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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Em evento no Planalto, cantor exalta Dilma e pede volta de Lula em 2018

A cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Cultural 2014, realizada nesta quarta-feira (5) no Palácio do Planalto, foi palco para uma demonstração explícita de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e de um pedido de volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018.

Pinduca entrega cartaz a Dilma pedindo volta do ex-presidente
Lula em 2018: Foto divulgação

A cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Cultural 2014, realizada nesta quarta-feira (5) no Palácio do Planalto, foi palco para uma demonstração explícita de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e de um pedido de volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018.
O cantor Pinduca, conhecido como "Rei do Carimbó" quebrou o protocolo e recebeu a sua homenagem vestido a caráter, dançando e cantando. Ele aproveitou o momento para entregar um banner para Dilma com uma dela e de Lula e com os dizeres: "Viva a nossa presidenta. Lula, estamos te esperando em 2018".
Acompanhada pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, e outros ministros, Dilma ressaltou a importância da valorização dos artistas no país e destacou que pretende implantar a política de Estado para a cultura.
"Neste projeto que nós iniciamos no Brasil, há 12 anos atrás, de inclusão social, não é possível deixar de considerar a prioridade que a cultura tem. A cultura, ela é um elemento estratégico para a construção de um país próspero e desenvolvido mas, sobretudo, um país com autoestima, é da cultura que nós tiramos o orgulho que nós devemos ter deste país", disse.
Dilma ressaltou os programas Vale Cultura e Brasil de Todas as Telas. "Nós estamos num processo de construção de uma política de Estado para a cultura que produzirá - produz, continuará produzindo e produzirá - mudanças importantes", afirmou.
Nesta 20ª edição do prêmio, as pintoras Lina Bo Bardi e Djanira foram as homenageadas especiais. "Eu tenho imenso privilégio de conviver diariamente com duas magníficas pinturas da Djanira que fazem o meu gabinete um espaço mais humano, um espaço no qual não só as questões de estado, mas também a simbologia da arte brasileira está ali presente", ressaltou Dilma.
Esta edição do evento homenageou também artistas como o ator Matheus Nachstergale, a cantora Marisa Monte e a dupla sertaneja Bruno e Marrone, que apoiou o senador Aécio Neves (PSDB) na corrida à Presidência. Dilma entregou a condecoração a 26 personalidades da cultura brasileira.
O maestro Júlio Medaglia, o roteirista e diretor Orlando Senna e os familiares do falecido pintor Jenner Augusto receberam o título Grã-Cruz, o mais alto grau de premiação, seguido por Comendador e Cavaleiro, respectivamente.
PE Notícias 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Reeleita, Dilma tira férias em praia na Bahia

A presidente Dilma Roussef, na Praia da Viração, na Bahia, em foto de 4 de janeiro.(foto arquivo)
A presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) embarcou nesta quarta-feira de Brasília para a Base Naval de Aratu, na Bahia, onde pretende descansar até domingo depois da campanha eleitoral. Ela ficou quarenta dias distante de seu gabinete no Palácio do Planalto. A presidente passará as férias com a filha, Paula, e o neto, Gabriel, no litoral baiano, onde costuma frequentar a praia de Inema. Em entrevista à TV Bandeirantes nesta terça-feira, Dilma disse estar "muito cansada". Segundo Dilma, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lhe recomendou que descansasse por mais tempo no telefonema que fez para cumprimentá-la pela reeleição. 

"Ele achou muito pouco. Eu acho que lá eles têm o hábito de tirar um tempo maior", comentou a presidente, justificando que "não tem como" seguir o conselho de Obama. "Talvez lá no Natal a gente pegue e emende um pouquinho o Natal com o fim do ano." (Com Estadão Conteúdo)
foto de 4 de janeiro.(foto Ferreira/Estadão Conteúdo/Olhar notícias)

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Youssef incriminou Dilma e Lula, afirma revista

Em reportagem de capa, a revista Vejainforma a menos de 72 horas da eleição presidencial: “O doleiro Alberto Youssef, caixa do esquema de corrupção na Petrobras, revelou à Polícia Federal e ao Ministério Público, na terça-feira, que Lula e Dilma Rousseff
tinham conhecimento das tenebrosas transações na estatal.”
Acusado de lavar algo como R$ 10 bilhões em verbas de má origem, Youssef foi preso em março. Depõe como delator desde 29 de setembro. De acordo com o relato do repórter Robson Bonin, o doleiro está bem mais magro, exibe um rosto pálido, raspou o cabelo e livrou-se da barba. Habituado às sombras, ele agora rompe o silêncio com desassombro.
A alturas tantas, Youssef soou peremptório: “O Planalto sabia de tudo.” O delegado federal que o inquiria quis saber: “Mas quem no Planalto?” E o delator: “Lula e Dilma.” Exposto no site da revista, o teor da capa de Veja veio à luz mais cedo. Normalmente, costuma ser divulgado nas noites de sábado. Por ora, o Planalto, o Instituto Lula e o PT não se manifestaram.
Ouvido pelo jornal O Globo, o advogado de Youssef, Antonio Figueiredo Basto, admitiu que seu cliente presto depoimento à Polícia Federal na terça-feira, em Curitiba. Mas disse não ter conhecimento das declarações reproduzidas pela revista.
“Eu nunca ouvi nada que confirmasse isso. Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso”, disse Antonio Basto. Segundo ele, Youssef prestou vários depoimentos no mesmo dia. Acompanharam-no diferentes advogados.
“Conversei com todos da minha equipe e nenhum fala isso”, acrescentou Antonio Basto. “Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação.”
A despeito do alerta, o doutor preferiu não fazer um desmentido categórico: “Nós não temos como pegar em mãos e não ficamos com cópia de nada. Então, não nego nem confirmo se esse depoimento é verdadeiro, se essa informação foi dada ou não e se sim, em quais circunstâncias.”

Youssef já havia mencionado o nome de Lula num depoimento prestado há 15 dias ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. Em audiência pública, não relacionada à delação premiada, o doleiro dissera que Paulo Roberto Costa, o ex-diretor que desviou dinheiro da Petrobras para políticos e partidos, foi nomeado por Lula sob chantagem de políticos governistas.
“Tenho conhecimento que, para que Paulo Roberto Costa assumisse a cadeira de diretor da diretoria de Abastecimento [da Petrobras], esses agentes políticos trancaram a pauta no Congresso durante 90 dias. Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou louco, teve que ceder e, realmente, empossar o Paulo Roberto na diretoria de Abastecimento.”