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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

6 dicas que ajudam a controlar o colesterol

Imagens ilustrativas 
Por Daniela Barbosa
São Paulo - Pelo menos 18 milhões de brasileiros com mais de 18 anos têm colesterol alto, segundo dados da última pesquisa Nacional da Saúde, feita pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde.
O Vita Check-Up Center também realizou um estudo com base nos exames clínicos de 16.000 pessoas e constatou que 50% delas também sofrem do mesmo problema.
O colesterol alto pode desencadear doenças graves e muitas vezes fatais, como AVC e infarto agudo do miocárdio, por isso seu controle é vital para saúde. 

Segundo Antonio Carlos Till, médico clínico e diretor do Vita Check-Up Center, alguns hábitos simples podem impulsionar o bom funcionamento do colesterol. Veja nas imagens quais são eles: 
Crédito da imagem: Think Stock

1 - Entenda o colesterol

De acordo com Antonio Carlos Till, temos em nosso organismo diversas frações de colesterol.
O LDL-colesterol, chamado colesterol "ruim", e o HDL-colesterol, considerado como "bom", por ter um papel de "proteção" da parede das artérias.
"Esses são os principais índices que precisam ser monitorados. Existe ainda o VLDL-colesterol, que acompanha frequentemente os níveis de triglicerídeos, e que também necessita ser observado", explica o especialista.
Ainda segundo ele, o objetivo é evitar que o LDL se deposite nas paredes das artérias, o que pode levar ao longo do tempo à obstrução do fluxo sanguíneo e, consequentemente, a eventos graves como infarto ou derrame.

2 - Entenda sua relação com as doenças cardíacas
Ter um colesterol bom é fundamental para o bem-estar. 
"A menor parte do colesterol provém da alimentação que consumimos e cerca de 75% são sintetizados pelo fígado. O que não desejamos é que ele seja depositado nas paredes das artérias, o que pode levar à obstrução das mesmas e com consequências graves como o infarto", afirma Till.

3 - Entenda também que pode ser uma doença hereditária

Ter uma alimentação equilibrada é fundamental para o controle do colesterol, mas muitas vezes o colesterol alto não é fruto exclusivo de hábitos alimentares inadequados e da falta de atividade física regular. 
"Temos a questão da hereditariedade nas alterações do colesterol, que tornam seu controle mais difícil”, explica o especialista.

4 - Mantenha uma rotina saudável
Segundo Till, atividades físicas aeróbicas ajudam no controle do peso e dos níveis de colesterol, aumentando o colesterol bom e contribuindo para a redução da fração ruim.
Uma dieta saudável – rica em fibras e pobre em gorduras saturadas - também ajuda no controle do colesterol.
"Essas ações são imprescindíveis para o equilíbrio e o bem-estar do organismo”, afirma Till. 

5 - Evite o consumo de bebidas alcoólicas.
De acordo com o especialista, é bom estar atento à ingestão de álcool mesmo em pequenas doses.
"Uma taça de vinho tinto ao dia pode ajudar a elevar o colesterol bom, porém devemos nos lembrar de que ele é uma fonte calórica significativa", explica.

6 - Faça prevenção
Sabe aquela máxima: melhor prevenir do que remediar? Então, com o controle do colesterol funciona assim.
"A importância de um check-up periódico está exatamente na possibilidade de identificação de hábitos de vida ruins e de fatores de risco para o desenvolvimento de determinadas doenças", afirma Till.

Daniela Barbosa é a jornalista responsável pelo canal Estilo de Vida de EXAME.com.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Olhar Saúde

Viagra feminino acaba de ser aprovado

Créditos da imagem: Veja/CN.

O estudo que descobriu o Viagra feminino, ou melhor, um medicamento capaz de aumentar a libido feminino, ou o desejo da mulher. O medicamento foi de fato aprovado pelo FDA (uma espécie de Avisa dos americanos) e já tem até nome comercial (flibanserin é o nome da substância), Addyi, o Viagra feminino que acaba de ser aprovado.

Como age o viagra feminino


Ação da flibanserina difere do Viagra. A pílula azul age no local, aumentando o fluxo sanguíneo no pênis para manter uma ereção. Já o medicamento para as mulheres não age de forma imediata. As mulheres devem ingerir o medicamento todas as noites, antes de dormir. O efeito pode ser obtido dentro de quatro semanas em média. O auge ocorre após dois meses de tratamento

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Olhar Saúde

A importância dos exames ginecológicos na pós-menopausa 

Por Dr. Drauzio Varella.

Não é segredo que as mulheres devem fazer acompanhamento ginecológico regular para manter a saúde em dia. Porém, a rotina ginecológica no período que sucede a chegada da menopausa pode suscitar dúvidas. O ginecologista Luciano Pompei, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), ressalta a importância de não confundir o período de pós-menopausa com a “terceira idade”, termo utilizado comumente para designar as pessoas que chegam aos 60 anos ou mais.

“O mais importante para nós, ginecologistas, é a divisão entre a fase reprodutiva da mulher, o momento da chegada da menopausa e a pós-menopausa. Não necessariamente esta última significa ‘terceira idade’. Inclusive, há mulheres que tem menopausa precoce, antes dos 45 anos”, explica.
Segundo o dr. Pompei, a periodicidade da visita ao ginecologista depende de cada caso, mas, normalmente, o ideal é consultar o especialista uma vez ao ano. Alguns exames específicos, no entanto, são indicados para todas as pacientes, independentemente do histórico clínico individual. Confira, abaixo, os exames ginecológicos imprescindíveis no período da pós-menopausa.
Mamografia: Detecta, precocemente, um possível câncer de mama. É recomendado pelos médicos a partir dos 40 anos e, dependendo do risco de cada mulher, deve ser refeito a cada um ou dois anos.
Exames de sangue: Analisam, principalmente, colesterol e triglicerídeos, além da função renal e a dosagem dos hormônios da tireoide. Somente com os resultados é possível recomendar os intervalos para sua repetição e quais medidas a ser tomadas, se necessário.
Exame preventivo do colo de útero (mais conhecido como Papanicolaou): Segundo recomendação do Ministério da Saúde, a mulher deve realizar esse exame até os 65 anos. Já a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) o indica até os 70. Ainda de acordo com Ministério da Saúde, como regra geral, em caso de resultados sem alterações em dois exames consecutivos com intervalo de um ano entre si, a repetição passa a ser indicada a cada três anos.
Ultrassonografia pélvica (preferencialmente transvaginal): Não há consenso claro; a maioria dos médicos defende que seja anual, enquanto outros solicitam o exame somente se houver reclamação de sangramento ou queixa uterina. “Particularmente, defendo a realização anual”, diz o ginecologista.
Densitometria óssea: Permite o diagnóstico de osteoporose e de osteopenia (baixa densidade óssea). A mulher sem motivos aparentes para ser considerada de maior risco para fraturas osteoporóticas recebe a indicação a partir dos 65 anos de idade. Se há riscos, o pedido é antecipado. Em casos de menopausa precoce, a primeira densitometria deve ser realizada aos 50 anos.
Exames Clínicos: O exame físico realizado no consultório também é importante. Além do exame físico geral, o médico poderá fazer palpação das mamas, exame especular e exame de toque, para checar a existência de anormalidades mamárias ou pélvicas.
“Por isso, é imprescindível consultar o ginecologista, mesmo quando a paciente não tem vida sexual ativa e não menstrua mais. Em todas as idades, as mulheres nunca devem deixar a saúde de lado e parar de se cuidar”, conclui.
* Drauzio Varella é um médico oncologista, cientista e escritor brasileiro, formado pela Universidade de São Paulo, na qual foi aprovado em 2° lugar, conhecido por popularizar a medicina no Brasil, através de programas de rádio, TV e sates.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Hospitais Universitários

Ouvidorias realizam pesquisa sobre satisfação dos usuários

As ouvidorias dos hospitais universitários federais filiados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) realizam, de 13 de julho a 21 de agosto, uma pesquisa de satisfação com os usuários das instituições. Os responsáveis pela iniciativa circularão por esses locais e o questionário será respondido em um tablet.
A pesquisa contém sete itens sobre a infraestrutura e o atendimento nos hospitais. Quem participar vai opinar sobre temas como limpeza, conforto, tempo de espera, além de uma avaliação geral da instituição. Para responder ao questionário, não é preciso se identificar.
Este é o segundo ciclo da pesquisa realizada em 2015. Em outubro, será feita a terceira e última etapa. O levantamento ocorre desde 2013 e atende ao Decreto 6.932/2009, que assegura a participação do cidadão na avaliação dos serviços prestados pelos órgãos públicos federais.

A pesquisa será realizada, simultaneamente, em 27 hospitais filiados à Ebserh. A ação é uma iniciativa da Ouvidoria Geral da Ebserh e é coordenada pelos ouvidores do Hospital Universitário de Brasília e de outros cinco hospitais universitários: do Piauí, do Maranhão, Onofre Lopes (RN), Júlio Muller (MT) e Grande Dourados (MS), que representam a Ouvidoria Geral da Ebserh.

Assessoria de Comunicação Social da Ebserh

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Olhar Saúde

Infecção na infância e adolescência pode afetar a inteligência do adulto

Créditos da imagem:  larmontessori.com 425 × 282.
O avanço da ciência tem aberto novos caminhos para o entendimento de como o organismo humano funciona em condições normais de equilíbrio e o que acontece quando este equilíbrio é rompido na doença.
A comprovação de existência de uma sofisticada interação entre o sistema imunológico e o cérebro é uma dessas novas perspectivas. Mesmo que sugerido já em meados dos anos 30 do século passado, a consolidação do conceito de ações bidirecionais entre sistema imunológico e o cérebro é relativamente recente.
Por exemplo, quando um agente agressor (bactéria ou vírus) é reconhecido pelo sistema imunológico, este desencadeia uma série de reações, culminando com a liberação de várias substâncias no sangue a fim de combater a ameaça. Algumas destas substâncias podem atuar no cérebro prejudicando suas funções. No sentido inverso, estímulos físicos ou psíquicos, mediados pelo sistema nervoso central, podem induzir a liberação de substâncias neurotransmissoras e hormônios que vão atuar sobre o sistema imune reduzindo sua capacidade de resposta.
Isto explica, pelo menos em parte, como um estresse pode desencadear uma doença infecciosa ou mesmo o câncer, ambos modulados pelo sistema imunológico.
A atividade mental é composta pela percepção, pelas ações planejadas e pelo pensamento e é originada da interconexão de circuitos complexos de células nervosas. Esta atividade mental determina nossa capacidade de adquirir conhecimento (cognição), o que caracteriza nossa inteligência. Este processo pode ser afetado pela resposta do sistema imune a um agente agressor em uma infecção. É o que demonstra um grupo de pesquisadores dinamarqueses em um estudo publicado recentemente na revista científica PLOS ONE.
Utilizando registros de saúde da Dinamarca foi desenvolvida uma pesquisa que investigou o efeito de diferentes tipos de infecção ocorridas do nascimento até o final da adolescência em uma amostra de mais de 190 mil indivíduos do sexo masculino nascidos entre 1976 e 1994. A história de infecção foi definida como "a pessoa tendo sido registrada com um diagnóstico de infecção" no sistema de registro hospitalar da Dinamarca.
As habilidades cognitivas foram medidas de 2006 a 2012 por um teste de inteligência convertido para uma escala de quociente de inteligência (QI) convencional. Os indivíduos tinham em torno de 19 anos quando se submeteram ao teste. Para detectar se possíveis efeitos independentes da infecção (como a educação dos pais, idade da mãe durante a gestação, o peso do indivíduo ao nascer, etc.) estavam afetando a cognição, foi empregado um modelo de ajustamento para outros fatores, evitando desta forma erros produzidos por fatores confundidores.
O estudo indica que infecções prévias foram significativamente associadas a uma redução da habilidade cognitiva. O efeito foi maior quanto mais recente e mais severa foi a infecção. Uma das explicações sugeridas para estes resultados é que a resposta imunológica ao agente agressor tenha causado algum tipo de dano ao cérebro, o que causou a redução da habilidade cognitiva. Este efeito pode ser transitório.
Esta pesquisa, além de propiciar um maior entendimento dos mecanismos de interação entre sistema imune e cérebro, serve de alerta no sentido de ter-se uma maior atenção no acompanhamento do desenvolvimento cognitivo dos indivíduos que tiveram algum tipo de infecção na infância/adolescência, principalmente as severas. 

Referencia bibliográfica: 
  • -PLOS ONE - May 13, 2015 - DOI: 10.1371/journal.pone.0124005.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Olhar Saúde

Dívidas e Depressão: Cuidado com as de curto prazo

Por ABC Saúde. Referenciar bibliográfica -Journal of Family and Economic Issues - DOI 10.1007/s10834-015-9443-6. 
O Brasil experimentou nos últimos anos uma grande expansão do crédito, o que possibilitou o aumento de consumo de diversos tipos de bens por grande parte da população, antes sem acesso a estes bens. São muitas as consequências econômicas e pessoais deste processo, algumas positivas, outras nem tanto. O endividamento produzido afeta vários aspectos da vida das pessoas, tanto no plano individual como no familiar. Nos Estados Unidos, tanto a facilidade de crédito como o endividamento pessoal existem a mais tempo e, também por isso, suas consequências são mais estudadas.

Alguns estudos indicam que o endividamento como fator de estresse é associado de forma negativa a aspectos da vida do indivíduo, que vão do estado saúde até à relação conjugal, passando pela capacidade de concluir os estudos.
Uma pesquisa publicada recentemente na revista Journal of Family and Economic Issues teve como objetivo investigar uma possível associação entre endividamento e sintomas depressivos em adultos. Mais de 10.000 participantes entre 21 e 65 anos foram entrevistados entre 1987 e 1989 e re-entrevistados entre 1994 e 1996. Na pesquisa foram avaliados tipo de endividamento (curto ou longo prazo) e sintomas de depressão (reportados pelos participantes e medidos por uma escala validada).
Setenta e nove por cento dos participantes tinham algum tipo de dívida. Dentre esses, 62% eram de curto prazo (do tipo contas vencidas ou cartão de crédito acumulado). As pessoas com dívidas de curto prazo tiveram uma probabilidade significativamente maior de apresentarem sintomas de depressão como tristeza, falta de motivação, problemas para se concentrar, dificuldades para dormir ou alterações de peso corporal. Curiosamente, esta associação não foi observada nas pessoas com dívidas de longo prazo (financiamento da casa própria, por exemplo). Isto pode ser devido ao fato que financiamentos de longo prazo são mais planejados e incorporados a uma rotina financeira. Contrariamente, os endividamentos de curto prazo, relacionados às compras feitas no impulso, de bens muitas vezes desnecessários, são de difícil manejo e, aparentemente, mais estressantes.
Apesar das várias limitações metodológicas e analíticas deste tipo de estudo, o que impede que seus resultados sirvam para conclusões definitivas, a pesquisa expõe uma forte associação entre endividamento de curto prazo e sintomas depressivos.
Isto pode servir de alerta para o desenvolvimento de sistemas de proteção dos consumidores que levem em conta os custos não financeiros diretos associados às dívidas.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Olhar Saúde

Saiba para que serve a fruta noni


Imagem do noni | Imagem: El Peruano

Informações da redação remédio-caseiro.

Originária do sudeste asiático, a Morinda Citrifolia, conhecida como noni, dá um fruto com o qual se produz o suco de noni, que vem sendo mais e mais consumido no Brasil, devido às suas propriedades  benéficas à nossa saúde. Aqui,em nosso país, ainda não há cultivo do noni, inclusive, quase ninguém a conhece! Mas o suco produzido na América do Norte, principalmente Estados Unidos, vem sendo importado e comercializado por aqui. Além do mais, na Amazônia peruana a planta vem sendo cultivada, então, é provável que, em breve, ela se torne mais popular. Dizem, os raros privilegiados que puderam ver e experimentar a fruta verde e parecida com a fruta-de-conde, que ela não tem cheiro nem sabor agradáveis, se consumida in natura!
Já o suco, é acrescido de suco de blueberry (ou cranberry), uma frutinha vermelha, parecida com a groselha, que tem poderes medicinais também, como no tratamento de cistite; e também com o suco de uva, que é poderoso antioxidante, entre outras coisas. Essas frutas tem seusbenefícios confirmados através de diversos estudos, ao contrário do tão afamado suco de noni, que ainda não teve seus efeitos confirmados  cientificamente, apesar de ter se tornado um dos mais procurados por aqui e em vários lugares no mundo.
O suco não possui contra-indicações, por isso, vale a pena continuar seu consumo, esperando que suas propriedades benéficas se confirmem, já que a uva e o blueberry podem garantir várias propriedades importantes!

Estas são algumas das  propriedades que o suco promete

Tem betacaroteno, que é precursor da vitramina A e acubina, com propriedades antibióticas;

Tem ômega 6 e óxido nítrico, que melhora a oxigenação e a memória;

A fruta também é rica em vitamina C;

Tem escopoletina, substância antibacteriana, antifúngica e anti-inflamatória, que dilata os vasos sanguíneos e baixando a pressão arterial.

Veja como é preparado o suco, quando encontrar a fruta à venda
– Cortar dois frutos de noni maduros (ele é mole e tem cor amarelada) e bem lavados, em rodelas. Colocar no liquidificador, com meio litro de suco concentrado de uva e bater no modo pulsar, para que as sementes não sejam quebradas. Passar em peneira e juntar mais meio litro de suco de uva, batendo novamente, dessa vez do modo normal. Beber 100ml, 2 vezes ao dia, pode ficar na geladeira por até 5 dias.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Olhar Saúde

Consumo de refrigerante dietético é associado ao aumento da gordura abdominal


Já está cientificamente bem estabelecido que o consumo de açúcar, principalmente o contido em produtos não nutritivos como refrigerantes e sucos adoçados, está associado a uma maior incidência de sobrepesoobesidadehipertensão e diabete, além de outras doenças de origem inflamatória.
Nas ultimas décadas uma alternativa para as pessoas que não querem deixar de tomar refrigerante tem sido o refrigerante ou suco "diet". Como a substância usada para adoçar a bebida não contém calorias, teoricamente o seu consumo não teria nenhuma repercussão energética ou metabólica. Entretanto, alguns estudos recentes têm constatado um paralelismo entre o grande aumento na incidência de obesidade (considerado uma epidemia por seu rápido crescimento e distribuição pelo planeta) e o consumo aumentado de produtos "diet", principalmente bebidas.
Apesar destes estudos não estabelecerem uma relação de causa e efeito, eles serviram de alerta para o fato que, talvez, os produtos "diet" não sejam tão benéficos e inócuos como se pensava. A partir daí foram feitas novas pesquisa oferecendo um conjunto de evidências altamente sugestivas de que as bebidas "diet", além de não colaborar para o controle de peso, podem, também, ser prejudiciais à saúde.
O estudo mais recente abordando esta questão foi publicado na última semana na revista científica Journal of the American Geriatrics Society. A pesquisa foi conduzida por 10 anos em participantes de 65 anos ou mais e o principal desfecho registrado foi a circunferência abdominal. Esta medida tem se tornado de grande importância na avaliação da obesidade e suas consequências (mais importante que o peso e o índice de massa corporal), pois ela reflete o crescimento da gordura visceral. Este tecido adiposo em especial é um dos principais locais de produção de substâncias pró-inflamatórias liberadas na circulação (chamadas de citocinas) e que atuam sobre os vasos sanguíneos e sobre o metabolismo, aumentando o risco de síndrome metabólica, diabete tipo 2, hipertensão e doença cardíaca.
Os resultados da pesquisa não deixam de ser surpreendentes. No final de um período máximo de 10 anos, os participantes que tomavam regularmente bebidas "diet" apresentaram uma circunferência abdominal até 3 vezes maior que aqueles que não tomavam nenhum tipo de bebida adoçada ou "diet" e houve uma curva dose-resposta entre a quantidade tomada e o aumento da circunferência abdominal, abordagem esta que é sugestiva de uma relação causa/efeito.
A explicação para estes achados ainda não é completa e muitos estudos ainda precisam ser realizados para o pleno entendimento do fenômeno. Entretanto, já existem evidências científicas que propõem dois possíveis mecanismos: - um deles sugere que ação do adoçante artificial sobre o centro de recompensa no cérebro é semelhante ao açúcar natural. Desta forma, a ingestão em excesso levaria a uma tolerância do centro de recompensa (para sentir o mesmo efeito de bem estar é necessária uma quantidade maior) e aí o indivíduo ingere açúcares naturais sob outras formas para saciar esta necessidade; - outra proposta mais recente, e que não exclui a anterior, é baseada em resultados demonstrando que adoçante artificial tem efeito na modificação da microbiota intestinal (conjunto de trilhões de bactérias que habitam nosso trato gastrointestinal e que influenciam vários aspectos do nosso funcionamento normal, do metabolismo ao sistema imunológico) levando a alterações metabólicas que induzem a um maior armazenamento de energia no abdome.
Independente de qual o mecanismo, já está claramente comprovado que para manter uma boa saúde o indivíduo deve se afastar dos refrigerantes, de qualquer tipo, e dos sucos com açúcar ou adoçante artificial.
É isto aí, em qualquer idade, em vez de refrigerante zero, zero refrigerante!
Informações: ON research. Olhar Notícias

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Saúde sexual

Saiba qual é a posição sexual mais "perigosa", para ele 


Você já pensou que uma POSIÇÃO SEXUAL PODE SER PERIGOSA? E, não, o assunto não são métodos superousados com nomes complexos inspirados no Kama Sutra. De acordo com uma pesquisa realizada pela Unicamp e PUC-Campinas, e publicada originalmente no jornal “Advances in Urology”, uma das posições favoritas das mulheres, ficar por cima e controlar o ato, é a maior culpada por fraturas no pênis.

Para chegar a essa conclusão, a equipe analisou 42 CASOS DE FRATURA PENIANA relatados entre janeiro de 2000 e março de 2013 na cidade de Campinas, no interior de São Paulo. Os estudiosos avaliaram dados clínicos, conversaram com os pacientes e descobriram que 32 OCORRERAM DURANTE RELAÇÕES SEXUAIS, seis com a manipulação do pênis e quatro em circunstâncias não esclarecidas.

Dos que sofreram a fratura durante o sexo, 14 (50% dos casos heterossexuais estudados) relataram que o problema ocorreu enquanto A PARCEIRA ESTAVA POR CIMA. A posição nos quatro apoios foi responsável por oito casos. O conhecido “papai e mamãe” apareceu na terceira colocação, mas em casais homossexuais.

A pesquisa indica que, como a mulher coloca todo seu peso sobre o pênis e como ela controla os movimentos, pode não perceber que algo está errado. O homem por cima, no entanto, consegue controlar movimentos e velocidade e parar ao menor sinal de que está se machucando.

A equipe destaca, contudo, que A FRATURA É RARA. Ainda assim, caso ocorra o paciente precisa de ajuda o mais rápido possível e sem pensar em constrangimentos.


Para melhor esclarecimento veja abaixo algumas imagens ilustrativa

Partes do corpo cavernoso do pênis. 
Imagem meramente ilustrativa.

Partes principais do colo de útero da Mulher.
Imagem meramente ilustrativa.
 
Informações do Daqui Dali 
Imagens encorporadas: Olhar notícias

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Sedentarismo pode ser mais prejudicial que obesidade

Foto: vitonica.com

O nível de atividade física tem sido associado de forma consistente com a redução do risco de mortalidade por todas as causas. Estudos prévios sugerem que a atividade física protege contra morte prematura em pessoas com índice de massa corporal normal, mas não elimina o risco aumentado de morte nas pessoas com índice de massa aumentado... Continue Lendo 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Sal, açúcar, hipertensão e alimento industrializado.

Foto montagem Daniel Barros / FT Fotografias 

A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para doença cardiovascular (infarto) e acidentes vasculares cerebrais (derrame). Estas doenças estão no topo do ranking das causas de morte prematura. Portanto, combater a hipertensão é uma forma eficaz de diminuir estas mortes. Por este motivo o controle da hipertensão arterial é um dos objetivos principais a ser atingido pelas políticas de saúde pública no mundo inteiro. Dentre as abordagens para este controle, a principal está relacionada com estilo de vida, onde dieta adequada e atividade física servem como os pilares destas políticas.
No que tange à dieta, a atenção dos pesquisadores, historicamente, tem se concentrado no sal. Existe uma série de evidências que comprovam que o excesso de sal na dieta moderna exerce um papel preponderante na causa da hipertensão. Considerando que em torno de 75% do sal ingerido na dieta provém de alimentos industrializados ou processados, o controle da ingestão de sal está se tornando cada vez mais difícil.
Agora, um novo aspecto vem sendo agregado à relação entre hipertensão e alimentos processados. Um estudo publicado no início de dezembro na revista científica Open Heart alerta para a entrada em cena de um novo personagem, presente, também em grande quantidade, no alimento processado (mesmo que muitas vezes não seja percebido) - este vilão é genericamente chamado de açúcar. São os carboidratos refinados - sacaroseglicosefrutose ou mesmo amido, que se degrada nestes açúcares simples. O estudo sugere uma série de mecanismos biológicos pelos quais estes açúcares, já bem conhecidos como fatores de risco para doenças metabólicas, podem também ser diretamente responsáveis pelo desenvolvimento da hipertensão arterial.
A principal preocupação dos pesquisadores é que a indústria alimentícia, ao ser pressionada para reduzir a quantidade de sal nos alimentos processados, tem aumentado, como compensação, a quantidade de açúcar nestes alimentos. Desta forma, as campanhas de redução de sal não surtiriam efeito, ao contrário, potencialmente poderiam aumentar o risco de hipertensão.
Se sua pergunta agora é: - Como sei o que é alimento processado ou industrializado? A resposta é simples: é processado ou industrializado todo o alimento que vem em embalagem, em lata ou em vidro.
E, no que diz respeito a açúcares dos diferentes tipos, os refrigerantes e os sucos adoçados são os mais ameaçadores à sua saúde!
Autor: Equipe ABC da Saúde

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Saúde: Sabia que ficar nu em frente ao espelho pode ajudar sua saúde?

Você lembra qual foi a ultima vez que você se olhou no espelho completamente nu, de frente e de costas? Se ainda não fez faça isso hoje, você ficará surpreso ao descobri como isso pode ser revelador.

A pele é um indicador do estado geral do nosso corpo como um todo, e descolorações, manchas, lesões, erupções e outra marcas de aparecia desagradável podem ser indícios de problemas internos. De vez em quando, dê uma boa olhada em cada centímetro do seu corpo, incluindo seu cabelo, suas unhas e o interior da sua boca.

Se tudo estiver bem, você poderá ter uma noção de quão bem está envelhecendo e analisar se sua pele e as rugas que você tem refletem a sua idade. Você acha que parece mais velho do que a sua idade cronológica? Se não estiver satisfeito, diga para você mesmo que sua aparência esta ótima, afirme isso nu diante do espelho. Todos sabem que manter a autoconfiança e estar à vontade com a própria aparência ajuda muito na saúde física e psicológica.

Guia rápido para uma vida longa, Dr. David B. Agus,via E-mail ON

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Exercício e depressão

Foto: FT fotografia (Arquivo) 

A atividade física regular traz benefícios incontestáveis à saúde. A maior parte destes benefícios já tem comprovação científica, como a redução de mortalidade por qualquer causa, a redução do risco cardiovascular e de acidente vascular cerebral, bem como a redução do risco de alguns tipos de câncer.
No entanto, o efeito do exercício sobre a depressão ainda não está completamente esclarecido, apesar de alguns estudos indicarem um benefício.
A principal questão envolvida na relação exercício - depressão é a associação bidirecional dos componentes, o que impõe limitações à interpretação da maior parte dos estudos. Indivíduos deprimidos têm menor probabilidade de praticar atividade física regular e isto produz um viés quando se associa frequência de atividade física com sintomas de depressão num período curto de tempo. Em geral, as associações apontam para uma relação positiva, ou seja, as pessoas que se exercitam mais têm menos depressão. Porém, pode-se interpretar isto também pelo outro lado da questão, que as pessoas que se exercitam mais o fazem porque têm menos depressão. A depressão pode desabilitar o indivíduo para a atividade física e, portanto, uma indicação de direção da associação fica muito menos clara.
Uma forma de superar, ou pelo menos diminuir, esta dificuldade metodológica é produzir estudos prospectivos onde um grande grupo de pessoas é acompanhado por um longo período de tempo.
Uma pesquisa deste tipo teve os seus resultados publicados no dia 15 de outubro na edição online da revista científica americana JAMA Psychiatry. Cerca de 11 mil pessoas nascidas em uma mesma semana do ano de 1958 na Grã Bretanha foram acompanhadas até o ano de 2008 quando completaram 50 anos. O grupo foi avaliado por quase três décadas, com exames específicos aos 23, 33, 42 e 50 anos. A depressão foi medida por uma escala de sintomas e a frequência de atividade física por meio de questionário.
Os resultados, após análise estatística, demonstraram que as pessoas que se exercitavam mais tiveram menos sintomas de depressão. O aumento de atividade física nas pessoas inativas de qualquer idade também foi associado a uma redução dos sintomas de depressão nos anos subsequentes.
Apesar do estudo não provar uma relação direta de causa e efeito, os achados sugerem que a atividade física pode diminuir os sintomas de depressão na população em geral. Além disso, o estudo sugere também que a depressão no início da vida adulta pode ser um empecilho para o indivíduo desenvolver uma atividade física regular.
Autor: Equipe ABC da Saúde

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Adeus meu amigo Ébola!



Na noite passada, estava sossegadamente a actualizar a minha informação sobre a semiologia clínica da infecção pelo vírus Ébola quando me surgiu uma ideia; tola, irracional, bizarra até, mas interessante.
- Tudo começou com a fase hemorrágica da doença: - Hemorragia? - Porquê hemorragia?
A hemorragia na doença Ébola tem relação com a coagulação intravascular disseminada (CID).
- Coagulação intravascular disseminada (CID)? – O que é isso? A coagulação intravascular disseminada é uma forma grave de doença em que o sangue coagula dentro de todos os vasos do organismo. No entanto, apesar desta coagulação geral e disseminada do sangue, o que se manifesta são hemorragias, e são hemorragias porque os factores de coagulação e as plaquetas são consumidos e na sua ausência, o sangue restante fica muito fluido e provoca hemorragias. Nesta situação, verifica-se que, nos laboratórios, o fibrinogénio está diminuído, pois foi transformado em fibrina para formar os coágulos e produtos da degradação da fibrina, como os D-Dímeros, estão aumentados.
- Para quê isto tudo? – Que interesse é que isto tem? Penso.
Na realidade desde o inicio da doença Ébola que os D-Dímeros estão aumentados mas a coagulopatia de consumo, a CID, a morte do doente, vai-se prognosticar quando os D-Dímeros começam a aumentar muito.
- Lá nos recônditos dos meus pensamentos profundos, absorto, intensamente alheio à realidade circundante, pensei no meu passado, quando interno de Hematologia Clínica, no IPO de Lisboa, observava doentes com leucemia aguda.
- Leucemia aguda? – Ora esta! – Que tem a leucemia aguda, um cancro do sangue, a ver com Ébola, uma doença infecciosa viral?
Pois é. Pensamento atrás de pensamento, e a associação livre de ideias flui. Flui livre como o sangue livre, na coagulação intravascular disseminada. Lolololol,...
- Entre as leucemias agudas, há uma; a leucemia promielocítica aguda, a M3 do antigo grupo Francês-Americano-Britânico (FAB) que pode causar coagulação intravascular disseminada. – A associação de ideias continua. Esta coagulação intravascular disseminada e até a remissão da leucemia, são tratadas com o ácido trans retinóico.
Nova associação livre de ideias, novo fluxo de pensamento: - Ácido trans retinóico, trans, cis e trans, estereoisomeria; química, retinoides, retinenos, retinais, retinois, retinóico, funções químicas. Todos derivados da Vitamina A.
Os derivados da Vitamina A, a tratar coagulação intravascular disseminada na leucemia promielocítica aguda? - Sim. Tal não é estranho; a isotretionina ou ácido 13-cis-retinóico é outro exemplo de medicamento usado no tratamento de uma doença: a acne grave. A acne é uma doença da pele, do revestimento externo do organismo.
A vitamina A tem várias acções no organismo: nos olhos, na visão nocturna, nos bastonetes, na diferenciação das células ao longo do ciclo celular mas também no funcionamento de órgãos e tecidos do sistema reprodutor, na protecção da pele e mucosas e de todos os tecidos epiteliais. - Sim de todos os tecidos epiteliais; desde os glandulares aos revestimentos externos e internos, aos epitélios e endotélios, às mucosas intestinais, ao urotélio e todo o restante revestimento interno do sistema urinário, enfim a todo o tecido de revestimento.
A vitamina A é armazenada no fígado, nas células estreladas e os seus derivados, são lípidos lipossolúveis que se encontram abundantemente em órgãos de vertebrados como o fígado e rins mas também, em vegetais, sob a forma de carotenóides. O beta caroteno é a provitamina A mais abundante em vegetais e frutos como cenoura, beterraba, batata-doce, damasco, papaia e manga.
- Tanto pensamento, tanta reflexão, tanta especulação, tanta lenga-lenga! – Que tem isso tudo a ver com a infecção pelo vírus Ébola?
- Que tem isto a ver? – Ora! Tem tudo! Tem tudo a vêr! Se não vejamos:
- O reservatório do vírus parece estar nuns morcegos que se alimentam de frutos; frutos esses que contêm beta carotenos, provitamina A.
- Os homens que sobrevivem à doença Ébola continuam a transmitir a doença por via sexual durante cerca de 2 meses; a vitamina A interfere nos órgãos do sistema reprodutor.
- A doença transmite-se através do contacto com fluidos corporais como o sangue, urina, fezes, saliva, suor e transpiração etc. ora, todos os fluidos corporais são obrigados a passar por um tecido epitelial, seja este de revestimento interno, externo ou glandular; a vitamina A, suas várias formas e seus derivados estão precisamente implicados no desenvolvimento e manutenção de todo e qualquer tecido epitelial. - Até a coagulação intravascular disseminada tem a ver com o endotélio capilar que reveste internamente os vasos sanguíneos. Lolololol,...
- Além da febre e sintomas acompanhantes a Ébola manifesta-se por vómitos, diarreia, exantema cutâneo maculopapular, conjuntivite, olhos avermelhados e outras hemorragias cutâneas e das mucosas; tudo em relação com tecidos epiteliais onde a vitamina A e seus derivados são fundamentais.
- Mas curiosamente, antes da coagulação intravascular disseminada e da evolução para a morte com falência mulitiorgânica, já as transamínases hepáticas se encontram aumentadas e a albumina diminuída; parece que o vírus Ébola se dirige primeiro para o fígado, local rico em vitamina A, pois é ele quem a armazena. Mas também nas fezes diarreicas, carregadas de vírus, abunda vitamina A, que por aí é eliminada do organismo.
- Mesmo as pessoas que não morreram, ao recuperar da Ébola podem ter complicações como dores testiculares, esfoliação cutânea com ou sem alopécia mas também perturbações oculares como hipersensibilidade à luz, epífora, uveíte anterior e posterior com coriorretinite ou até cegueira. – E agora? – Quem não se lembra que a vitamina A faz bem aos olhos? – Que a isotretionina, um derivado da vitamina A, trata a acne?
- Tanta evidência, tanta evidência, penso,...
- Toca o telefone. Atendo. – Interrompo o pensamento mágico, aquela especulação deslumbrante que me transportou para o mundo do sonho, da fantasia, do deixar o pensamento voar, o fluir das ideias apenas por associação livre, numa procura de padrões de repetição, ... – Volto à carga.
- Tanta evidência, tanta evidência,... – Tem de haver uma relação. Penso.
- Será a própria vitamina A ou seus derivados retinoides que atraem o vírus? – Serão os receptores celulares dos retinoides ou as suas proteínas transportadoras, que o atraem? – Será que a glicoproteína viral e a mucina se ligam aos receptores dos retinoides para que o vírus se introduza na célula? – Será que o RNA viral codifica alguma alteração dos receptores retinoides ou do seu metabolismo? – Qual será o mecanismo pelo qual a vitamina A e derivados permitem a interacção entre o vírus Ébola e o hospedeiro?
- Toca novamente o telefone. Atendo novamente. – Volto. Já não foi como antes.
- Quebra da magia, quebra do pensamento, mas surge a ideia: Com tanta evidência, certamente já alguém pensou nisso antes?
Pesquiso no Google. Nada. Vou ao Medline. – Surpresa! Com tantos milhões de investigações científicas apenas uma relaciona os retinoides com o vírus Ebola. Esta afirma que a activação de receptores RIG-1 inibe a replicação do vírus Ébola. RIG-1 é um gene indutível por ácido retinóico.
Outra investigação cientifica aponta que os retinoides inibem a replicação do vírus da parotidite infecciosa e outra ainda informa que a vitamina A diminui a mortalidade e a morbilidade em 50% de crianças com sarampo. Acontece que os vírus do sarampo, da parotidite infecciosa e Ébola são vírus RNA, envelopados e de de sentido negativo, que necessitam das mesmas polimerases do RNA, as suas doenças têm alguns aspectos clínicos em comum e até pertencem à mesma ordem Mononegavírus.
- Pergunto:
- Será que a suplementação ou tratamento da doença Ébola com vitamina A ou retinoides, diminuirá a sua mortalidade?
- Se estivesse no terreno, faria a experiência.
- Se não, nada a perder.
- Se sim: Adeus meu amigo Ébola!

Por Doutor Patrício Leite