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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Meu triplex, minha vida. O triplex de Lula e os 3.000 “Sem-teto” da Bancoop

E Lula continuará discursando contra a elite e até contra a classe média “fascista e exploradora dos pobres”, e seus bate-paus aplaudirão da mesma forma. Edir Macedo faz o mesmo, e seus fiéis relevam seus “pecados” da mesma forma. O PT e a Igreja Universal se entendem justamente por isso, são seitas religiosas, e contra isso não adianta qualquer argumento.

Cooperativa entrega triplex de Lula, mas 3 mil esperam imóvel 

O Globo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já pode passar o “reveilon” na Praia das Astúrias, no Guarujá, área nobre do litoral Sul de São Paulo. De sua ampla sacada, poderá ver a queima de fogos, que acontece na orla bem defronte do seu prédio, feito pela OAS, empresa investigada pela Operação Lava-Jato. É que na semana passada terminaram as obras de reforma do apartamento triplex no Edifício Solaris, que ele e dona Marisa Letícia, sua mulher, compraram por meio da Bancoop — a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo —, ainda na planta, em 2006. Acusada de irregularidades e em crise financeira, a Bancoop deixou três mil famílias sem receber os sonhados apartamentos.

Por isso, o então presidente da cooperativa, João Vaccari Neto, tesoureiro do PT e investigado na Lava-Jato pela suspeita de operar parte do esquema de corrupção na Petrobras, precisou contratar a OAS para terminar pelo menos cinco prédios da Bancoop. Um deles foi o prédio onde Lula tem o triplex.
O Edifício Solaris, onde a família Lula da Silva tem apartamento, ficou pronto em dezembro do ano passado. A reforma do apartamento 164 é tocada por seu filho Lulinha, segundo funcionários do edifício, e foi vistoriada por dona Marisa o tempo todo. Ela mesmo providenciou a decoração do local, visitado por Lula apenas três vezes.

A família Lula construiu um elevador privativo para levá-los do 16º ao 18º, que no projeto original tinha apenas escadas internas. Lulinha usou também parte do quarto de empregada e um canto da sala para fazer um escritório. Mandou também colocar porcelanato em tudo. A cobertura com piscina também recebeu uma boa área gourmet.

Na declaração de bens do ex-presidente em 2006, quando disputou a reeleição, ele confirmava ter pago naquele ano R$ 47.695,38 à Bancoop pelo apartamento do Guarujá. As obras no prédio de Lula só terminaram porque a empreiteira OAS foi contratada por João Vaccari Neto, ex-presidente da Bancoop até 2010, para concluir o projeto. Para a OAS terminar o prédio de Lula, cada morador teve que pagar um adicional de R$ 120 mil. O apartamento de Lula, de 297 m2, no 16º andar, beira-mar, é avaliado pela Imobiliária Factual, que ainda vende apartamentos no local, por algo entre R$ 1,5 milhão e R$ 1,8 milhão.
A assessoria de Lula afirma que o imóvel está declarado. “O ex-presidente informou que o imóvel, adquirido ainda na planta, e pago em prestações ao longo de anos, consta na sua declaração pública de bens como candidato em 2006”.

Enquanto Lula já pode desfrutar do triplex, mais de três mil famílias associadas à Bancoop não conseguiram o tão sonhado apartamento comprado no início dos anos 2000. A cooperativa dos bancários levantou 57 empreendimentos, mas 14 estão inacabados. Cinco mil famílias já receberam seus apartamentos.
— O João Vaccari Neto, que está sendo processado por estelionato, é o responsável por esse pesadelo dos associados da cooperativa dos bancários. O mínimo que pode lhe acontecer é a cadeia — diz Marcos Sérgio Migliaccio, presidente da Associação das Vítimas da Bancoop, que esta semana entregou ao Ministério Público Federal (MPF) um documento relacionando o caso Bancoop com a Lava-Jato.

A “cooperativa habitacional dos companheiros do PT”, como a Bancoop é chamada por adversários, foi fundada em 1996 tendo o ministro das Relações Institucionais do governo Dilma Rousseff, Ricardo Berzoini, como diretor técnico, e João Vaccari Neto como diretor do conselho fiscal. Nos anos 2000, passou a ter oito mil associados, dos quais três mil ainda não receberam seus apartamentos. Isso levou João Vaccari Neto a ser denunciado por estelionato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Por não ter entregue os apartamentos vendidos, a juíza Cristina Ribeiro Leite Balbone Costa, da 5ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou no final de 2010, denúncia contra Vaccari. E mandou quebrar o sigilo bancário e fiscal do tesoureiro do PT nos dez anos anteriores à denúncia. Além de Vaccari, foram acusados outros quatro ex-funcionários da Bancoop, entre eles Edson Botelho Fraga, o primeiro funcionário da cooperativa e que foi contratado pelo ministro Berzoini.

Vaccari agora é réu na ação criminal. Embora tenha sido denunciado em 2010, Vaccari não foi localizado para ser “citado” judicialmente, o que só aconteceu no dia 6 de fevereiro do ano passado. O processo ainda não teve uma sentença judicial. O promotor do caso, José Carlos Blat, que fez a denúncia contra Vaccari, acha que uma sentença deverá sair por volta de agosto de 2015, porque ainda segue os ritos processuais.
Na quebra de sigilo de Vaccari e da Bancoop, o promotor conseguiu provas de que, na gestão do ex-tesoureiro do PT, empresas fantasmas foram criadas para interceptar parte dos R$ 460 milhões captados pela cooperativa ao longo dos anos. O promotor Blat estima que a cooperativa deu um prejuízo aos oito mil associados de pelo menos R$ 100 milhões, que teriam ido para o PT e seus dirigentes. Quebrada, a cooperativa deixou uma dívida total no mercado avaliada hoje em R$ 86 milhões. Entre as empresas estavam a Mizu, Germany e Mirante. Quando Vaccari era dirtetor financeiro da Bancoop, a Mizu tinha sede dentro da sede da Bancoop.

— A Bancoop era um verdadeiro balcão de negócios a serviço de uma organização criminosa. Uma arapuca que deixou mais de 3.100 vítimas (os que não receberam os imóveis já pagos há uma década) — diz Blat.
Até Freud Godoy, braço direito de Lula e que chegou a ser citado em 2006 na operação em que petistas foram suspeitos de “comprar” um dossiê contra o ex-ministro da Saúde, José Serra (PSDB), aparece nessa investigação. Depois que a cooperativa teve a quebra de sigilo determinada judicialmente, apareceram pagamentos de R$ 1,5 milhão da Bancoop para Freud Godoy, de 2005 a 2007. Na CPI da Assembleia de São Paulo, aberta para investigar os desvios da cooperativa habitacional, Vaccari disse que contratou Godoy para dar segurança a empreendimentos da Bancoop (Godoy tem uma empresa de segurança armada, que já prestou inclusive serviços à sede nacional do PT).
Nessa CPI da Bancoop, o engenheiro Ricardo Luiz do Carmo disse que, quando as obras da cooperativa começaram, no início dos anos 2000, havia um computo de despesas por empreendimento, mas como a situação começou a sair do controle por volta de 2004, criou-se um “pool” de despesas, unindo os gastos de todos os 57 imóveis em obras, dos quais apenas 20 foram totalmente finalizados.

— A conta única virou uma bola de neve e tudo virou uma incógnita — disse Carmo à CPI.
O promotor afirma que entre as despesas pagas pela Bancoop houve pagamentos para um centro espírita, para pesque e pague, para um hotel cinco estrelas onde o PT promovia reuniões, e até compra de convites para a Fórmula 

1.
Vaccari informou, por meio de sua assessoria, que não iria comentar o assunto porque já deixou a Bancoop há quatro anos e que a cooperativa é que deveria responder. Já a Bancoop diz que “a denúncia contra a Bancoop não procede e não tem fundamento. Isso está sendo demonstrado no processo”

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Adiamento de equipe econômica explicita divisão interna no PT

Coluna escrita no G1 
Depois do adiamento do anúncio da equipe econômica, interlocutores do Palácio do Planalto ainda tentavam entender neste fim de semana as motivações da presidente Dilma Rousseff.
De forma reservada, houve críticas até mesmo do seu principal conselheiro político, o ex-presidente Lula. O consenso entre aliados é que o adiamento passou a imagem de fragilidade e explicitou uma divisão interna no PT.
Enquanto a ala mais próxima do ex-presidente Lula defendia uma definição imediata da equipe econômica para evitar especulações e passar um recado ao mercado que neste primeiro momento o governo terá uma linha mais ortodoxa na condução da economia, um ala mais ideológica do partido pensa diferente. E aposta que esse adiamento possa se transformar numa oportunidade para reverter a escolha de Joaquim Levy para a Fazenda.
Há um temor de interlocutores de Dilma de que o ambiente positivo do mercado na sexta-feira, com o aumento expressivo do índice Ibovespa, pode sofrer uma inversão ao longo da semana caso permaneça uma indefinição.
Aliados mais pragmáticos apostavam na confirmação da equipe econômica para reverter a agenda negativa dos últimos dias, com a avalanche de notícias sobre a investigação do escândalo na Petrobras além de derrotas consecutivas da pauta do governo no Congresso Nacional. Esse grupo avalia que a única forma de mudar a agenda é apresentar uma sinalização concreta na economia.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Lyra define inaugurações de final de governo

Foto divulgação

 Na reta final da sua administração e com poucos recursos em caixa, o governador de Pernambuco, João Lyra Neto (PSB), deve definir ainda esta semana a agenda de inaugurações que fará até o dia 31 dezembro, quando termina o mandato. "A prioridade não é inaugurar, é entregar (as obras) à população", disse o secretário da Casa Civil, Luciano Vasquez.

Segundo ele, existem várias obras a serem entregues, mas o próprio Lyra teria optado por postergar várias inaugurações. "No fechamento de um ciclo de governo, não é fácil se ausentar", ressaltou o secretário. Segundo ele, como o governo que irá assumir em 1 de janeiro será de continuidade a atual gestão – o governador eleito Paulo Câmara é do mesmo partido do atual gestor – a agenda de inaugurações deverá acontecer de forma tranquila. "O governador Paulo Câmara vai receber uma parte enorme de obras para 2015″, disse Vasquez.

Já os partidos de oposição devem questionar a situação financeira do Estado, com destaque para o nível de endividamento, além do fato de muitas obras estarem paradas por falta de recursos.
247 - Pernambuco 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

PT vai expulsar 3 prefeitos que apoiaram Paulo Câmara


Os prefeitos dos municípios de Orocó e Jatobá, no Sertão, e de Machados, no Agreste, deverão ser expulsos do PT por terem apoiado o governador eleito Paulo Câmara (PSB) nas eleições deste ano. O anúncio foi feito ontem pela presidente da legenda no estado, Teresa Leitão, antes de uma reunião da executiva estadual do partido, que iniciará hoje processos disciplinares contra aproximadamente 100 filiados por infidelidade partidária.
Os prefeitos citados são Reginaldo Crateú Cavalcante (Orocó), Róbson Barbosa (Jatobá) e Argemiro Pimentel (Machados), que não apoiaram a coligação formada por Armando Monteiro (PTB) e João Paulo (PT). “Pelo regimento do partido, o caso deles é de expulsão. Mas todos terão direito de se defender”.

Segundo a dirigente petista, entre os demais filiados passíveis de punição estão outros prefeitos e vereadores, mas os casos serão examinados individualmente. “Há casos de alguns que apoiaram apenas deputados do outro lado. Tudo será analisado. Os citados terão dez dias para apresentar defesa e o processo pode durar, no máximo, 90 dias”, acrescentou. A reportagem tentou contato com os prefeitos, mas não conseguiu localizá-los. Também ontem, um grupo formado por 22 filiados se antecipou ao processo e pediu desfiliação do PT, como o membro da executiva nacional do partido, Gilson Guimarães.

Blog do Magno Martins 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Frente Popular promove primeiro ato em Caruaru

Tradicionalmente, as campanhas majoritárias do grupo político sempre começam com caminhadas na feira da cidade. O governador do Estado, João Lyra Neto (PSB), esteve presente


Caminhada no Parque 18 de Maio (Imagem Jornal Vanguarda)

Enfim, a campanha chegou às ruas de Caruaru, embora de maneira morna, como costumam dizer os mais experientes na política. No último sábado (19), dois eventos da Frente Popular deram o tom na Capital do Agreste. O primeiro foi uma caminhada no Parque 18 de Maio, com a presença do candidato ao Governo do Estado, Paulo Câmara (PSB), e seu vice, Raul Henry (PMDB), além do postulante ao Senado, Fernando Bezerra Coelho (PSB). Já o segundo foi a inauguração do comitê regional da Frente, localizado na avenida Agamenon Magalhães, no bairro Maurício de Nassau. Diversos proporcionais da cidade e região estiveram presentes, entre eles as deputadas estaduais Laura Gomes e Raquel Lyra (ambas do PSB) e o deputado federal Wolney Queiroz (PDT). O governador João Lyra Neto (PSB) e o prefeito José Queiroz (PDT) também participaram do ato.



Durante cerca de três horas, os políticos visitaram várias áreas da feira, começando pelo Mercado de Farinha e o setor de ervas. "Realmente é um prazer diferenciado voltar à Feira de Caruaru. Essa é a primeira vez que venho aqui na condição de governador de Pernambuco", revelou João Lyra Neto, que foi muito saudado pelos feirantes. Foi na sua gestão como prefeito de Caruaru que o tradicional equipamento deixou as principais ruas do Centro e foi transferido para o Parque 18 de Maio. Alguns anos depois, recebeu o diploma de patrimônio cultural imaterial brasileiro, concedido pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). "Não é a primeira vez que venho aqui e sinto uma energia diferente fazendo essa caminhada", disse o candidato ao Senado, Fernando Bezerra Coelho. "Na realidade, a Feira de Caruaru tem um diferencial e as pessoas aqui são bastante politizadas", completou o ex-ministro.

Mesmo com o tempo chuvoso em alguns momentos, os políticos não se intimidaram e partiram para o contato direto com o eleitor. "É preciso quebrar a barreira do desconhecimento. A população ainda não conhece Paulo Câmara. Aqui na Feira de Caruaru, é um momento importante para ele alavancar sua candidatura não apenas na cidade, mas no Agreste", destacou o vereador Leonardo Chaves (PSD). "A caminhada na feira representa também um grande passo para a vitória", completou o também vereador Lula Tôrres (PR).
Em relação a algumas queixas ouvidas ao longo do percurso, João Lyra Neto foi direto. 

"Temos que ouvir a população. Todos que reclamaram estão no seu direito. Nós temos que ouvir e lutar para resolver seus problemas. As reclamações são justas", ponderou o governador. O prefeito José Queiroz também comentou. "É uma caminhada importante. Além de apresentarmos nossos candidatos, escutamos as demandas da população", disse. A visita à feira foi encerrada no setor de flores, com os políticos sendo recebidos por dona Terezinha.

Por Wagner Gil 
extraída da redação do Jornal Vanguarda