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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Dilma e Aécio transformam debate em troca-troca de "podres"


Corrupção, nomeação de parentes, mentira, desrespeito, desinformação, falta de transparência, suspeitas, bebida, investigações... Sem trégua em nenhum dos blocos, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) centraram fogo no adversário usando esses temas como armas em suas perguntas e respostas no debate promovido por UOL, SBT e Jovem Pan nesta quinta-feira (16). O tiroteio deixou em segundo plano a discussão sobre temas de programas do governo das candidaturas do PT e do PSDB à Presidência da República.
Foto Divulgação/uol
O debate teve alto nível de agressividade entre os dois candidatos do começo ao fim. No primeiro bloco, as denúncias de corrupção e de nepotismo nas gestões dos presidenciáveis deram a tônica. Aécio questionou Dilma sobre a nova denúncia divulgada sobre a Petrobras -- o TCU (Tribunal de Contas da União) vai apurar supostas fraudes em obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), que incluem construções que estavam sendo geridas pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa.
Na resposta, Dilma acusou os tucanos de "engavetarem os escândalos" e "escondê-los debaixo do tapete". "Ao contrário do passado, a Polícia Federal não era dirigida por filiados do PSDB. A PF investigou e vai punir implacavelmente", disse. "Onde estão os corruptos da compra de votos da reeleição? Todos soltos. Onde estão os corruptos do metrô de SP e dos trens? Todos soltos. (...) Da 'privataria tucana'?, todos soltos", respondeu Dilma. Aécio, na réplica, lembrou de petistas que foram presos.
Os dois candidatos também fizeram acusações mútuas de nepotismo: Dilma acusou Aécio de ter empregado a sua irmã Andrea Neves quando era governador de Minas Gerais (2003-2010), e Aécio disse que o irmão de Dilma, Igor Rousseff, foi empregado na prefeitura de Fernando Pimentel (PT-MG) sem trabalhar. "A diferença é que minha irmã trabalhou muito e não recebeu, enquanto seu irmão recebeu e não trabalhou", disse ele.
Aécio acusou Dilma de "gostar de falar de parentes", recordando o que classificou de "episódio triste": o momento em que Fernando Collor, na campanha eleitoral de 1989, explorou questões pessoais do então candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva.
No segundo bloco, as denúncias sobre a Petrobras voltaram à tona. Desta vez, Dilma questionou Aécio sobre reportagem que afirma que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra(morto neste ano) teria recebido propina de Costa para esvaziar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito).
Aécio disse que as denúncias devem ser investigadas independentemente do partido. "Para mim, não importa de qual partido seja o denunciado, a investigação tem que ir a fundo, e, pela primeira vez, pelo menos, há algo positivo aqui. A senhora dá credibilidade às denúncias do senhor Paulo Roberto."
Entre os poucos momentos em que se propuseram a falar de programa de governo, os candidatos discutiram sobre temas econômicos e sobre segurança pública. Aécio citou o elevado número de homicídios no Brasil. Na resposta, a presidente afirmou que as gestões petistas do governo federal foram as únicas que implantaram uma política de combate à violência. Sobre economia, Aécio disse que o governo Dilma "foi leniente" com a inflação. A presidente contra-atacou afirmando que o método dos tucanos é "desempregar, arrochar o salário e não investir".
No terceiro e último bloco, Dilma perguntou a opinião de Aécio sobre a Lei Seca-- o tucano já foi parado em uma blitz no Rio de Janeiro em 2011 e teve a carteira de habilitação apreendida por estar vencida. Na ocasião, ele, que já era senador por Minas Gerais, se negou a fazer o teste do bafômetro. "Parei numa lei seca e não fiz o exame. Me desculpei e me arrependi disso", respondeu o candidato, irritado. Ele chamou Dilma de "mentirosa" e pediu temas "sérios". 'Vamos falar de como melhorar a saúde e a segurança. A senhora ofende todos os brasileiros."
Dilma disse que acha a lei importante porque "no Brasil, todos os dias, tem gente morrendo por acidente de trânsito, por motoristas que estão embriagados. Depende dele a vida ou a morte dos nossos jovens", disse ela. "O senhor passou por uma experiência. Ninguém pode dirigir sob efeito de álcool e drogas. A Lei Seca trouxe um bem para o país", completou ela.
Com informações uol

TSE veta propaganda do PT e proíbe ataques em horário eleitoral


O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (16) que as propagandas eleitorais gratuitas em cadeia nacional de rádio e TV não podem servir para "atacar" candidato adversário, mas sim para debater propostas. A proibição não abarca outros meios pelos quais a propaganda pode ser realizada nem atinge debates, entrevistas e outras manifestações dos candidatos em campanha.

A decisão ocorreu no julgamento de um pedido da coligação do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, para que fosse suspensa propaganda de rádio da candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff.

Por 4 votos a 3, o TSE acolheu a solicitação do tucano e suspendeu a publicidade da petista. A propaganda, veiculada no rádio em 15 de outubro, traz o depoimento de uma ex-presidente do sindicato dos jornalistas de Minas Gerais em que ela acusa Aécio Neves de "ameaçar" o emprego de profissionais que publicavam reportagens críticas ao governo de MG.
A coligação do tucano alegou que a peça era ofensiva e atingia a honra do candidato. A maioria dos ministros do TSE entendeu que o horário eleitoral gratuito tem a finalidade de apresentar propostas ao eleitor e não pode ser utilizada para ataques, menos ainda com a veiculação de depoimentos de terceiros.
A decisão atinge o caso concreto, mas abre precedente para que o TSE proíba todos os eventuais ataques que sejam feitos a candidatos no horário gratuito. "Essa decisão altera jurisprudência da Corte e caminha no bom sentido de estabelecer que, nos programas eleitorais gratuitos, as campanhas têm que ser programáticas e propositivas. Tem que se reformatar isso e acabar com essa pirotecnia", afirmou o presidente do tribunal, José Dias Toffoli.
O ministro Gilmar Mendes, que também defendeu suspender a propaganda, criticou a atuação de "marqueteiros" nas campanhas eleitorais. "É preciso garantir o horário gratuito sem o artifício desse marketing, que acaba por manipular, inclusive atribuindo ideias que o próprio candidato não tem."

Novos pedidos contra coligação de Dilma
Nesta quinta-feira, a coligação do candidato tucano protocolou na Procuradoria-Geral Eleitoral duas representações com pedido para que a candidata petista seja investigada por supostos crimes de calúnia, difamação e injúria. Uma das queixas da campanha de Aécio é o fato de Dilma ter afirmado, em debate de TV na terça-feira (14), que durante o mandato do tucano como governador de Minas Gerais foram desviados R$ 7,6 bilhões da área de saúde.

“A afirmação da candidata petista, além de sabidamente inverídica, foi feita de forma irresponsável e maliciosa”, afirmou por meio de nota o coordenador jurídico da campanha do PSDB, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).
Na segunda representação na Procuradoria, a coligação pede que se faça investigação e abertura de ação penal devido à acusação que Dilma fez, também durante o debate de TV, de que Aécio teria praticado nepotismo. A coligação caracteriza a declaração de difamação, quando se declara algo contra a reputação de alguém.
Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

São francisco: Falham testes da transposição


247 - Os primeiros testes referentes ao funcionamento do projeto de Transposição do rio São Francisco não deram certo. A ação, que previa o bombeamento da água para uma estação elevatória e em seguida para um aqueduto, apresentou problemas no acionamento das duas bombas responsáveis por levar a água até os aquedutos que integram o projeto. Segundo o Jornal do Commercio, as causas do problema ainda são desconhecidas.


Os testes de acionamento visava levar a água do São Francisco, a partir do reservatório de Itaparica, no município de Petrolândia (PE) para um aqueduto localizado 60 metros acima do nível do rio. Em seguida, esta água seria transportada por gravidade até o reservatório de Areias. Apesar disto, o canal de aproximação, que conta com seis quilômetros de extensão e liga o reservatório de Itaparica até a estação de bombeamento, está cheio.

Atualmente o reservatório de Itaparica está operando com apenas 17% de sua capacidade. Preocupada com o baixo nível do reservatório que abastece a cidade, moradores da zona rural de Petrolândia protestaram, nesta segunda-feira (13) contra a obra. A mobilização foi contida após o acionamento das tropas da Força Nacional de Segurança que estão na região.

A expectativa é que o Ministério da Integração Nacional emita um posicionamento sobre o ocorrido ainda nesta quarta-feira (15).
As obras da Transposição, quando concluídas, deverão abastecer mais de 12 milhões de habitantes dos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. O projeto, orçado em R$ 8,5 bilhões, apresenta um cronograma de execução que chega a 62,5%.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Marina vai apoiar Aécio e pedir aliança de programas



Foto: Diário do poder 

NE10-Marina Silva (PSB), terceira colocada na disputa presidencial, decidiu apoiar Aécio Neves no 2º turno da eleição presidencial. Quer, porém, que o tucano inclua em seu programa de governo causas defendidas por ela nas áreas educacionais e de meio ambiente. A ideia da ex-ministra é fazer o anúncio de um "acordo programático". Esse apoio seria costurado a partir de itens convergentes nos programas dos dois, como o fim da reeleição e a reforma tributária.

Conforme informou a colunista Sonia Racy no portal estadão.com.br, o que está em discussão, agora, é se a adesão de Marina ocorrerá com o PSB ou se será uma manifestação da Rede Sustentabilidade, grupo político da ex-ministra abrigado no partido que foi presidido por Eduardo Campos, morto em agosto.

Marina diz que não quer condicionar sua decisão a cargos, o que ela define como "velha política". O caminho da "nova política" é pedir um compromisso formal de pontos do programa de governo anunciado pelo PSB em agosto. O discurso é semelhante ao adotado um ano atrás, quando Marina se filiou ao PSB de Campos, e meses depois, ao anunciar ser vice na chapa então encabeçada pelo ex-governador.

Marina defende itens como a manutenção das conquistas socioeconômicas dos governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, a inclusão da sustentabilidade na agenda e a garantia de aumento de produção do agronegócio sem riscos à floresta amazônica. 

Em evento ontem, Aécio disse que vê "absoluta convergência" com o que ele e Marina querem para o Brasil. "Se vocês avaliarem os nossos programas vão encontrar muito mais pontos de convergências do que pontos divergentes”, afirmou.

Além disso, destacar os pontos em comum entre os planos de governo, como o fim da reeleição e a reforma tributária, é uma forma de Marina convencer aliados da Rede mais reticentes ao apoio ao tucano e que preferem a neutralidade, a exemplo do que ocorreu em 2010. Naquele ano, a terceira colocada fez uma lista de dez itens de seu programa e a enviou tanto a José Serra e quanto a Dilma. Sem a resposta esperada dos concorrentes no 2.º turno, ficou neutra. 

No domingo (5) em discurso após reconhecer a derrota, Marina deu a entender que não ficaria neutra de novo e que os brasileiros demonstraram "sentimento de mudança" nas urnas. 

Entre os marineiros, é consenso de que os ataques da campanha petista impedem uma aproximação com Dilma. "Não há como conversar com o PT", disse Sérgio Xavier, um dos assessores mais próximos de Marina. "A nova política é você se unir a partir de um programa de governo, e é isso que nós queremos fazer."

A tendência entre os partidos aliados de Marina é apoiar Aécio. Já se manifestaram nesse sentido o presidente do PPS, Roberto Freire, que convocou reunião para hoje, e o do PSL, Luciano Bivar. Dirigentes de PHS, PPL e PRP também tendem a declarar adesão à campanha do tucano. 

REUNIÃO - No PSB, foi marcada para amanhã uma reunião da Executiva para se buscar um consenso sobre o 2.º turno. A Rede também discute o assunto amanhã.
Nesta segunda-feira (6) porém, lideranças do PSB já começaram a indicar preferência por Aécio ou mesmo a declarar voto no tucano. 
Mesmo o presidente nacional do partido, Roberto Amaral, aliado de longa data e ex-ministro de Luiz Inácio Lula da Silva, sinalizou que não seria contra o apoio ao candidato do PSDB. "O fundamental é estar envolvido em um processo de progresso, de crescimento. Às vezes um reacionário serve de avanço."

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Ibope mostra levantamento voto para presidente da República


Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (30) mostra, dentre os eleitores que declaram o voto em um dos candidatos ou que pretendem votar em branco/nulo, o quão certos estão desta decisão e o quão propensos estão à mudança até o dia 5 de outubro.

Para fazer essa medição, o instituto pergunta qual frase melhor define o voto em seu candidato para presidente. São elas:
- “é uma decisão definitiva, que não mudará de jeito nenhum”
- “é uma decisão firme, mas que poderá mudar no decorrer da campanha”
- “é uma escolha do atual momento, que durante a campanha poderá mudar”
- “é apenas uma preferência inicial”

Entre os eleitores de Dilma, 73% dizem que a decisão do voto é definitiva (ante 69% na última pesquisa); 17% que é uma decisão firme; 4% que é uma escolha do atual momento e 2% que é uma preferência inicial.

Já entre os que declaram votar em Marina, 64% dizem se tratar de uma decisão definitiva (ante 57% na última pesquisa); 20% que é uma decisão firme; 8% que é uma escolha do atual momento e 5% que é uma preferência inicial.

Entre os eleitores de Aécio, 66% dizem que a decisão já é definitiva (ante 61% na última pesquisa); 19% que é uma decisão firme; 8% que é uma escolha do atual momento e 4% que é uma preferência inicial.

Dentre aqueles que dizem que votarão em outros candidatos, 57% julgam ser uma decisão definitiva, 26% uma decisão firme, 8% uma escolha do atual momento e 9% uma preferência inicial.

Do total dos que dizem que votarão em branco ou em nulo, 68% consideram a decisão definitiva, 11% apontam ser uma decisão firme, 7% uma escolha do atual momento e 2% uma preferência inicial.

Na pesquisa, Dilma aparece com 39%, Marina com 25% e Aécio com 19%. O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios do país entre os dias 27 e 29 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00909/2014. Ela foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S.Paulo".
Números e fonte Ibope 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Ibope: Dilma tem 38% das intenções de voto; Marina, 29%; e Aécio,19%


A mais recente pesquisa Ibope, divulgada nesta terça-feira (23), mostrou ligeiro avanço da candidata Dilma Rousseff (PT) na disputa pela Presidência da República. De acordo com a pesquisa, Dilma Rousseff tem 38% das intenções de voto. Na pesquisa passada, no dia 16 de setembro, eram 36%. A candidata do PSB, Marina Silva, passou de 30% para 29%. Na simulação de um segundo turno, as duas presidenciáveis permanecem em empate técnico. A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo.
A diferença no segundo turno, em relação à pesquisa anterior, é que as duas candidatas contam com 41% das intenções de voto. Na pesquisa anterior, Marina tinha 43% contra 40% da candidata petista, ainda considerado um empate, em virtude da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Aécio Neves (PSDB), que tinha crescido quatro pontos na última pesquisa, continuou com 19%. Em uma projeção de segundo turno com o candidato tucano, Dilma teria 46% contra 35%. A diferença aumentou em relação à última pesquisa, quando sete pontos separavam os dois candidatos. Enquanto Dilma tinha 44%, Aécio alcançava 37%.
O candidato pelo PSC, Pastor Everaldo, teve 1% das intenções de voto, assim como na última pesquisa. Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) têm juntos 2%. Votos nulos ou brancos somam 7% e os indecisos são 5%.
O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 296 municípios do país entre os dias 20 e 22 de setembro. O nível de confiança é 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00755/2014.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Datafolha: Marina cai e Dilma lidera no primeiro turno

Pesquisa do instituto mostra petista com 37% das intenções de voto, contra 30% da candidata do PSB; Aécio Neves (PSDB) sobe 2 pontos e vai para 17%



Vítima da máquina de propaganda petista, Marina Silva perdeu três pontos porcentuais e viu a distância em relação a Dilma Rousseff (PT) aumentar, aponta pesquisa Datafolha. A candidata do PSB, alvo de ataques constantes desde que sua ascensão na disputa passou a ameaçar a reeleição de Dilma, está agora a sete pontos da petista no primeiro turno. A margem de erro da consulta é de dois pontos.

De acordo com o levantamento, divulgado nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, Dilma e Marina saíram da condição de empate técnico e a petista agora lidera com 37% das intenções de voto, contra 30% da candidata do PSB. Aécio Neves (PSDB) subiu dois pontos e tem 17%. Votos brancos e nulos somam 6% e outros 7% não sabem em quem votar. Na pesquisa divulgada na semana passada, Dilma tinha 36%, Marina, 33%, e Aécio, 15%.

Segundo turno – A recuperação da campanha de Dilma também se reflete no cenário de segundo turno. Segundo o Datafolha, Marina continua numericamente à frente da petista, mas a distância nunca foi tão pequena. Na projeção, a candidata do PSB tem 46% contra 44% – um empate técnico. Na pesquisa anterior, a vantagem de Marina era de quatro pontos (47% a 43%), e no final de agosto, era de dez (50% a 40%). Na simulação entre Dilma e Aécio, a petista vence por 49% a 39%. O Datafolha também testou o cenário entre o tucano e Marina, com vitória da candidata do PSB por 49% a 35%.

Dilma continua com a maior taxa de rejeição entre os presidenciáveis, 33%. Em seguida, vem Marina, com 22%, um ponto à frente de Aécio, que tem 21% de rejeição. O instituto Datafolha ouviu 5.340 pessoas em 265 municípios nos dias 17 e 18 de setembro.

Informações revista Veja 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Dilma tem 36%, Marina, 30%, e Aécio, 19%, aponta pesquisa Ibope

G1 de São paulo 

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (16) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para a Presidência da República:
Dilma Rousseff (PT): 36%
Marina Silva (PSB): 30%
Aécio Neves (PSDB): 19%
Pastor Everaldo (PSC): 1%
Zé Maria (PSTU): 0%*
Luciana Genro (PSOL): 0%*
- Eduardo Jorge (PV): 0%*
Rui Costa Pimenta (PCO): 0%*
Eymael (PSDC): 0%*
Levy Fidelix (PRTB): 0%*
Mauro Iasi (PCB): 0%*
- Branco/nulo: 7%
- Não sabe/não respondeu: 6%

* Cada um dos sete indicados com 0% não atingiu 1% das intenções de voto; somados, eles têm 1%

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S.Paulo"

Foto reprodução TV Globo 
No levantamento anterior do instituto, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgado no dia 12, Dilma tinha 39%, Marina, 31%, e Aécio, 15%.

Segundo turno
O Ibope também simulou três cenários de segundo turno. São eles:
- Marina Silva: 43%
- Dilma Rousseff: 40%
- Branco/nulo: 11%
- Não sabe/não respondeu: 6%
- Dilma Rousseff: 44%
- Aécio Neves: 37%
- Branco/nulo: 12%
- Não sabe/não respondeu: 6%
- Marina Silva: 48%
- Aécio Neves: 30%
- Branco/nulo: 15%
- Não sabe/não respondeu: 8%
O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 204 municípios do país entre os dias 13 e 15 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00657/2014.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Programa de Marina plagia decreto de FHC de 2002; veja qual

Reinaldo, quer dizer que, no capítulo dos direitos humanos, o programa de Marina plagiou um decreto de FHC de 2002?
Toda semana agora aqui
Plagiou sim. O presidenciável Aécio Neves, do PSDB, veio a público nesta terça para acusar o plano de governo apresentado por Marina Silva, candidata do PSB à Presidência, de plagiar trechos inteiros do Programa Nacional de Direitos Humanos lançado por FHC, em maio de 2002, o chamado PNDH 2. Em nota, a campanha do PSB tachou as acusações de "maliciosas" e disse ter seguido as diretrizes do Movimento Nacional de Direitos Humanos, que resultaram na elaboração das três versões do PNDH: 1996, 2002 e 2010.

Não há nada de malicioso na afirmação. É plágio mesmo. O que o PSB fez foi copiar trechos do decreto de 2002. No meu blog e no site da Jovem Pan vocês encontram links para os dois documentos.

Até admito que as ideias sobre o tema não costumam variar muito. Mas, no caso acima, trata-se de outra coisa: é uma cola mesmo. É ruim para um grupo que se reúne tanto, que diz debater os temas com tanto afinco e advoga uma nova política. Fazer um programa de governo não é tarefa corriqueira. O grupo do PSB encarregado de cuidar dessa área não viu mal nenhum em reproduzir trechos inteiros de um decreto de 2002. Não chega a ser uma coisa nova, não é mesmo?

Aécio, a exemplo dos petistas, resolveu confrontar a candidata do PSB. Afirmou: "O improviso não é o melhor conselheiro. De um lado, temos um governo que reage aos índices das pesquisas alterando as suas convicções, com certo desespero, o que não é bom. Do outro lado, o que vejo é uma candidatura que mais se assemelha a uma metamorfose ambulante, que altera suas convicções ao sabor das circunstâncias. Em qual Marina o eleitor pretende votar, a que ataca ou a que foi do PT? A que defende os pilares macroeconômicos ou a que votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal no Congresso Nacional quando era do PT? É a Marina que se calou no escândalo do mensalão e continuou no governo petista?".

Como afirmei num post nesta terça, acabou a moleza para Marina Silva. O PT, vejam o desespero, pegou carona até numa observação que fiz aqui no blog na semana passada: só dois presidentes se elegeram acima dos partidos no Brasil: Jânio Quadros, cuja ligação com a UDN era mera formalidade, e Fernando Collor, que chegou a inventar um partido só para si: o PRN. Nos dois casos, o resultado foi desastroso. Os petistas lembraram também no horário eleitoral que um presidente tem de ter maioria no Congresso para governar. Precisa, pois, negociar.

As próximas pesquisas vão dizer se a artilharia produz algum efeito. Não deixa de ser emblemático destes dias que, com pouco mais de dois minutos no horário eleitoral, Marina apareça à frente de Dilma, que tem mais de 11 minutos. Esse tempo, em nome do qual se fazem tantas alianças espúrias, deixará de ser um dogma caso Dilma seja derrotada.
Extraído da redação da Jovem pan online


Para ouvir ao vivo click aqui
  

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Ibope divulga intenção de voto para presidente


Pesquisas Ibope realizadas no Distrito Federal, em Minas Gerais, em Pernambuco, no Rio de Janeiro e em São Paulo encomendadas pela TV Globo mostram como está a corrida à Presidência da República nos estados. O nível de confiança de todas as pesquisas, feitas entre os dias 23 e 25 de agosto, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. As margens de erro variam de pesquisa para pesquisa. Confira os números:

Média nacional
Dilma Rousseff (PT) - 34%
Marina Silva (PSB) - 29%
Aécio Neves (PSDB) - 19%
Luciana Genro (PSOL) - 1%
Pastor Everaldo (PSC) - 1%
Outros com menos de 1% - 1%
Branco/nulo - 7%
Não sabe/não respondeu - 8%
Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou menos

O Ibope ouviu 2.506 eleitores em 175 municípios do país. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00428/2014. Ela foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S.Paulo". Leia mais

São Paulo
Marina Silva (PSB) - 35%
Dilma Rousseff (PT) - 23%
Aécio Neves (PSDB) - 19%
Pastor Everaldo (PSC) - 2%
Eduardo Jorge (PV) - 1%
Outros com menos de 1% - 2%
Branco/nulo - 9%
Não sabe/não respondeu - 10%
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos

O Ibope ouviu 1.512 eleitores em 79 municípios de SP. A pesquisa está registrada no TRE-SP sob o número 00017/2014 e no TSE sob o número 00419/2014.

Rio de Janeiro
Dilma Rousseff (PT) - 38%
Marina Silva (PSB) - 30%
Aécio Neves (PSDB) - 11%
Luciana Genro (PSOL) - 1%
Pastor Everaldo (PSC) - 1%
Outros com menos de 1% - 1%
Branco/nulo - 12%
Não sabe/não respondeu - 5%
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos

O Ibope ouviu 1.204 eleitores em 38 municípios do RJ. A pesquisa está registrada no TRE-RJ sob o número 00022/2014 e no TSE sob o número 00418/2014.

Minas Gerais
Aécio Neves (PSDB) - 34%
Dilma Rousseff (PT) - 31%
Marina Silva (PSB) - 20%
Pastor Everaldo (PSC) - 1%
Outros com menos de 1% - 1%
Branco/nulo - 7%
Não sabe/não respondeu - 6%
Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos

O Ibope ouviu 1.806 eleitores em 103 municípios de MG. A pesquisa está registrada no TRE-MG sob o número 00069/2014 e no TSE sob o número 00423/2014.

Pernambuco
Marina Silva (PSB) - 41% 
Dilma Rousseff (PT) - 37%
Aécio Neves (PSDB) - 3%
Pastor Everaldo (PSC) - 1%
Outros com menos de 1% - 2%
Branco/nulo - 7%
Não sabe/não respondeu - 11%
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos

O Ibope ouviu 1.512 eleitores em 69 municípios de PE. A pesquisa está registrada no TRE-PE sob o número 00019/2014 e no TSE sob o número 00424/2014.

Distrito Federal
Marina Silva (PSB) - 35% 
Dilma Rousseff (PT) - 20%
Aécio Neves (PSDB) - 18%
Pastor Everaldo (PSC) - 2%
Luciana Genro (PSOL) - 1%
Outros com menos de 1% - 1%
Branco/nulo - 4%
Não sabe/não respondeu - 19%
Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos

O Ibope ouviu 1.204 eleitores. A pesquisa está registrada no TRE-DF sob o número 00034/2014 e no TSE sob o número 00425/2014.


Com informações do G1

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PSB anuncia nova chapa com Marina e Beto Albuquerque

Foto montagem do Brasil 247

O presidente Nacional do PSB, Roberto Amaral, anunciou, na sede do PSB no Recife, após encontro com lideranças locais, o nome de Marina Silva como candidata da aliança PSB-Rede em substituição ao nome de Eduardo Campos.

No mesmo evento, Amaral confirmou o nome de Beto Albuquerque como candidato a vice. Além do prefeito do Recife, Geraldo Júlio, também participou da reunião o candidato ao governo do Estado pela Frente Popular, Paulo Câmara.

No encontro, os líderes nacionais acertaram ainda que o lançamento oficial da nova chapa será realizado no Recife, no próximo sábado ou domingo, com a presença de Marina e Beto Albuquerque. A escolha do local é uma deferência especial a Eduardo Campos.
Beto Albuquerque era vice-presidente do PSB e um dos três homens que formavam o tripé de confiança de Eduardo Campos. Com informações blog do Jamildo.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Assista a entrevista de Dilma ao Jornal Nacional




Em entrevista ao Jornal Nacional na noite desta segunda-feira (18), a presidente Dilma Rousseff respondeu a questionamentos de William Bonner e Patrícia Poeta. Dilma foi a terceira presidenciável a ser entrevistada e se recusou a comentar o comportamento do PT sobre o julgamento do mensalão. 

"Eu sou presidente da República, não faço nenhuma observação sobre julgamentos realizados pelo STF por um motivo simples: a Constituição exige que o Presidente da República e os demais chefes do poder respeitemos e consideramos a autonomia desses órgãos", disse Dilma. 



Assista a entrevista em HD:


Datafolha divulga primeira pesquisa com Marina candidata

Levantamento é o primeiro depois da morte de Eduardo Campos PSB

Fotos divulgação/Edição de imagens Daniel Barros 
Por Luiz Henrique 

Pesquisa Datafolha publicada nesta segunda-feira (18) mostra a presidente Dilma Rousseff com 36% das intenções de voto, contra 20% do candidato do PSDB, Aécio Neves, e 21% de Marina Silva, possível escolhida do PSB para ocupar a vaga deixada por Eduardo Campos. O levantamento é o primeiro depois da morte do ex-governador pernambucano em um acidente de avião na quarta-feira, 13. Nessa simulação, Marina e Aécio aparecem em um empate técnico na segunda colocação e devem disputar uma das vaga para o segundo turno.

Olhe para os números 
Entre os demais candidatos, o Pastor Everaldo (PSC) soma 3% das intenções de voto. Zé Maria (PSTU) e Eduardo Jorge (PV) aparecem com 1%. Luciana Genro (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) não pontuaram.
Com a participação de Marina como candidata, os números de voto nulo ou em branco reduziram 5%. Na última pesquisa, ainda com Campos, esse grupo somava 13% e, agora, recuou para 8%. Indecisos eram 14%, caindo para 9% nesta pesquisa.
O Datafolha também testou um cenário em que o PSB não apresenta um substituto para Campos. Nessa simulação, Dilma tem 41%, Aécio aparece com 25%, Pastor Everaldo com 4%; Zé Maria, Eduardo Jorge Luciana Genro e Rui Costa Pimenta somam 1% cada. Brancos e nulos registravam 13% e indecisos 12%.
Na resposta espontânea, que soma a intenção de voto sem apresentação dos nomes de candidatos, a presidente Dilma lidera com 24%, Aécio aparece com 11% e Marina com 5%. Na última pesquisa, a candidata do PT tinha 22%, contra 9% do tucano e 0% de Marina.
Na pesquisa anterior, divulgada pelo Datafolha em meados de julho, quando Campos era o candidato do PSB, Dilma tinha 36% das intenções de voto diante de 20% de Aécio e 8% de Campos. O Pastor Everaldo (PSC) aparecia com 3%. José Maria (PSTU), Eduardo Jorge (PV), Luciana Genro, Rui Costa Pimenta (PCO) e Eymael (PSDC) tinham 1% cada. Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) não pontuavam. Brancos e nulos somavam 13% e indecisos, 14%.
2º turno
Pesquisa Datafolha publicada nesta segunda-feira mostra que a presidente Dilma Rousseff (PT) está tecnicamente empatada com Marina Silva (PSB) em um eventual segundo turno. Segundo o levantamento, Dilma tem 43% contra 47% de Marina. Em um cenário contra o candidato Aécio Neves (PSDB), a petista venceria com 47% das intenções ante 39% do tucano. Em julho, Dilma tinha 44% contra 40% de Aécio, diferença dentro da margem de erro da pesquisa.
Enviado por Luiz Henrique 
Números extraídos do datafolha 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

“NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL”. Carta aberta de Antônio Campos


A minha perda afetiva do único irmão é imensa, mas é grande a perda do líder Eduardo Campos, politico de talento e firmeza de propósitos.
A nossa família tem mais de 60 anos de lutas políticas em defesa das causas populares e democráticas do Brasil. O meu avô Miguel Arraes foi preso e exilado, não se curvando à ditadura militar. Eduardo Campos continuou o seu legado com firmeza de propósitos, tendo trazido uma nova era de desenvolvimento para Pernambuco. Desde 2013 vinha fazendo o debate dos problemas e do momento de crise por que passa o Brasil, querendo fazer uma discussão elevada sobre nosso país. Faleceu em plena campanha presidencial, lutando pelos seus ideais e pelo que acreditava.
O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e de correr o risco para viver os seus sonhos pessoais e coletivos. Ambos faleceram, no dia 13 de agosto, e serão plantados no mesmo túmulo, no Cemitério de Santo Amaro, em Recife, túmulo simples, onde consta uma lápide com a frase do poeta Carlos Drummond:  tenho duas mãos e o sentimento do mundo”. Essas sementes de esperança e de resistência devem inspirar uma reflexão sobre o Brasil, nesse momento, para mudar e melhorar esse país, que enfrenta uma grave crise, sendo a principal dela a crise de valores. Não vamos cultivar as cinzas desses dois grandes líderes, mas a chama imortal dos ideais que os motivava.
Como filiado ao PSB, membro do Diretório Nacional com direito a voto, neto mais velho vivo de Miguel Arraes, presidente do Instituto Miguel Arraes – IMA e único irmão de Eduardo, que sempre o acompanhou em sua trajetória, externo a minha posição pessoal que Marina Silva deve encabeçar a chapa presidencial da coligação Unidos Pelo Brasil liderada pelo PSB, devendo a coligação, após debate democrático, escolher o seu nome e um vice que una a coligação e some ao debate que o Brasil precisa fazer nesse difícil momento, em busca de dias melhores. Tenho convicção que essa seria a vontade de Eduardo.
Agradeço, em nome da minha família enlutada, as mensagens do povo brasileiro e de outras nacionalidades.
Antônio Campos 
Advogado e escritor 
Recife, 14 de agosto de 2014.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Marina apresentará Eduardo ao Brasil


Cargo de vice em campanha política geralmente se destina à composição. Foi o que fizeram nessas eleições os candidatos Paulo Câmara e Armando Monteiro. O primeiro ofereceu a vaga ao PMDB para ter o apoio do deputado Raul Henry e do senador Jarbas Vasconcelos. E o segundo fez a oferta ao PDT para ter em sua companhia o deputado Paulo Rubem e o tempo de TV a que o partido tem direito. Também procederam dessa forma na eleição presidencial os candidatos Dilma Rousseff e Eduardo Campos. A petista manteve Michel Temer como seu vice para garantir o apoio do PMDB e o socialista ofereceu a vaga a Marina Silva para ter na sua coligação a Rede Sustentabilidade. O fato novo na chapa do PSB é que no primeiro programa do partido, a ser exibido no próximo dia 19, a ex-senadora Marina Silva é quem vai apresentar Eduardo Campos ao Brasil, e não o inverso. Pelo fato de, politicamente, ela ser maior que ele.

Por sorteio realizado pelo TSE, o PSB abrirá a série dos programas políticos do rádio e da TV
Corpo estranho em Petrolina
Candidato à Câmara Federal pelo PTB, o ex-prefeito Zeca Cavalcanti (Arcoverde) abriu um comitê em Petrolina, onde residem parentes de sua mulher, mas não espera sair de lá com muitos votos porque os petrolinenses só costumam votar em candidatos da região. Aliás, opções desta vez é o que não faltam: Adalberto Cavalcanti (PTB), Gonzaga Patriota (PSB), Fernando Filho (PSB) e Guilherme Coelho (PSDB). Este último tenta resgatar a cadeira que era do pai, Osvaldo.
Livre – Autorizado pela Justiça, o ex-deputado Pedro Corrêa (PP) passou o Dia dos Pais, no Recife, em companhia dos seus familiares e só se representará na penitenciária de Canhotinho, onde cumpre pena por envolvimento no mensalão, na próxima 4ª feira. Além de ter direito a esses dias de folga, o comportamento dele no presídio é definido pelo diretor como “exemplar”.
Presença – Apesar dos seus 80 anos, o ex-prefeito de Garanhuns, Ivo Amaral (PMDB), fez questão de desfilar na carreata que houve lá, 6ª feira passada, promovida pela Frente Popular.
Eleição – O jornalista Zuenir Ventura desistiu de concorrer à vaga de João Ubaldo Ribeiro na Academia Brasileira de Letras e se inscreveu para disputar à que pertencia a Ariano Suassuna.
Missa – Eduardo Campos completou ontem 49 anos de idade e repetindo o que fez em 2013 assistiu a uma missa campal, em São Lourenço, ao lado do prefeito Ettore Labanca (PSB).
Cobrador – Ligadíssimo a Inocêncio Oliveira (foto), o prefeito de Iguaracy, Francisco Dessoles (PR), fez festa na cidade, sábado, para recepcionar Armando Monteiro, Paulo Rubem e João Paulo. E num discurso inflamado referiu-se a Paulo Câmara como “cobrador de imposto”.
Correção – Paulo Câmara, Raul Henry e Fernando Bezerra Coelho aparentemente corrigiram as falhas que existiam na campanha: descoordenação e trava por excesso de apoios. Espera-se, agora, que nas próximas pesquisas a diferença que os separa dos adversários tenha encurtado.
Dupla – Os irmãos Maurício e Alexandre Rands radicaram-se em SP há 90 dias para trabalhar na campanha do PSB à Presidência da República. O primeiro é um dos coordenadores do programa de governo, que deverá ser anunciado ainda esta semana. E o segundo foi colega de turma de Eduardo Campos (de cuja mulher, Renata, é primo), na Faculdade de Economia da UFPE.
Plano – A exemplo do que fez Tancredo Neves quando se candidatou a presidente da República em 1984, Eduardo Campos está anunciando a conta-gotas o seu programa de governo. No DF, no último dia 4, na sabatina a que se submeteu na Confederação Nacional da Agricultura, disse o que faria com o agronegócio. E sexta passada, em Alagoas, anunciou seu Plano Nacional de Segurança Pública.
Escrito por Inaldo Sampaio e publicado, inicialmente, na Folha/PE