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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Carta de Temer a Dilma incomoda líder do PMDB

Fotos: divulgação/PMDB - arquivo ON
Temer vice-presidente e Pcciani líder do PMDB 

Henrique Alves - ON

Em carta do vice-presidente, Michel Temer, encaminhada à presidência da republica Dilma Rousseff, o líder do partido na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (PMDB-RJ) considera que o documento revela que o vice-presidente não tinha interesse no "fortalecimento da bancada".

Na carta, Temer relata uma série de episódios que demostrariam, em suas palavras, a "absoluta desconfiança" que Dilma sempre teve em relação a ele e ao PMDB.

Em um dos itens elencados pelo vice-presidente, ele faz menção ao processo da reforma ministerial realizada recentemente. No documento, o pemedebista afirma ter sido ignorado nas tentativas e se queixa de Dilma o ter substituído nas negociações pelo líder Picciani e Jorge Picciani, pai do deputado, e nome forte na Câmara dos Deputados.  

A carta esclarece muitos pontos. Vai ter uma repercussão forte dentro da bancada. Ficar claro que o Michel Temer não queria o fortalecimento da bancada. Ele ficou incomodado. Ele fala contra a presidente ter conversado comigo e ter indicado os dois deputados ministros. E em todo momento não defende a posição da bancada, mas dos seus aliados pessoais. Ele mesmo frisa que o Moreira Franco, o Eliseu Padilha e Edinho Araújo eram pessoas dele, afirmou Picciani.

Nas negociações feitas na reforma ministerial, o líder do PMDB conseguiu emplacar os deputados Marcelo Castro (PMDB-PI), como ministro da Saúde, e Celso Pansera (PMDB-RJ) como ministro da Ciência e Tecnologia. Na reforma, o deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) perdeu o cargo da secretaria de Portos para Helder Barbalho, filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA).

Não fui eu quem fui procurar a presidente. Não fui eu que foi pedir nada. Ela ofereceu e eu apenas cumpri o papel de líder transmitindo à bancada os convites que foram feitos. E decidimos após consultar a maioria. Em momento nenhum eu pedi que substituíssem os aliados dele por membros da bancada, ressaltou Picciani.

O líder do PMDB da Câmara também disse estranhar a queixa de Temer, que na carta endereçada a Dilma, diz ter sido um "vice decorativo" no primeiro mandato.

Se ele se julgava um vice decorativo nos quatro primeiros anos, por que ele depois conduziu o partido, mesmo rachado, a permanecer na aliança? Se ele se sentia um vice decorativo por que continuar dessa forma (na chapa presidencial do PT)?, ponderou.

Picciani afirmou que tomou conhecimento do conteúdo da carta apenas no final da noite de ontem após participar de jantar promovido pelo líder do PMDB na Senado, Eunício Oliveira (CE). No encontro também estiveram presentes os demais ministros do PMDB com exceção de Henrique Eduardo Alves (Turismo), ligado a Temer. Alves não estava em Brasília.

Na reunião foi discutida a manobra da oposição e de uma ala do PMDB ligada ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de lançar uma chapa concorrente para compor a Comissão Especial do impeachment. O objetivo é contrapor a indicações de líderes partidários da base que defendem nomes governistas para integrar o colegiado.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Deu na ‘Economist': Abertura de impeachment garante sobrevivência de Dilma

- Daniel Buarque 

A abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff é ruim para o Brasil, segundo uma reportagem publicada pela revista “The Economist'', mas torna maior a chance de ela ficar no poder até o fim do seu mandato. “Era exatamente do que o Brasil precisava'', diz.

“Com um vasto escândalo de corrupção em ação, uma economia em queda livre, finanças públicas em frangalhos – e uma classe política que só pensa em si e não tem interesse em resolver nada disso – o país agora foi servido de uma crise constitucional'', diz a revista.

Segundo a publicação, o debate sobre a retirada de Dilma do poder vai atrapalhar a busca por soluções para os problemas do país. “Infelizmente, o furor vai distrair a atenção já perdida dos políticos brasileiros, que não focam em resolver os muitos problemas do Brasil.''

O título da reportagem é “Os desastres de Dilma'', e o texto trata da relação complicada dela com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

“Cunha ressaltou em uma entrevista coletiva que sua decisão era de natureza puramente técnica. Suas consequências serão tudo menos isso'', diz. E complementa: “Apesar de ele negar, poucos duvidam que os motivos de Cunha não sejam técnicos, mas políticos – possivelmente até pessoais'', explica.

“Ironicamente, a decisão de Cunha de abrir o impeachment pode ter tornado a sobrevivência de Dilma até 2018 mais provável''

A “Economist'' critica as políticas econômicas de Dilma, e a responsabiliza pela recessão vivida pelo país – a pior em décadas.

Em meio ao processo de impeachment, a publicação compara a presidente ao que aconteceu com Collor, que também não tinha popularidade ou força para reagir ao processo contra ele. Apesar disso, os dois são diferentes, diz. “Ao contrário dele, Dilma não foi acusada de enriquecimento. E ela tem o apoio do PT, que não perdeu toda sua força'', explica.

Além da “Economist'', a abertura de processo de impeachment está sendo interpretada no resto do mundo como um grande risco à estabilidade política brasileira. A avaliação inicial da mídia estrangeira é de que o processo vai ser “longo e complicado'', e que pode afundar o Brasil em uma crise política e econômica ainda mais grave do que a vivida atualmente.

* Daniel Buarque é jornalista e escritor com mestrado sobre a imagem internacional do país pelo Brazil Institute do King's College de Londres. É Nascido e formado no Recife, escreve regularmente para o UOL e já trabalhou como editor-executivo do portal Terra, repórter do G1 e da Folha de S. Paulo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Governo Dilma confirma corte de R$ 10 bilhões

O decreto de contingenciamento do governo esta previsto para ser publicado na próxima segunda-feira. De acordo com a Secretaria de Comunicação, será mais de R$ 10 bilhões. O posicionamento do Tribunal de Contas da União, a não aprovação da revisão da meta obrigara o governo a contingenciar as verbas discricionárias. Na terça-feira, o Congresso Nacional irá submeter à votação o pedido de revisão da meta fiscal para este ano.   

"Na segunda-feira o governo publicará decreto de contingenciamento de pouco mais de R$ 10 bilhões. Pelo mais recente posicionamento do Tribunal de Conta da União a não aprovação da revisão da meta obriga o governo a contingenciar as verbas discricionárias", explicou o Planalto.

O corte de 10 bilhões que será aplicado pelo governo nesta segunda, antecipa ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, vai paralisar a máquina federal enquanto a nova meta fiscal for aprovada pelo congresso.

O governo não vai liberar um centavo para pagamento de investimentos públicos, para custeio da máquina com serviços de telefone, água e luz, além de passagens áreas, diárias e com fiscalização feitas por servidores diversos, como da área ambiental.

A expectativa do governo Dilma Rousseff é que a nova meta seja aprovada pelos parlamentares em sessão no Congresso ainda na semana que vem, o que permitiria a liberação imediata do contingenciamento.  Se não ocorre, a paralização vai prolongar. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Dilma diz que não haverá cortes no programa social

Por Afonso Benites - El País 

O Governo Dilma Rousseff afirmou que não vai aceitar nenhum tipo de corte no programa Bolsa Família, conforme prevê o relator do Orçamento na Comissão Mista, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR). Durante um evento no Palácio do Planalto, Rousseff disse que ela tem um “compromisso inarredável” com a manutenção do programa.

“Não vamos recuar na garantia de direitos aos nossos cidadãos”, afirmou a presidenta. Mais tarde, durante uma entrevista coletiva, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, reafirmou que o Governo não pretende fazer nenhum tipo de corte nesta área, mesmo com uma previsão de déficit orçamentário para o ano que vem. “O Bolsa Família é um programa fundamental para que a gente rompa com o ciclo da exclusão social. Evidentemente, sem cortes. Se possível, vamos aumentar.”

Reconhecido internacionalmente por sua eficiência, principalmente pela Organização das Nações Unidas e pelo Banco Mundial, o Bolsa Família atende 48 milhões de brasileiros, quase um quarto da população nacional. Criado há 12 anos, ele é um programa assistencial de transferência de renda que paga de 77 a 427 reais por mês a famílias que tenham rendimento mensal inferior a 154 reais per capita.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social, desde que foi criado no GovernoLuiz Inácio Lula da Silva, em 2003, ao menos 36 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema. Um levantamento feito pela ONU aponta que um dos principais responsáveis pela redução de 73% na mortalidade infantil entre os anos de 1990 e 2015 se deve a esse programa de transferência de renda.

Uma das principais críticas ao programa está na suspeita de fraudes que favorecem alguns beneficiários. Nos últimos anos o Governo aumentou a fiscalização dos beneficiados e, só em 2015, excluiu cerca de 780.000 pessoas de seus cadastros. Nos últimos 12 anos, conforme o ministério, 3,1 milhões de famílias deixaram voluntariamente o programa. Os gastos com o Bolsa Família atingem 0,5% do produto interno bruto (PIB) do Brasil.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Decisão do STF deixa mais longe o impeachment de Dilma

Por Ricardo Noblat, em seu blog.

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o processo de impeachment estabelecido pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de comum acordo com a oposição.

Para isso Teori atendeu pedido de liminar do deputado Wadih Damous (PT-RJ), ex-presidente da Ordem Nacional dos Advogados.

Diz a Constituição que um processo de impeachment só pode ser aberto com o apoio de dois terços dos votos da Câmara.

Eduardo havia combinado com a oposição uma maneira de driblar tal exigência. Ele negaria o pedido de aberrtura do impeachment. Em seguida, um deputado, invocando questão de ordem, recorreria da decisão de Eduardo.

E então, por maioria simples (metade mais um dos deputados presentes à sessão), a Câmara acolheria ou não o recurso.

Se acolhesse, revogaria a decisão de Eduardo de rejeitar a abertura do processo de impeachment. E o processo seria aberto.

A decisão de Teori é uma vitória de Dilma e uma amarga derrota dea Eduardo e da oposição.

Indica, com toda clareza, que o STF se inclina por desautorizar qualquer decisão de Eduardo capaz de facilitar um eventual impeachment de Dilma.


A liminar concedida por Teori será ou não referendada no futuro pelos demais ministros do STF. Mas o futuro não tem data marcada.

Liminar coloca revisão de petições de impeachment em espera

Por Carolina Gonçalves reports from Ag. Brasil. 
Supremo Tribunal de Justiça Teori Zavascki concedeu liminar terça-feira (13 de outubro) para suspender a avaliação dos pedidos de impeachment movidos contra o presidente Dilma Rousseff com a Câmara dos Deputados. As orientações para o processo de impeachment havia sido estabelecida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
A liminar foi pedida pelo deputado Wadih Damous (do Partido dos Trabalhadores dominantes) na sexta-feira (9), e pelo deputado Rubens Pereira Jr .. Eles alegaram que tinham Cunha disse que os trabalhos poderiam ser realizadas em conformidade com as regras da Câmara dos Deputados, mas argumentou que existe uma lei, a Lei 1.079 / 1950, que regula o processo de impeachment.
A orientação processual estabelecido pelo Eduardo Cunha foi lida no plenário da Câmara no final de setembro, quando o presidente da Câmara apresentou um documento de 18 páginas dizendo que o papel de perseguir ou tentar o Presidente da República para questões de responsabilidade mentiu com o Senado uma vez que a Constituição de 1988, e da Câmara dos Deputados se limita a abrir ou descartar o caso.
Traduzido por Mayra Borges

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Dilma se prepara para barrar impeachment

Na ameaça de um possível impeachment da presidente Dilma Rousseff, o planalto articula uma estratégia para barrar a movimentação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o governo tentará enfraquecer a imagem de Eduardo Cunha, para ele não seguir o afastamento da presidente.

O peemedebista indicou os responsáveis para anunciar nesta terça-feira (13), sua decisão sobre o pedido de impeachment dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.

Ainda segundo informações de Brasília, a presidenta reuniu ontem com o núcleo do Planalto e marcou para a manhã de terça-feira (13) uma reunião da coordenação política para definir uma contraofensiva à articulação na Câmara, porque há uma grande preocupação com o início do processo de impeachment, ao qual Dilma chamou de “golpe democrático à paraguaia”.

sábado, 10 de outubro de 2015

Pesquisa: 47% dos eleitores mudariam voto para presidente

Caso as eleições presidenciais fossem hoje, 47% dos eleitores brasileiros mudariam a escolha de candidato à presidência. É o que diz recente pesquisa da consultoria Hello Research, divulgada hoje na revista Exame.  

De acordo com a consultoria, os efeitos da crise econômica, o desenrolar das denúncias de corrupção em várias esferas do governo e do Parlamento e a instabilidade do atual governo são alguns dos fatores que feriam os eleitores se arrependendo de seus votos. No entanto, não foi feita uma subdivisão entre primeiro e segundo.

A pesquisa fez o seguinte questionamento: Pensando agora nas eleições para presidente no ano passado, você votaria novamente no mesmo candidato que votou naquela ocasião?

O resultado foi que 46% dos eleitores disseram não e 34% disseram sim. Os que não sabem, são 19%.

O índice de arrependimento é mais acentuado na região Norte, em que 59% dos eleitores trocaria de candidato. Logo atrás vem o Nordeste (52%), principal curral eleitoral da presidente Dilma Rousseff.
Na região Sudeste, onde Aécio Neves teve alto índice de votação, são 45% os arrependidos. Os mais confiantes de suas escolhas são os eleitores do Centro-Oeste, em que 41% disseram que votariam no mesmo candidato.

Pensando agora nas eleições para presidente no ano passado, você votaria novamente no mesmo candidato que votou naquela ocasião?

Classe social // Baixa-Média Baixa // Média Alta-Alta // Não sabe-Não responde

Não // 49% // 44% // 44%

Sim // 30% // 40% // 32%

Não sabe // 21% // 16% // 24%


Para a pesquisa, a Hello Research ouviu 2.002 pessoas em cerca de 70 cidades do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Presidente Dilma convoca reunião com novos ministros

A presidente Dilma Rousseff se reunirá nesta quinta-feira, com os 31 ministros de sua equipe, esta será sua primeira reunião com ministérios após a reforma administrativa anunciada na última semana.

A presidente deverá acerta as novas configurações do governo, depois de oito ministérios remanejados de titulares de algumas pastas do governo. Já dez ministros tomaram posse de ministérios segunda-feira (12). As mudanças das reformas administrativas visam corta cargos comissionados.  

Ainda segundo a presidente, além da redução de custos que melhora a gestão a reforma ira garantir a unidade do governo de coalizão. Dilma ainda disse que o objetivo é torna a divisão de forças mais “equilibrada”, construindo um ambiente de “coesão parlamentar”

Congresso 

Na participação da pauta desta quinta-feira, devera está o novo adiamento da análise de vetos presidências, pelo Congresso Nacional, o projeto que aumenta despesas e a rejeição das contas do governo, em 2014 pelo Tribunal de Contas da União (TCU), recomendando nessa quarta-feira por unanimidade. O parecer será submetido à deliberação do Congresso Nacional e o governo precisará evitar uma possível derrota. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Ao vivo: julgamento das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff

Foto - arquivo/Agência Brasil.
Na sessão de hoje, o TCU dará seu parecer a respeito das contas e a tendência é de rejeição, ao menos se for seguido o parecer do relator do processo, o ministro Augusto Nardes.


O argumento do júri para a rejeição é que a presidente cometeu crime de responsabilidade fiscal ao permitir. O governo tem algumas manobras para melhorar as contas do governo e mantê-las dentro da Lei Orçamentária sem corta gastos. A oposição ao governo espera que as irregularidades abram chances legais para aprovar pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Confira abaixo o julgamento ao vivo pelo canal do TCU no YouTube.


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Dilma dá posse a 10 ministros na tarde desta segunda

Foto - arquivo ON, agência Brasil.
Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff dará posse nesta segunda-feira (5) aos dez novos ministros anunciados na última sexta (2). A cerimônia, que ocorrerá no Palácio do Planalto, está prevista para ter início às 15h.

Dilma anunciou, na última semana, o corte de 8 das 39 pastas por meio de fusão e eliminação de ministérios, medidas de enxugamento da máquina administrativa e redução em 10% do próprio salário, do vice e dos ministros (de R$ 30.934,70 para R$ 27.841,23). No total, nove partidos controlam 23 ministérios – nos casos dos outros oito, os ministros não têm filiação partidária.

Confira os nomes dos dez ministros que tomarão posse nesta segunda:
- Casa Civil: Jaques Wagner (PT)
- Ciência e Tecnologia: Celso Pansera (PMDB)
- Comunicações: André Figueiredo (PDT)
- Defesa: Aldo Rebelo (PCdoB)
- Educação: Aloizio Mercadante (PT)
- Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos: Nilma Lino Gomes (sem partido)
- Portos: Helder Barbalho (PMDB)
- Saúde: Marcelo Castro (PMDB)
- Secretaria de Governo: Ricardo Berzoini (PT)
- Trabalho e Previdência: Miguel Rossetto (PT)
Mesmo com a redução do número de pastas, o PMDB aumentou a participação no ministério (de seis para sete). O partido com mais ministérios continua sendo o PT (nove). Ficaram com um ministério PTB, PR, PSD, PDT, PCdoB, PRB e PP. Oito ministros não são filiados a partidos.

sábado, 3 de outubro de 2015

O que é ruim sempre pode piorar

Da Revista Época:
A escalada do dólar na semana passada é mais um sinal eloquente de que o Brasil está na rota de um desastre financeiro. Como escreveu na semana passada o respeitado analista Mohamed El-Erian, ex-executivo da Pimco, uma das principais empresas  globais de gestão de investimentos, o país, para evitar um colapso, deveria acionar um “circuit breaker” – uma alusão ao mecanismo que interrompe as operações das Bolsas de Valores em momentos de grande instabilidade. No caso do Brasil, esse “circuit breaker” seria a adoção de uma série de medidas pelo governo, com a aprovação do Congresso Nacional, para afastar o risco da insolvência.
O que aumenta o risco do desastre é a imensa capacidade do governo Dilma de produzir desacertos. A perda do grau de investimento do país, uma das razões da queda livre do real, foi resultado de uma trapalhada do governo: o envio ao Congresso de uma proposta de Orçamento para 2016 com um deficit de R$ 30 bilhões. Em meio à crise, os laboratórios oficiais continuam a gestar mais contrassensos. Um exemplo é o projeto em estudo no Ministério da Fazenda de unificação de dois tributos, o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social). Eles são cobrados em cima do faturamento das empresas e financiam o seguro-desemprego, a Previdência e a saúde.
O governo alega que a intenção da reforma é simplificar o sistema tributário, conhecido por seu emaranhado infernal de impostos, taxas e contribuições. Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que, sob o discurso da simplificação, o governo pretende tributar mais. A unificação, segundo o IBPT, pode render à União mais R$ 50 bilhões. O setor mais afetado seria o de serviços, intensivo no emprego de mão de obra, que pagaria R$ 33 bilhões dessa conta. Várias evidências corroboram que a explicação do governo para a reforma do PIS/Cofins pode ser fantasiosa. O projeto de Orçamento  para 2016, por exemplo, prevê um aumento da arrecadação com o PIS e a Cofins de R$ 30 bilhões.
No século XIX, George William Frederick Charles, antigo Duque de Cambridge, comandou o Exército britânico por 39 anos. Ele ficou conhecido pela seguinte frase:  Qualquer mudança, a qualquer momento, por qualquer motivo, é de lamentar”. No Brasil do século XXI, a parcimônia conservadora de George Charles viria bem a calhar em matéria tributária. Como diz o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, quase todas as reformas tributárias realizadas nas últimas décadas no Brasil serviram tão somente para degradar o sistema de impostos – em detrimento dos cidadãos e das empresas e em benefício do Estado Leviatã. Com o histórico do atual governo, algumas reformas, concebidas a pretexto de maior racionalidade, podem piorar o que já é ruim e resultar em mais desemprego, inflação, informalidade e desestímulos a novos negócios.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Governo Dilma tem apenas 9% de aprovação

Crédito da imagem:
Arquivo\ON\divulgação
 
A aprovação ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) chegou a 9% segundo pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quarta-feira (1º). De acordo com a pesquisa, 9% dos entrevistados consideravam o governo Dilma como "ótimo ou bom". A pesquisa indica ainda que 21% dos entrevistados avaliam o governo como "regular" e 68% dos entrevistados classificam o governo como "ruim ou péssimo".

Na pesquisa anterior, divulgada em março de 2015, o percentual dos entrevistados que avaliavam o governo como "ótimo ou bom" era de 12%. Os que classificavam o governo como "regular" totalizavam 23% e os que avaliavam o governo como "ruim ou péssimo" somavam 64%.

Esta é a segunda pesquisa CNI/Ibope divulgada desde o início do segundo mandato da presidente Dilma. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os menores índices de avaliação de governo registrados pela pesquisa foram nos meses de junho e julho de 1989, durante a gestão do ex-presidente José Sarney (PMDB). Nesses dois meses, o percentual dos entrevistados que classificou o governo como "ótimo e bom" foi de 7%.


Já em relação à aprovação à maneira de governar, a série histórica da pesquisa CNI/Ibope começou a ser feita durante o governo do ex-presidente Fernando Collor (PTB), mas foi sistematizada a partir do primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Os 15% de aprovação obtidos por Dilma são o índice mais baixo de toda a série histórica registrada pela pesquisa.

* Os números foram divulgados pelo IBOPE.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Paulo Câmara e mais dois governadores se reunirão com Dilma na próxima semana

Na próxima quarta-feira (30), a presidente Dilma Rousseff se reunirá com três governadores do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Paulo Câmara, de Pernambuco; Ricardo Coutinho, da Paraíba; e Rodrigo Rollembeerg, do Distrito Federal, os mesmo irão discutir a crise e questões administrativas governamentais.


Os governadores se posicionaram contrários a um possível pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Há diferentes decisões do Executivo Nacional do PSB que já sinalizou apoio aos movimentos do congresso nacional. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Lula diz a Dilma que dê espaço a 'fiéis'

Crédito da imagem: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
O ex-presidente Lula fez um pedido especial à sucessora na primeira conversa entre ambos depois da divulgação do pacote fiscal, na segunda-feira (14), quando um bloqueio adicional de R$ 26 bilhões no orçamento de 2016. Ontem (quinta, 17), Lula pediu à presidenta Dilma Rousseff que ela promova uma reforma ministerial mais ampla e que privilegie aliados fiéis – para o cacique petista, isso garantiria sustentação suficiente para barrar eventual processo de impeachment no Congresso e ainda asseguraria a aprovação do ajuste fiscal em meio à crise político-econômica. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

O jornal listou partidos que votaram majoritariamente contra medidas da primeira etapa do ajuste fiscal mesmo à frente de ministérios – principalmente PDT (Trabalho), PR (Transportes) e PRB (Esporte). Para Lula, é preciso “pôr no Ministério quem ajuda o governo no Congresso”, e tirar do posto titulares de pastas que não exercem influência positiva para o governo junto aos parlamentares.

Lula disse acreditar que, ao afastar os “traidores” da Esplanada dos Ministérios, Dilma diminuiria a possibilidade de seu afastamento da Presidência da República. A avaliação de Lula é que, em uma Câmara sob o comando do agora oposicionista Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seria “muito difícil” frear um eventual processo de impeachment em meio à pressão popular.

Depois da conversa com Dilma, acrescenta o jornal, Lula jantou com ministros do PT e classificou como “gravíssima” a situação do segundo governo Dilma. O diagnóstico durante a reunião foi de que uma derrota no Congresso pode ser fatal para Dilma. “Nós precisamos nos unir. Mesmo quem não concorda com um ponto aqui, outro acolá, tem de apoiar nossa companheira. Mas nós também precisamos dar uma notícia boa para a população. Não dá para só falar em desemprego, recessão, imposto e corte”, disse Lula, de acordo com um dos participantes do jantar.

Lula disse ainda que Dilma precisa dar uma “chacoalhada” em sua gestão, mudando a articulação política – pacote de mudanças que incluiria a Casa Civil chefiada por Aloizio Mercadante, cuja atuação desagrada a parte dos aliados no Parlamento. O ex-presidente aconselhou que Dilma volte a se aproximar de seu vice, Michel Temer, presidente nacional do PMDB, principal partido da base.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Direto de Brasília

Dilma diz que anúncio de corte de ministérios ocorrerá até semana que vem


A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que seu governo apresentará até quarta-feira da semana que vem a reforma administrativa, que incluirá fusões de ministérios e eliminação de cargos comissionados. "Vou fazer fusões de ministérios. Não só ministérios, mas também órgãos do governo", disse ela.

Pressionada pelos jornalistas a antecipar informações, a presidente ironizou: "Se eu te der um exemplo, acaba toda a graça até quarta-feira." As mudanças, segundo ela, servirão para "enxugar e cortar a máquina pública".


Confiram o áudio da entrevista:

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Desfile da Independência é marcado por vaias e "Pixulecos"

Do Correio Brasiliense
Crédito da imagem: Rosana Hessel/CB/D.A Press.

As comemorações do Dia da Independência, na manhã desta segunda-feira (07/09), na Esplanada dos  Ministérios, foram marcadas por arquibancadas lotadas, o tradicional desfile em carro aberto e por protestos. Cerca de 25 mil pessoas marcavam presença no evento, por volta das 10h30, segundo informações da Polícia Militar.


Em meio ao tenso cenário político, com teorias que colocam o vice-presidente da República, Michel Tëmer, como conspirador do mandato de Dilma Rousseff, movimentos pró-impeachment se uniram para inflar balões, estender faixas de protesto e até queimar pneus para fazer barricadas, com o objetivo de chamar atenção e atrapalhar o transcorrer do desfile. Enquanto isso, os dois sorriam ao lado um do outro, na arquibancada de autoridades.

Crédito da imagem: Ichiro Guerra/ PR
Outra confusão ocorreu por volta das 10h20, quando dois homens tentaram invadir o desfile, mas foram contidos por 10 policiais militares. Eles estavam xingando profissionais da Força Nacional alegando que “são inconstitucionais" e que representam uma "polícia bolivariana". Duas mochilas e uma mala também fizeram com que a Polícia Militar isolasse uma área perto da Rodoviária do Plano Piloto. Mas, minutos depois, a suspeita de bomba foi descartada.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Estação da transposição é entregue em Cabrobó

Membros do Ministério da Integração Nacional realizaram nesta quinta-feira (20), uma visita técnica na Estação de Bombeamento (EBI-1), do Eixo Norte do projeto de Integração do Rio São Francisco, em Cabrobó, no Sertão de Pernambuco. Na ocasião, foi feita uma explicação de como funcionará a primeira estação concluída neste trecho, que será acionada nesta sexta-feira (21), pela presidente Dilma Rousseff.

A apresentação foi feita pelo diretor do Departamento de Projetos Estratégicos do Ministério da Integração, Robson Botelho. De acordo com o diretor, nessa primeira etapa, a água seguirá em um canal por sete quilômetros até o reservatório de ‘Tucutú’ e 45,9 quilômetros até o segundo reservatório ‘Terra Nova’, localizados em Cabrobó. O investimento neste trecho foi de R$ 625,09 milhões.

A previsão é de que o reservatório de Tucutú esteja cheio em 39 dias. Após esta etapa, serão necessários mais 18 dias para encher o reservatório Terra Nova. Para que tudo ocorra dentro do previsto, a bomba deve operar diariamente por 16 horas, durante cinco dias por semana.

O início dos testes, confira neste vídeo:

Créditos da filmagem: Canal Integração. 

Somente este eixo possui três estações distribuídas ao longo de 260 quilômetros de extensão, segundo a programação do Ministério da Integração, até o final de 2015, todas estarão concluídas. Ao todo serão beneficiados 77.733 habitantes, em 12 comunidades quilombolas e 23 indígenas.
Ainda de acordo com informações do diretor do Departamentos de Projetos Estratégicos, um termo deve ser assinado também nesta sexta (21), para garantir o abastecimento em outras comunidades. “Será assinado um Termo de Compromisso com os governos dos estados de Pernambuco, Ceará e Paraíba para abastecer 325 comunidades”, disse Robson Botelho.
Transposição
O Projeto de Integração do Rio São Francisco deve garantir a segurança hídrica a 12 milhões de pessoas, em 390 municípios nos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A obra, organizada em dois eixos de transferência, Norte e Leste, estava orçada inicialmente em R$ 4.5 bilhões e deveria ficar pronta em 2014. Mas, com o adiamento da obra, um novo prazo foi estipulado e o valor foi elevado para cerca de R$ 8,2 bilhões.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Ato contra impeachment de Dilma acontecera em Pernambuco


da folha Política do JC online. 



Hoje à tarde, Recife vai sediar um ato promovido por diversos movimentos sociais. A concentração começa às 15h, na praça do Derby, seguindo pela avenida Conde da Boa Vista em direção à praça da Independência, no bairro de Santo Antônio. Nas capitais brasileiras, atividades semelhantes estão sendo programadas para esta quinta-feira (20), posicionando-se contra a ofensiva da direita e pregando “saídas populares para a crise”. Em Pernambuco, pela manhã, também haverá atos programados em Petrolina e, à tarde, em Caruaru.


Aparentemente contraditórios, os manifestantes se posicionam contra os ajustes fiscais promovidos pelo governo federal mas, também, a favor da permanência da presidente Dilma Rousseff, contra quem estaria sendo tramado um “golpe”. “Vamos às ruas em defesa dos direitos dos trabalhadores e da democracia”, resume o vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores em Pernambuco(CUT-PE), Paulo Rocha. “As leis têm que ser cumpridas e, se houver a quebra do regime democrático, será implantado o retrocesso em nosso País, como já aconteceu no passado”, alerta.

O ato é uma resposta às manifestações que aconteceram nacionalmente, no último domingo (16), e está sendo organizado, no Recife, por diversos movimentos sociais, como o Grito dos Excluídos, o Fórum de Mulheres de Pernambuco, o Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), o Fórum Dom Helder Câmara e o Levante Popular da Juventude, com apoio de partidos de esquerda como o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o ainda não registrado Partido da Causa Revolucionária (PCR) e, obviamente, o Partido dos Trabalhadores (PT).
“Estamos mobilizando toda a base social do partido, militância, dirigentes e parlamentares, para estarmos todos presentes durante o ato”, diz a presidente do PT em Pernambuco, a deputada estadual Teresa Leitão.

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Aliado do PT em manifestações anteriores, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) rompeu nacionalmente com a organização do ato de hoje e está preparando um evento paralelo, cuja concentração começa às 15h, no Pátio do Carmo, também no centro do Recife.
“Nós fazemos uma oposição de esquerda ao governo federal”, explica o secretário-geral do PSOL em Pernambuco, Lucas van der Ploeg. “O PSOL tinha um acordo para participar deste ato unificado, mas após a divulgação da Agenda Brasil, pelo senador Renan Calheiros, isso se tornou impraticável”, relata.
Ele afirma que o PSOL é “contra o golpe” mas que, nas últimas semanas, o ato marcado para hoje se tornou majoritariamente algo em defesa de Dilma. “A intenção do PSOL sempre foi criticar os ajustes fiscais e a onda conservadora”, resume o socialista.

Presidente e Ministros já receberam metade do 13º salário

Do diário de Pernambuco. 

Enquanto seguram a antecipação de metade do 13º salário dos aposentados, a presidente Dilma Rousseff e os ministros da área econômica já receberam, em julho, 50% de suas remunerações extra. No mês passado, o governo federal pagou metade do 13º salário dos servidores da união, o que inclui a presidente e sua equipe econômica.

Na folha de junho, paga em julho, consta o pagamento de R$ 15.467 a título de gratificação natalina para a presidente, de acordo com dados consultados no Portal da Transparência.

O valor corresponde à metade da remuneração bruta da presidente, que é de R$ 30.934 mensais. O restante do 13º de Dilma e do funcionalismo deverá ser pago em dezembro.