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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Estação da transposição é entregue em Cabrobó

Membros do Ministério da Integração Nacional realizaram nesta quinta-feira (20), uma visita técnica na Estação de Bombeamento (EBI-1), do Eixo Norte do projeto de Integração do Rio São Francisco, em Cabrobó, no Sertão de Pernambuco. Na ocasião, foi feita uma explicação de como funcionará a primeira estação concluída neste trecho, que será acionada nesta sexta-feira (21), pela presidente Dilma Rousseff.

A apresentação foi feita pelo diretor do Departamento de Projetos Estratégicos do Ministério da Integração, Robson Botelho. De acordo com o diretor, nessa primeira etapa, a água seguirá em um canal por sete quilômetros até o reservatório de ‘Tucutú’ e 45,9 quilômetros até o segundo reservatório ‘Terra Nova’, localizados em Cabrobó. O investimento neste trecho foi de R$ 625,09 milhões.

A previsão é de que o reservatório de Tucutú esteja cheio em 39 dias. Após esta etapa, serão necessários mais 18 dias para encher o reservatório Terra Nova. Para que tudo ocorra dentro do previsto, a bomba deve operar diariamente por 16 horas, durante cinco dias por semana.

O início dos testes, confira neste vídeo:

Créditos da filmagem: Canal Integração. 

Somente este eixo possui três estações distribuídas ao longo de 260 quilômetros de extensão, segundo a programação do Ministério da Integração, até o final de 2015, todas estarão concluídas. Ao todo serão beneficiados 77.733 habitantes, em 12 comunidades quilombolas e 23 indígenas.
Ainda de acordo com informações do diretor do Departamentos de Projetos Estratégicos, um termo deve ser assinado também nesta sexta (21), para garantir o abastecimento em outras comunidades. “Será assinado um Termo de Compromisso com os governos dos estados de Pernambuco, Ceará e Paraíba para abastecer 325 comunidades”, disse Robson Botelho.
Transposição
O Projeto de Integração do Rio São Francisco deve garantir a segurança hídrica a 12 milhões de pessoas, em 390 municípios nos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A obra, organizada em dois eixos de transferência, Norte e Leste, estava orçada inicialmente em R$ 4.5 bilhões e deveria ficar pronta em 2014. Mas, com o adiamento da obra, um novo prazo foi estipulado e o valor foi elevado para cerca de R$ 8,2 bilhões.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Direto de São Paulo

Como protestar na sociedade do espetáculo?

Manifestantes do Movimento Passe Livre realizam ato em frente ao Masp (Foto: Taba Benedicto/ Brazil Photo Pres …

O mês de janeiro chega ao fim deixando a impressão de que 2015 será um ano de muitos protestos no Brasil (ônibus, luz, água, ajuste…tudo o que diz respeito à qualidade de serviços públicos). Mas como será a melhor maneira de chamar a atenção para causas coletivas em uma sociedade do espetáculo, já saturada por imagens e informações? 

Pensando nisso, me vieram à mente duas formas criativas de protestos, uma na França e outra na Inglaterra.

Na França, os artistas Helen Evans e Heiko Hansen realizaram uma “intervenção” que gerou impacto. Durante uma semana projetaram raios laser sobre os contornos da fumaça que saía da chaminé de uma estação de energia. Denominada de “instalação ambiental”, a nuvem verde (“Nuage Verte”) teve como objetivo chamar a atenção para o consumo de energia (a usina é uma geradora de eletricidade movida a carvão).O conceito do trabalho: “realizar uma pesquisa artística explorando a poluição desde um ponto de vista especulativo e cultural”.
Já na Inglaterra, artistas têm usado as imagens das milhões de câmeras de segurança (CCTVs) instaladas pelo país em supermercados, shoppings, estacionamentos, nas ruas, enfim, em praticamente todos os recantos onde há viva alma, como fonte de criação. A iniciativa vem de encontro à crescente inquietação gerada pelo excesso de câmeras de segurança e a consequente invasão de privacidade. A cineasta Manu Luksch produziu um filme a partir de imagens dela própria requisitadas ao longo de 4 anos – pela lei inglesa qualquer cidadão tem o direito de pedir suas imagens a quem controla as câmeras, inclusive as instaladas por estabelecimentos particulares. O título: Faceless ou Sem Rosto, já que, também por lei, pode-se pedir suas imagens, mas as outras pessoas que aparecem na “cena” – digamos, uma tarde em algum parque de Londres ou subindo-se uma escada rolante do metrô – devem ter suas identidades apagadas, no caso, com bolas no rosto.

Desde junho de 2013 as manifestações urbanas no Brasil ganharam um componente novo: é preciso parar o trânsito. Como se, para chamar a atenção para uma determinada demanda, fosse necessário interromper o fluxo das grandes cidades.

Recentemente, em São Paulo, a população “inovou”: sequestrou um caminhão da Eletropaulo e só o liberou depois do serviço feito. Uma tática de “ação direta” – as pessoas identificam o alvo que simboliza tudo o que está errado e o atacam.

Seriam estas, porém, as maneiras mais eficazes de pressionar por melhores serviços públicos (e obter resultados) em uma sociedade já consumida pelo excesso de espetáculo?

Por Rogério Jordão 
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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

São francisco: Falham testes da transposição


247 - Os primeiros testes referentes ao funcionamento do projeto de Transposição do rio São Francisco não deram certo. A ação, que previa o bombeamento da água para uma estação elevatória e em seguida para um aqueduto, apresentou problemas no acionamento das duas bombas responsáveis por levar a água até os aquedutos que integram o projeto. Segundo o Jornal do Commercio, as causas do problema ainda são desconhecidas.


Os testes de acionamento visava levar a água do São Francisco, a partir do reservatório de Itaparica, no município de Petrolândia (PE) para um aqueduto localizado 60 metros acima do nível do rio. Em seguida, esta água seria transportada por gravidade até o reservatório de Areias. Apesar disto, o canal de aproximação, que conta com seis quilômetros de extensão e liga o reservatório de Itaparica até a estação de bombeamento, está cheio.

Atualmente o reservatório de Itaparica está operando com apenas 17% de sua capacidade. Preocupada com o baixo nível do reservatório que abastece a cidade, moradores da zona rural de Petrolândia protestaram, nesta segunda-feira (13) contra a obra. A mobilização foi contida após o acionamento das tropas da Força Nacional de Segurança que estão na região.

A expectativa é que o Ministério da Integração Nacional emita um posicionamento sobre o ocorrido ainda nesta quarta-feira (15).
As obras da Transposição, quando concluídas, deverão abastecer mais de 12 milhões de habitantes dos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. O projeto, orçado em R$ 8,5 bilhões, apresenta um cronograma de execução que chega a 62,5%.