos estranhos à razão pública, apurando as reais motivações dos crimes para a devida punição, tanto para a travesti, quanto para os agentes do Estado que tenham cometidos abusos. Do contrário, a mera constatação de fenômenos sobrenaturais result
ará na aplicação de punição apenas para Verônica e isenção de culpa para os que eventualmente tenham exacerbado no seu dever de apenas conter e imobilizar pessoas que estejam cometendo crimes.
Neste particular, cabe uma ressalta importante: depoimentos de Verônica não devem servir como única prova para excluir quaisquer responsabilidades de agentes que eventualmente tenham cometido abuso de poder. É uníssono o entendimento jurisprudencial que assegura que a prova de confissão não exclui o dever de completa apuração de crimes. As imagens do seu rosto completamente desfigurado justificam suspeitas quanto à natureza de suas “confissões”.
Ante os fatos descritos, é preciso atentar-se a duas situações.
A primeira delas diz respeito ao acompanhamento dos procedimentos que estão sendo adotados para apurar os fatos criminosos. Trata-se da necessidade de acompanhamento externo do inquérito policial, por advogados ou defensores públicos, de modo a garantir a ampla defesa e assegurar o respeito aos direitos fundamentais de Verônica, atentando-se ao pleno respeito à sua identidade de gênero.
Em segundo lugar, é preciso que as regras para travestis e transexuais em situação de cárcere sejam fielmente cumpridas. O Estado de São Paulo adotou a Resolução SAP nº 11, de 30 de janeiro de 2014, que estabelece normas de tratamento para travestis e transexuais no âmbito do sistema carcerário. Não é cabível que órgãos deste Governo descumpram as regras por ele estabelecidas! Deste modo, a fim de evitar que a identidade de gênero de Verônica seja tomada para fragilizá-la, é urgente que os direitos assegurados na referida Resolução sejam cumpridos, em especial a escolha da unidade prisional que pretende ficar, caso seja imposta prisão preventiva, escolha do tratamento nominal (nome social), preservação das características femininas (por exemplo, a proibição do corte de cabelo) e acompanhamento médico condizente com a sua condição de travesti.
Não se trata de buscar privilégio à Verônica, senão de assegurar o tratamento condizente com a sua identidade de gênero, fator estimulante da homofobia/transfobia que vulnerabiliza a sua condição de cidadã, bem como assegurar a justa aplicação das leis, que devem ser igualmente impostas a todas as pessoas.
Em que pese a credibilidade de gestores públicos, a cultura da violência, institucionalizada nas hastes do Estado, ultrapassa as boas intenções. Via de regra, a violação de direitos praticada pelos agentes públicos não se resume à prática de tortura; outras formas de tratamentos degradantes ferem a dignidade das pessoas e devem merecer total repúdio e corajosa investigação. Somente a adequada apuração pode, efetivamente, afastar oportunistas de plantão, ávidos por reforçar discursos contrários à dignidade de travestis e transexuais ou insaciáveis por 15 minutos de fama.
O caso Verônica pode tornar-se emblemático. Seja por nos ensinar a tratar com menos ufanismo e oportunismos a violência homofóbica, seja por contribuir para a construção de outra cultura de tratamento à população LGBT pelos órgãos de segurança pública e de encarceramento.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Por Fernando Rodrigues

Lista do HSBC na Suíça revela empresas da Lava Jato em paraísos fiscais

Análise detalhada de milhares de fichas de correntistas da agência de “private bank” do HSBC de Genebra, na Suíça, indica que muitos operavam por meio de empresas em paraísos fiscais. Esse é o caso de pelo menos 9 dos 11 integrantes da família Queiroz Galvão –que comandam as empreiteiras Galvão Engenharia e Queiroz Galvão– e que têm contas numeradas no exterior.
As empresas estão em Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, um território ultramarino do Reino Unido, na região do Caribe. São três offshores: Fipar Assets Ltd., Montitown United Ltd. e Melistar Management Inc.
A revelação da existência dessas empresas pode contribuir na investigação da Operação Lava Jato. Na apuração das acusações contra a Galvão Engenharia e Queiroz Galvão, a Polícia Federal e o Ministério Público poderão solicitar informações a respeito de fluxo financeiro dessas empresas com sede em paraísos fiscais.
O Brasil tem acordos de cooperação com vários países e pode receber dados sobre movimentação bancária em determinados casos. Se o comando da Operação Lava Jato desejar, será possível requerer dados a respeito de transferência de recursos de e para essas empresas ligadas à família Queiroz Galvão.
A Operação Lava Jato mantém preso no momento Erton Medeiros Fonseca, diretor-presidente da Divisão de Engenharia da empreiteira Galvão Engenharia. Outros diretores das duas empreiteiras sempre frequentam as listas de acusados.
Já são considerados réus no âmbito da Lava Jato os empresários Dario e Eduardo de Queiroz Galvão, ambos da Galvão Engenharia.
Todas as informações para preparar esta reportagem foram obtidas pelo ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) numa parceria com o jornal francês “Le Monde”. A investigação foi batizada de SwissLeaks (vazamentos suíços) porque teve origem no maior furto de dados bancários da história, numa agência do HSBC, em Genebra.
A coordenação da apuração do SwissLeaks no Brasil é feita com exclusividade peloUOL, por intermédio do jornalista Fernando Rodrigues, que é integrante do ICIJ.
Diferentemente do que se imagina, não existe uma “lista de contas” produzida pelo HSBC na Suíça. O caso está detalhado neste post “Entenda o caso SwissLeaks-HSBC”. Em resumo, o que está disponível para um grupo selecionado de jornalistas são centenas de milhares de fichas com dados individuais de pessoas que mantiveram contas numeradas e secretas no HSBC. Os registros são de 2006 e 2007 –embora mencionem todo o histórico das contas que ainda estavam no arquivo do banco naquela data.
A “lista do HSBC” foi resultado de um extensivo trabalho jornalístico de filtragem produzido ao longo de vários meses pelo ICIJ. O material está sendo constantemente aperfeiçoado para permitir pesquisas mais requintadas na base de dados –além de evitar duplicidades e incorreções nos valores atribuídos a cada correntista.
As contas bancárias mantidas pela família Queiroz Galvão e as respectivas empresas offshore usadas pelos correntistas são as seguintes:

Como se observa, os registros que vazaram do HSBC são generosos inclusive no que diz respeito a dados antigos. Maurício Galvão e Gabriela Pedrosa Galvão tiveram suas contas fechadas em 1993, mas continuavam a aparecer nos registros do banco em Genebra.
Embora tenham origem em um mesmo grupo familiar, hoje as duas empreiteiras citadas neste post são empresas separadas. A Galvão Engenharia foi fundada em 1996 por Dario de Queiroz Galvão, pai de Mário, Eduardo e Dario, após vender sua participação na empreiteira Queiroz Galvão.
OUTRO LADO
Por meio de sua assessoria, a empreiteira Queiroz Galvão negou irregularidade na existência das contas na Suíça. A empresa não comenta a operação por meio de offshores:

“A Queiroz Galvão afirma que todo o patrimônio dos seus acionistas porventura existente no exterior sempre se submeteu aos registros cabíveis perante as autoridades competentes”.
A Galvão Engenharia, por meio do advogado da família, José Luis Oliveira Lima, disse apenas não ter “nada a declarar”.
Qualquer brasileiro pode ter uma conta na Suíça ou em outro país. Mas para que a operação seja legal é necessário informar sobre a saída do dinheiro ao Banco Central e declarar à Receita Federal a existência da conta no exterior. Quem não procede dessa forma está cometendo uma infração fiscal e também o crime de evasão de divisas –cuja pena varia de 2 a 6 anos de reclusão, além de multa.
Embora a sonegação fiscal prescreva em 5 anos, no caso da evasão o prazo é mais longo, de até 12 anos. Ou seja, não importa que os saldos das contas bancárias sejam de 2006 ou de 2007, como é o caso dessa listagem com dados sobre os correntistas do HSBC na Suíça.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Crônicas do cotidiano por Tais Luso

Pedro Luso e eu, recebemos o livro mais recente enviado pelo amigo escritor Roberto Gomes, residente em Curitiba. Esse seu último livro contém 15 histórias com um humor refinado, mas picante, estilo próprio do autor. Escolhi 'Essa moça não presta'porque apresenta um tipo de mãe, de filho e de nora igual a muitos casos que conhecemos. Aiaiai... haja harmonia familiar!! Algumas mães quando não morrem de ciúmes, esculhambam com tudo e botam fogo no relacionamento. Mas as vezes existe aquele sexto sentido que até procede.  Mas vejam o resultado... 

Essa moça não presta (conto)

– Eu avisei.
Fez uma pausa, esgrimiu a colher de pau no ar e desafiou:
– Não avisei?
Mergulhou a colher na panela onde fumegava a polenta. Aumentou o tom da voz:
– Não avisei?! - Irritada, exigindo resposta.
– Avisou, tia.
– Pois assim é. A gente avisa, alerta, adverte, cuida, indica, aponta. Não adianta. Que adianta ter mais experiência do que este fedelho? Nada. Filho não houve mãe. Acha que a gente é besta.

Calou-se e, resoluta, voltou a mexer a polenta.
Agora dera para isso, pensava a sobrinha, calculando que aquela era a décima conversa sobre o mesmo assunto. Que conversa que nada. Ela falava e a sobrinha ouvia. Repetia que nem precisava chegar perto daquela sujeita. Era assim que a tratava: sujeita, criatura, desenxabida, boca mole. De longe, ali mesmo da porta da cozinha – olha ela lá na calçada, com aquele jeito molengão – podia apostar que era a própria cascavel. Não a enganava.

– Uma mulher decente pode ter uma bunda daquelas? Perguntou à sobrinha enquanto a nova namorada do filho entrava portão adentro. Não esperou resposta. Disse:
– Pode alguém rebolar assim? Isso não presta. Aposto.
– Imagine, tia, que implicância! A moça é bonita, só isso.

Ela disparou na direção do quarto, deixando no ar a frase que repetiria nos dias seguintes:

– Boniteza é uma coisa. Safadeza é outra.

Mandou dizer que estava na cama, uma dor de cabeça violenta, desculpassem. O filho e a namorada ficaram plantados na sala, diante da prima, que acrescentou desculpas e mentiras.

– Cheguei aqui ela estava pálida, fria, pensei que fosse desmaiar. Foi quando começou a dor de cabeça.

O filho não acreditou naquela encenação. Ao telefone, meia atrás, a mãe o atendera com a voz clara, alegre, lembrando que ele prometera levá-la ao cinema. Quando disse que passaria em casa em seguida, com a namorada, ela tossiu e rosnou:

– Tá.

Desligou o telefone.
Agora, trancada no quarto. Ele bate de leve, tenta abrir a porta. Estava só de combinação, não podia abrir, ela resmungou. Além disso, a dor de cabeça não a deixava em paz, estava até com tonturas. E arrematou:

– Melhor você ir ao cinema com seu novo amor.

Aquele “novo amor” confirmou as suspeitas dele. Não havia nada a fazer. Conhecia a mãe que tinha. Não arredaria pé nem um milímetro. Pois que vá para o inferno, pensou, saindo porta afora com a namorada.

– Apaixonou-se por uma bunda! E oferecida! Gritou, ao abrir a porta do quarto.

O namoro prosseguiu, a namorada foi recebida só três semanas depois, gastas em negociações conduzidas pela prima, pela irmã e pela dona Marianinha, a vizinha. Ela foi fria, dura, mal cumprimentou a namorada do filho. Ficou falando de coisas que só interessavam a ela e ao filho, puxou assuntos antigos, falou de outras namoradas dele, comentou que ele era mesmo um namorador insaciável, já namorara todas as meninas do bairro. Mentira. Aquela era a segunda namorada de sua vida.

– Cheio de amores. Também bonito desse jeito!

Abraçou-se ao filho e o levou e o levou paraver o pé de pêssego no quintal, estava florido. A namorada ficou plantada no meio da sala.
O filho sumiu por quase um mês e voltou para dizer, batendo o pé: ia noivar. A mãe fingiu não ouvir. Ia noivar e, depois casar, acrescentou ele. Ela mordeu os lábios. Antes do final do ano, pode escrever. A mãe trancou-se no quarto.
Dias depois a sobrinha trouxe a notícia. Foi cuidadosa, levou meia hora para dizer a que viera. Já estavam noivos. Ela desmaiou. Caiu como uma tora no meio da cozinha, tremendo, espumando.

– Ah, não! Fez a sobrinha. Assim é demais! Para mim chega!

E deixou-a largada no chão.
Mal ficou sozinha, levantou-se num salto, jurando vingança. Convocou todos os parentes , providenciou uma reunião de família e decretou: casamento, só pisando no meu cadáver!

– Mas por quê? Queriam saber.
– Por quê? Que história é essa de por quê? Já viram o jeito dela? Aquele jeito de andar, aquele rabo alegre, festivo. Aquilo não presta.

O filho marcou casamento para o mês seguinte. Estava decidido. Ia abrir uma confeitaria com as economias que juntara, a noiva o ajudaria no atendimento, não precisava do apoio de ninguém.
Ela assistiu ao casamento sem abrir a boca. Não cumprimentou nem aceitou cumprimentar ninguém. Amarrou a cara e ficou repetindo aos ouvidos da sobrinha:

– É uma descarada. Olha só. Mesmo na igreja não para de rebolar. Essa não me engana!

Casaram. Abriram a confeitaria, que serviria café à tarde e sopa à noite. Gastaram uma fortuna, segundo vieram lhe dizer. Paredes pintadas, lambris, lustres, as janelas pintadas de vermelho. Além do mais, a criatura tinha mania de grandeza.
Ela nem passava por perto, mas sabia de tudo.

– Janela vermelha é coisa de bordel. Só falta uma lampadinha na porte!

Os gastos com a reforma foram muitos, os frequentadores eram poucos, a confeitaria não dava lucro. Meses de sofrimento, anunciando as piores desgraças para aquele casamento.
Quando procurada por dona Marianinha com o pedido do filho, mandou dizer que não emprestava um tostão. Pior quando começaram a aparecer os credores e os comentários.
A sujeita tomava conta de tudo com mão de ferro e fazia tudo errado. Pretextando cuidar dos negócios, saia para ir ao dentista, ao correio, pagar contas. Foi quando pediram empréstimo ao doutor Miguel, o dentista. Não adiantou, até porque a essa altura ela já estava desinteressada do negócio. Mal aparecia para trabalhar. Dores de dente. Ginecologista. Pedir segunda via da carteira de identidade, que perdera não sabia onde.

– Eu não disse? – a mãe estufada de razão.

Alguém a viu num shopping com o Dr Miguel. Deu para chegar em casa tarde da noite – de início apenas cansada, dizendo que visitara uma tia, uma colega de colégio, que estivera presa no trânsito; depois, cheirando a álcool. Era o que se comentava.
Naquela noite ela sonhou que o filho havia sido abandonado pela mulher. Saltou da cama e passou o resto da madrugada aguardando notícias. Olhava para o telefone, andava pela sala.. O marido quis saber o que estava acontecendo. Mandou que ele ficasse quieto, voltasse para a cama. Ela estava preocupada, só isso.
Ali pelas oito da manhã, o telefone tocou. Era Odete, a prima:

– Elvira, tenho uma notícia… - voz cuidadosa: …uma má notícia…
Ela nem esperou que a prima terminasse a frase:
– Já sei. Ela deixou o Juninho.
– Como é que você sabe?
– Ora, Odete, não seja ingênua! E onde está o Juninho?

Odete explicou que ele estava bem, não se preocupasse. Estava apenas desorientado, não sabia o que fazer, pedira que ela desse a notícia com jeito, preocupado, quem sabe a mãe levasse um choque violento.

– Choque? Eu? Estou é feliz da vida! Felicíssima!
E antes de desligar o telefone:
– Aquilo não presta, Odete. Eu avisei.

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Roberto, além de ter sido professor universitário de filosofia, é autor de dezesseis livros entre romances, contos, crônicas, literatura infantil e filosofia - Crítica da Razão Tupiniquim – hoje na 13ª edição.  Recebeu o prêmio Jabuti em 1982 com 'O menino que descobriu o sol'. 

Mensagem de Fê por Alan Erbert

O jovem e a sociedade 

     Quando somos jovens ou adolescentes muitas perguntas surgem em nosso cotidiano, perguntas essas que nos deixam um pouco preocupados e não sabendo como agir. Perguntas sobre relacionamentos, amizade, gostos, maneiras de agir e de pensar entre elas estão as mais comuns:
Como devo me portar diante da sociedade?
Devo isolar-me ou devo socializar-me?
Se sou o sal da terra, como salgar um mundo tão sem gosto?
O que posso e o que não posso fazer?
Essas são algumas das perguntas que vagam na mente do jovem, certo, e as respostas por incrível que pa0reça são muito simples, você gostaria de sabê-las? Então me acompanhe:
1º  A vida do  jovem cristão também se projeta na sociedade em que vivemos, ai lembramos da vida de um grande jovem que se chamava Daniel, este foi um camarada que viveu em uma sociedade totalmente diferente de suas crenças e estilo de vida, mas firmado em Deus não se contaminou com a sociedade imunda de sua época. E por essa fidelidade a Deus foi livre da morte e feito um grande Governante de seu País ( Dn  6. 26-28 ). Amém siga esse exemplo de vida!
2º De maneira nenhuma o jovem cristão deve se isolar do mundo em que vive nessa questão nos vem à memória a vida de quem? É… Dele mesmo, Jonas, você conhece de fato essa história, um jovem que estava se recusando a fazer a vontade de Deus e se isolando do seu dever. (Jn 1. 1-17)  Quase morreu e levou várias pessoas a morte por seu erro, então entendemos que o isolamento não nos traz os frutos do Espírito Santo (Gl 5.22), e nem o cumprimento do ide de Jesus (Mt 28.19). Seja firme nas promessas de Jesus, levante sua cabeça meu camarada, anuncie a salvação em sua comunidade, escola, trabalho, cumpra os mandamentos de Cristo e seja abençoado!!! Aleluia!!!
3º  Precisamos saber que Cristo conta com a nossa força e fôlego, porque é tão difícil fazer a obra de Deus, pense nisso, quantas vezes olhamos o celular por dia, quantas horas passamos em frente a um computador, quantas vezes olhamos sites de relacionamentos e afins…
Ser sal na terra é usar de sabedoria para impactar as almas que estão sedentas pela Palavra de Deus, e é nos jovens que nesses últimos tempos fomos chamados para anunciar a salvação aleluia!!!
Jovens e adolescentes olhem para Cristo (Hb 12.2), a terra está sem sabor, precisamos levar o tempero de Cristo para o mundo, deixe Deus usar a sua vida e colherás as mais ricas bençãos de Deus para você e seu futuro!!!
4º Essa não é hora de estar perguntando para os líderes e Pastores, posso ou não posso, e sim, falarmos com nós mesmos, devo ou não fazer isso ou aquilo. Hoje o que muito se vê é o povo cristão jovem sendo influenciado pelo mundo, e deveria ser ao  contrário, somos a luz do mundo o sal da terra, fazemos diferença realmente por não precisar imitar para ser feliz, somos diferentes porque Cristo nos resgatou, Jesus brilha em você jovem.
Não corra atrás das coisas desse mundo, seja autentico na presença de Deus, deixe que os outros olhem para você e digam nossa como eu gostaria de ser assim, diferente, o que ele tem que eu não tenho, e quando surgir esta pergunta você responde, é o Senhor Jesus que me faz ser diferente.
*Alan Erbert e Escritor, integrante da União Brasileira de Escritores, Palestrante e Advogado 
As opiniões expressas são de responsabilidade de seu idealizador e não refletem, necessariamente, a opinião de nossa pagina olhar notícias.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Assunto em Pauta


Policias e presidiários condições para todos?

Nos estamos se aprofundando para uma grande crise, presídios sem condições em infraestrutura, policiais sem estrutura de trabalho, presídios com super lotações, falta de agentes penitenciários e ainda se fala sobre diminuição penal para menores infratores. Eu sei que e um tema bastante polêmico, mas temos que primeiramente rever as coedições dos presídios no nosso estado e os demais de todo pais. depois dessa ação e que será positiva para uma reforma na idade penal, mas enquanto isso não acontecer, caso seja aprovada a diminuição penal nas atuais condições do sistema prisional que se encontra nos teremos, mais e mais cabeças voado pelas janelas dos presídios. Assim como aconteceu no presídio Anibal Bruno, em Recife (PE).

Edição de fotos: Daniel Barros do ON express Pictures 


Condições para policia civil e PM 

O pronunciamento do governo de Pernambuco já esta em tempo, estamos prestes a ter as policias civis e militar do nosso estado entrarem em greve. A policia militar já descartou greve até o dia (10), porém agrade preocupação fica agora por conta da policia civil, que segundo seu sindicato (Sinpol), esta mobilizando uma possível greve segundo, sindicado a greve só acontecera se os valores das diárias que foram oferecidas pelo governo do estado para o pagamento dos policiais civis que irão trabalhar no período de carnaval. Caso a situação não seja revista, os policiais ameaçam uma paralisação durante o carnaval. A greve deverá ser decidida em uma assembleia que será realizada no próximo dia 28, na sede do Sinpol, no bairro de Santo Amaro.



Vergonha nacional para nosso estado 

O jornal Nacional apresentou uma matéria destacando o descaso que nosso sistema prisional esta, oque se fortalece ainda mas, a falta de ações do governo de Pernambuco, sobre tudo da secretaria de defesa social,  que e comandada por Alessandro Carvalho, Bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia, é Delegado de Polícia Federal desde 1999. Ele terá a difícil tarefa de munda o atual rumo de Pernambuco com relação a segurança publica, já que anterior secretario pediu exoneração do cargo. 

Assista o vídeo exibido no Jornal JN

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Editorial: Os pingos nos IS

 Ministro Cardozo, o sr. acredita mais em homens que tornam virtuosos os sistemas ou em sistemas que tornam corruptos os homens?

Foto: Frame/Folhapress
Os ouvintes são testemunhas de quantas vezes alertei aqui para um absurdo que está em curso no Supremo. A OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, patrocinou uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a lei que permite que empresas façam doações a partidos políticos. Proibição total, sem exceção! Uma maioria temporária já se formou a favor da tese absurda. A votação só não foi concluída, e com um resultado desastroso, porque o ministro Gilmar Mendes pediu vista, sem data para retomar o julgamento. Por enquanto, segue tudo como está.

Sim, este programa acredita que é preciso estabelecer um limite para as doações privadas. Não parece razoável que 10 empresas respondam por 61,5% de tudo o que os partidos arrecadaram legalmente. Proibir, no entanto, as doações incorre em várias agressões, entendemos, à ordem democrática e à lógica.

Comecemos pela lógica. Não se proíbem doações legais para tentar conter as doações ilegais. Seria como proibir o consumo de tabaco para conter o tráfico de cocaína e maconha. A única consequência de uma medida estúpida como essa seria fortalecer o tráfico, que passaria a ter o monopólio também da venda de tabaco. Se hoje se estima que parcela considerável das doações é feita por baixo dos panos, mesmo sendo permitidas, se e quando forem proibidas, então vai aumentar exponencialmente a doação ilegal.

Mais: o financiamento púbico ou privado de campanha, e a sua forma, tudo isso é matéria que diz respeito ao Congresso Nacional e tem de ser debatida no âmbito de uma reforma política. O Supremo não foi feito para legislar.

O Supremo é um tribunal constitucional, com funções adicionais e excepcionais na área penal -- infelizmente, note-se à margem, ele tem se ocupado mais disso do que seria saudável, o que é um mau sinal. Mas voltemos ao ponto: não se pode entregar a 11 juízes a tarefa de reformar o sistema político-eleitoral. Essa é uma atribuição da sociedade. E a voz da sociedade, com toda a sua diversidade, é o Parlamento.

Igualmente falaciosas são as teses que asseguram que a sem-vergonhice que se instalou na Petrobras deriva da doação de empresas privadas a campanhas eleitorais. Essa, infelizmente, é a tese do PT, tanto da ala majoritária como da corrente Mensagem ao Partido, à qual pertence José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, por exemplo.

Eu lamento muito que um ministro da Justiça, pré-candidato, dizem a uma vaga no Supremo -- mas confio no Senado brasileiro para impedi-lo --, sustente a falácia de que é legislação que torna corruptos os homens. Ora, se querem impedir corrupção na Petrobras, por exemplo, parece-me que impedir que um partido indique o diretor de Serviços pode ser muito mais eficiente do que proibir a doação de campanha.

Felizmente, parece que o bom senso começa a fazer fruto. Em debate ocorrido no XII Congresso Brasiliense de Direito Constitucional, promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), Michel Temer, vice-presidente da República, do PMDB; o tucano José Serra, senador eleito de São Paulo pelo PSDB, e José Antônio Dias Toffoli, ministro do Supremo e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, reconheceram que a simples proibição de doação de empresas privadas a campanhas traria mais malefícios do que benefícios.

Toffoli, diga-se, parece, saudavelmente, ter mudado de ideia, esboçando uma opinião diferente da que foi manifestada, até agora, no Supremo. Enquanto o julgamento não é encerrado, ministros podem mudar o seu voto.

De resto, note-se: as empresas fazem parte, sim, do conjunto de relações sociais e devem ter compromisso com a cidadania. Não há mal nenhum que façam doações a campanhas eleitorais. O que se tem de coibir, com leis mais duras, claras e efetivas, é a mercantilização do apoio.

E lembro, finalmente, a José Eduardo Cardozo: acredito mais em homens que tornam virtuosos os sistemas do que em sistemas que tornam corruptos os homens, ministro!

Por Reinaldo Azevedo colunista 
Jovem pan AM e jovem pan news SP