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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Recuperação da imagem

Dilma em Pernambuco nesta sexta (21)


Aline Moura - Diario de Pernambuco

A presidente Dilma Rousseff e seu padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, intensificarão agendas de viagens pelo país para resgatar a imagem do governo e do PT. Houve uma pequena mudança de planos. Quem estará em Pernambuco na próxima sexta-feira é Dilma, enquanto Lula vai a Minas Gerais no final de agosto para cumprir mais uma etapa do ato denominado de “Todo o PT pela educação”. A presidente vem ao Recife e em Cabrobó, no Sertão, menos de uma semana depois de ser o principal alvo dos protestos que tomaram conta da Avenida Boa Viagem, no último domingo. Quer passar a imagem de que sabe enfrentar as crises e, acima de tudo, resgatar o capital político no Nordeste. Dilma fez 17 viagens pelos estados brasileiros nos seis primeiros meses do ano, mas, somente de julho até ontem, ela acelerou o passo, estando em oito estados.

Em Cabrobó, Dilma pretende entregar a estação de bombeamento EB- 1 e 45 quilômetros referentes ao projeto de integração do São Francisco, o canal do eixo Norte. No Recife, a petista vai afagar a base política, promovendo o encontro “Diálogo Pernambuco”, uma espécie de tomada de sugestões para melhorar o governo. Ainda deve se reunir com empresários, sendo o encontro articulado pelo ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro Neto.


A vinda ao estado acontece seis dias depois de Dilma tomar café da manhã com Lula e fazer uma avaliação sobre o momento político. O petista disse à correligionária que ela está agindo bem ao sair das paredes do Planalto. Ele mesmo vai mergulhar numa intensa agenda política pelo país no final de agosto, cujo mote principal será a educação.

O ex-presidente irá aproveitar o slogan “Brasil, pátria amada”, apresentado por Dilma, para fazer um balanço sobre os avanços educacionais no país, começando por Minas Gerais. Pretende usar a facilidade de vender o próprio peixe para mostrar o que já foi feito pelos governos do PT em termos educacionais e falar sobre o futuro.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Dilma tem discurso incisivo em Pernambuco

Em uma resposta a críticas recentes contra o atual modelo de partilha na exploração de petróleo da região do pré-sal, a presidente Dilma Rousseff fez um discurso enfático nesta quinta-feira 14, durante cerimônia no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, que lançou navios petroleiros exportadores de petróleo.
Créditos: Pictures ON express
"Podem ter certeza, a política de conteúdo local veio para ficar", declarou Dilma. A chamada política de conteúdo local garante à Petrobras a participação mínima obrigatória de 30% em campos leiloados, além de exercer a direção dos postos.
Recentemente, em evento nos Estados Unidos, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga – que também discursou no evento de hoje – sinalizou que o Brasil deveria abrir o debate sobre flexibilizar o regime. "O que se discute é a obrigatoriedade da operação", afirmou. "Defendo que a Petrobras tenha direito à recusa de participar", acrescentou.
Em artigo publicado em seu blog no 247, o jornalista Breno Altman avaliou que Braga "deu resposta ao gosto das corporações internacionais", surpreendendo o mundo petroleiro. O colunista cobrou a presidente, na ocasião, sobre "esclarecer ao país e à comunidade internacional, mais uma vez, se está mantida ou não a postura histórica dos governos liderados pelo PT", ou seja, a política de conteúdo local.
A presidente deu a resposta, de forma clara, no início desta tarde. Ela detalhou as diferenças entre os regimes de partilha e de concessão, vigentes no Brasil para a exploração do petróleo na região do pré-sal, e destacou a importância de cada um deles – quando sabemos a quantidade de petróleo em um determinado poço e quando não sabemos.
E concluiu que o regime de partilha será mantido. "Podem contar com o governo: conteúdo local e política de partilha, no meu governo, está mantido", afirmou. "O povo brasileiro tem direito a ter uma parte relativa da distribuição do petróleo", acrescentou. Em sua fala, Dilma destacou também que "a Petrobras é uma das maiores conquistas do povo brasileiro por ser uma grande empresa de conteúdo 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Direto de Brasília

Dilma grava para Dia das Mães em redes sociais

 

Brasília - A exemplo do que fez no dia do trabalhador, a presidente Dilma Rousseff vai usar as redes sociais para cumprimentar as mães brasileiras, pelo seu dia, a ser comemorado no próximo domingo, dia 10.
Em momento de baixa popularidade e quando o governo está sob fogo cruzado, a presidente Dilma tem evitado se expor diretamente, ficando em uma espécie de redoma, sem fazer pronunciamentos em cadeia de rádio e TV para comemorar datas, depois do panelaço que recebeu no dia da mulher, oito de maio.
Não há nenhuma programação planejada para a presidente Dilma comparecer no dia das mães e ela deve passar a data em Brasília, com a sua mãe, dona D. Dilma Jane. As mensagens deverão ser gravadas até sexta-feira, 8, como ocorreu no dia do Trabalho.
Em 2012, com a popularidade em alta, quando a situação política e econômica eram bem diferentes no País, a presidente Dilma convocou cadeira de rádio e TV no dia das Mães para anunciar o lançamento do Programa Brasil Carinhoso, que prometia tirar da miséria absoluta todas as famílias brasileiras que tenham crianças com até 6 anos de idade.
"O Brasil Carinhoso faz parte do grande Programa Brasil sem Miséria, que estamos desenvolvendo com sucesso em todo o território nacional. Será a mais importante ação de combate à pobreza absoluta na primeira infância já lançada no nosso país", disse Dilma à época.
No ano passado, a cinco meses das eleições presidenciais, Dilma evitou ir à TV pelo dia das mães, e preferiu usar sua conta no microblog Twitter, para felicitar as mães brasileiras.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Reeleita, Dilma tira férias em praia na Bahia

A presidente Dilma Roussef, na Praia da Viração, na Bahia, em foto de 4 de janeiro.(foto arquivo)
A presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) embarcou nesta quarta-feira de Brasília para a Base Naval de Aratu, na Bahia, onde pretende descansar até domingo depois da campanha eleitoral. Ela ficou quarenta dias distante de seu gabinete no Palácio do Planalto. A presidente passará as férias com a filha, Paula, e o neto, Gabriel, no litoral baiano, onde costuma frequentar a praia de Inema. Em entrevista à TV Bandeirantes nesta terça-feira, Dilma disse estar "muito cansada". Segundo Dilma, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lhe recomendou que descansasse por mais tempo no telefonema que fez para cumprimentá-la pela reeleição. 

"Ele achou muito pouco. Eu acho que lá eles têm o hábito de tirar um tempo maior", comentou a presidente, justificando que "não tem como" seguir o conselho de Obama. "Talvez lá no Natal a gente pegue e emende um pouquinho o Natal com o fim do ano." (Com Estadão Conteúdo)
foto de 4 de janeiro.(foto Ferreira/Estadão Conteúdo/Olhar notícias)

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Dilma tem recaídas "guerrilheiras", seu decreto suprime as funções constitucionais



Por Ives Gandra da Silva Martins da Folha de SP

A Política Nacional de Participação Social (PNPS), tal como descrita no decreto nº 8.243/14, tende a substituir o Congresso Nacional na representação popular, para "fortalecer e articular mecanismos e instâncias democráticas de diálogo" e em "atuação conjunta com a administração pública federal" da "sociedade civil" (art. 1º), criar conselhos e comissões de políticas públicas e sociais (artigos 10 e 11) eleitos pelo povo, objetivando auxiliar a Secretaria Geral da Presidência da República (artigo 9º) a monitorar e implementar as políticas sociais por eles definidas, com atuação junto às diversas instâncias governamentais.

Num curto artigo, é impossível descrever e analisar o nível de força que se pretende atribuir a instrumentos "populares", na promoção com o governo, das políticas que desejarem, sem a participação dos legítimos representantes do povo, que são os senadores e deputados.

Como os conselhos e as comissões serão eleitos pelo "povo", mas a eleição não é obrigatória e o "povo" dificilmente terá condições de dedicar-se em tempo integral, deixando trabalho ou ocupações diversas, para estar presente nessas "eleições", serão os "amigos do rei" os beneficiados pelas indicações, que lá estarão presentes, num verdadeiro aparelhamento do Executivo e redução do Congresso Nacional à sua expressão nenhuma.

Por pior que seja, o Legislativo é eleito pelo povo. Nele está contida 100% da representação popular (situação e oposição). No atual Executivo, nem 50% do povo brasileiro está representado, pois a atual presidente teve que ir ao 2º turno para ganhar as eleições.

Em outras palavras, pretende o decreto que a autêntica representação popular de 140 milhões de brasileiros seja substituída por um punhado de pessoas, que passará a DEFINIR A POLÍTICA SOCIAL DE TODOS OS MINISTÉRIOS, INDICANDO AO EXECUTIVO COMO DEVE AGIR!

A linha da proposta é tornar o Congresso Nacional uma Casa de tertúlias acadêmicas, pois os conselhos e comissões eleitos pelo "povo" serão aqueles que dirigirão o país. Por exemplo, a comissão encarregada da comunicação social poderá determinar que o ministério correspondente imponha restrição de conteúdo à imprensa, a pretexto de que é esta a "vontade do povo", que será "obrigado" a atender aos apelos populares.

As políticas públicas e sociais não mais serão definidas pelo Legislativo, mas, por este grupo limitado de cidadãos enquistados nestes organismos. Estamos perante uma autêntica ressurreição, da forma mais insidiosa e sorrateira, do PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos), que recebeu repúdio nacional e, por isto, não foi aplicado da maneira como pretendia o governo.

Às vezes, tenho a impressão, com todo o respeito que tenho pela figura da presidente da República, que ela tem recaídas "guerrilheiras". Talvez, a "devoção cívica" que demonstrou nutrir pelo sangrento ditador Fidel Castro –tão nítida no retrato exibido por todos os jornais, de sua recente visita a Cuba– a tenha levado a conceber e editar essa larga estrada para um regime antidemocrático. É que o decreto suprime as funções constitucionais do Parlamento e pretende introduzir entre nós o estilo bolivariano das Constituições da Venezuela, Bolívia ou Equador. Nelas, o Executivo e o "povo" são os verdadeiros poderes, sendo –é o que está naquelas leis maiores– o Legislativo, Judiciário e Ministério Público, poderes acólitos, vicários, secundários e sem maior expressão.

Por ter densidade normativa própria, o referido decreto é diretamente inconstitucional, ferindo cláusula pétrea da Constituição, que é a autonomia e independência dos Poderes (artigos 2 e 60 § 4º, inciso III).

Espero que o Congresso Nacional repila o espúrio diploma, com base no artigo 49, inciso XI, da Carta Maior, zelando, como deve, por sua competência legislativa.

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, 79, advogado, é professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra

sábado, 27 de setembro de 2014

Dilma sobe, abre 13 pontos de vantagem sobre Marina e pode ser reeleita no primeiro turno.


Pela primeira vez, petista aparece à frente da rival no 2º turno, diz Datafolha. Tendência de subida contínua da presidente sugere que a eleição poderia ser decidida já na primeira etapa

Pelo menos até agora, a marca da fase final da eleição presidencial é um movimento de ascensão rampante da presidente Dilma Rousseff (PT) combinado com o deslizamento de sua principal rival, Marina Silva (PSB).
Foto: Bahia Negócios

Impulsionada pela propaganda eleitoral bem mais assídua que a de seus adversários, Dilma vem melhorando seu desempenho nas pesquisas sucessivamente há cerca de um mês. E faz 20 dias que ocorre exatamente o oposto com Marina.
No levantamento do Datafolha finalizado nesta sexta (26), o descolamento ficou nítido. Com mais uma variação positiva (de 37% para 40%), Dilma dobrou sua vantagem sobre a pessebista na simulação de primeiro turno.
A dianteira de 7 pontos subiu para 13. Contribuiu para isso o recuo de três pontos de Marina (de 30% para 27%).
O senador Aécio Neves oscilou de 17% para 18%. Os outros oito candidatos inscritos na disputa somam 4%.
Outra novidade positiva para Dilma é que, pela primeira vez, ela aparece à frente de Marina no teste de segundo turno. Na simulação de embate final mais provável da disputa, Dilma alcança 47% contra 43% da ex-ministra do Meio Ambiente.
Essa diferença de quatro pontos representa um empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Mas, embora real, a hipótese de empate neste caso é muito baixa. Primeiro por estar no limite máximo da margem de erro para as duas candidatas. Segundo porque, na série de segundo turno, Dilma também vem avançando pesquisa após pesquisa desde o fim de agosto.
A tendência de crescimento contínuo de Dilma sugere que a disputa poderia até ser decidida no primeiro turno.
Para isso ocorrer, a petista precisaria ter mais de 50% dos votos válidos (a conta que compara o desempenho de cada candidato após o descarte dos votos nulos e dos votos em branco).
Considerando apenas os votos válidos, Dilma tem hoje 45%, Marina alcança 31%, Aécio fica com 21%.
Se a disputa fosse só entre eleitores do Nordeste ou só entre os do Norte, Dilma seria reeleita no primeiro turno com facilidade. Ela tem 55% dos votos totais dos nordestinos. No Norte, alcança 49%.
No Sul, a petista é líder isolada com 36% (Aécio tem 23%, Marina, 21%). No Sudeste –o maior colégio eleitoral do país– e no Centro-oeste, ela tem 31% e 30%, respectivamente. Nas duas regiões há empate com Marina.
Apesar de continuar líder em rejeição, Dilma tem visto sua taxa recuar. Hoje, 31% dizem que não votariam nela de jeito nenhum. É o menor valor desde julho.
O Datafolha entrevistou 11.474 eleitores na quinta e nesta sexta.
Por RICARDO MENDONÇA/ Folha de São Paulo