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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Leonardo Quintão é o novo líder do PMDB

Fotos: Agência Brasil - PMDB/divulgação
Picciani tá de olho em Quintão. 
Na manha desta quarta-feira o documento com assinaturas para a destituição do atual líder do PMDB, Leonardo Piccini (RJ), foi protocolado na Câmara dos Deputados em Brasília. A bancada do PMDB possui 66 deputados, mas, apenas 35 assinaram a destituição de Leonardo. No site da Câmara, o nome de Quintão já aparece como líder da casa legislativa.  

Eu sou o novo líder. Vou ligar para ele (Picciani) para conversar. Vamos buscar a unidade da bancada, disse Quintão.

As articulações para destituir Picciani contou com a participação ativar do vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduado Cunha (PMDB-RJ). O embate de Temer e Cunha, contra Picciani foi após o deputado se pronunciar contra a carta de Temer.   

Picciani tenta articular com outros deputados peemedebistas a reversão desse processo, com a obtenção de assinatura em número maior para se manter no cargo. Desde cedo, o líder estava reunido na liderança do partido com deputados que o apoiam. Picciani deixou há pouco a Câmara, falando ao celular e não quis falar com a imprensa para participar de uma reunião para discutir o assunto.


Nos bastidores da Câmara, Picciani, com outros deputados peemedebistas tentam reverte o processo de destituição de seu nome, com a obtenção de assinatura em número maior para se mantiver no cargo. Segundo fontes de Brasília, desde cedo o líder estava reunido na liderança do partido com deputados que o apoiam.  

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Carta de Temer a Dilma incomoda líder do PMDB

Fotos: divulgação/PMDB - arquivo ON
Temer vice-presidente e Pcciani líder do PMDB 

Henrique Alves - ON

Em carta do vice-presidente, Michel Temer, encaminhada à presidência da republica Dilma Rousseff, o líder do partido na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (PMDB-RJ) considera que o documento revela que o vice-presidente não tinha interesse no "fortalecimento da bancada".

Na carta, Temer relata uma série de episódios que demostrariam, em suas palavras, a "absoluta desconfiança" que Dilma sempre teve em relação a ele e ao PMDB.

Em um dos itens elencados pelo vice-presidente, ele faz menção ao processo da reforma ministerial realizada recentemente. No documento, o pemedebista afirma ter sido ignorado nas tentativas e se queixa de Dilma o ter substituído nas negociações pelo líder Picciani e Jorge Picciani, pai do deputado, e nome forte na Câmara dos Deputados.  

A carta esclarece muitos pontos. Vai ter uma repercussão forte dentro da bancada. Ficar claro que o Michel Temer não queria o fortalecimento da bancada. Ele ficou incomodado. Ele fala contra a presidente ter conversado comigo e ter indicado os dois deputados ministros. E em todo momento não defende a posição da bancada, mas dos seus aliados pessoais. Ele mesmo frisa que o Moreira Franco, o Eliseu Padilha e Edinho Araújo eram pessoas dele, afirmou Picciani.

Nas negociações feitas na reforma ministerial, o líder do PMDB conseguiu emplacar os deputados Marcelo Castro (PMDB-PI), como ministro da Saúde, e Celso Pansera (PMDB-RJ) como ministro da Ciência e Tecnologia. Na reforma, o deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) perdeu o cargo da secretaria de Portos para Helder Barbalho, filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA).

Não fui eu quem fui procurar a presidente. Não fui eu que foi pedir nada. Ela ofereceu e eu apenas cumpri o papel de líder transmitindo à bancada os convites que foram feitos. E decidimos após consultar a maioria. Em momento nenhum eu pedi que substituíssem os aliados dele por membros da bancada, ressaltou Picciani.

O líder do PMDB da Câmara também disse estranhar a queixa de Temer, que na carta endereçada a Dilma, diz ter sido um "vice decorativo" no primeiro mandato.

Se ele se julgava um vice decorativo nos quatro primeiros anos, por que ele depois conduziu o partido, mesmo rachado, a permanecer na aliança? Se ele se sentia um vice decorativo por que continuar dessa forma (na chapa presidencial do PT)?, ponderou.

Picciani afirmou que tomou conhecimento do conteúdo da carta apenas no final da noite de ontem após participar de jantar promovido pelo líder do PMDB na Senado, Eunício Oliveira (CE). No encontro também estiveram presentes os demais ministros do PMDB com exceção de Henrique Eduardo Alves (Turismo), ligado a Temer. Alves não estava em Brasília.

Na reunião foi discutida a manobra da oposição e de uma ala do PMDB ligada ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de lançar uma chapa concorrente para compor a Comissão Especial do impeachment. O objetivo é contrapor a indicações de líderes partidários da base que defendem nomes governistas para integrar o colegiado.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Em entrevista, Jarbas Vasconcelos faz afirmações contundentes a Eduardo Cunha

O deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), foi o entrevistado, na noite de ontem (30), do programa Roda Viva, da Tv Cultura, ele afirmou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é ‘um psicopata, um doente’ e não tem condições de continuar no cargo.

“Ele é um psicopata, um doente, mania de perseguição. Ele não tem amigos. O psicopata não sabe o que é um alvorecer, um anoitecer. Ele não tem sentimento para isso. Ele não tem amigos, tem seguidores, admiradores”, disse. “Hoje, exerce a presidência da casa com pessoas-chave, desqualificadas, grande parte desqualificadas, que estão à frente dos destinos da Câmara dos Deputados. Ele vai levar isso a onde ele puder levar, na base da mentira, do cinismo e da chantagem”.

Eduardo Cunha foi denunciado pelo Ministério Público Federal em agosto, por corrupção e lavagem de dinheiro. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que acusa Eduardo Cunha de ter recebido propina no valor de ao menos US$ 5 milhões para viabilizar a construção de dois navios-sondas da Petrobras, no período entre junho de 2006 e outubro de 2012.

Jarbas foi sabatinado pelos jornalistas Guilherme Evelin (editor-executivo da revista Época), Bela Megale (repórter de política da Folha), Julia Affonso (repórter do Estadão), Flávio Freire (coordenador de nacional e política da sucursal do Globo em São Paulo) e Haisem Abaki (apresentador da rádio Estadão).

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Metade dos Deputados quer a saída de Eduardo Cunha, diz pesquisa

Créd. da imagem: Agência Brasil. 
Segundo pesquisa do Datafolha feita com 324 deputados mostra que quase metade dos entrevistados (45%) acreditam que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deveria renunciar ao cargo de presidente da Casa. Outros 25% defendem a permanência do peemedebista no cargo. O restante 30% não se posicionaram sobre essa possibilidade.

Eduardo Cunha é investigado na Operação Lava Jato, acusado de manter contas secretas no exterior com dinheiro proveniente de corrupção. Cunha nega que tenha cometido qualquer crime. Em público, o presidente da Câmara repete firmemente que não cogita a possibilidade de renúncia.

Além do expressivo número de deputados que não se posicionaram (30%), o cuidado dos parlamentares em relação ao tema fica evidente quando eles são confrontados com a hipótese de ter de votar pela cassação de Cunha. Mais da metade (52%) não se posicionou nessa questão. Pouco mais de um terço (35%) disse que votaria a favor da cassação do peemedebista. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Cunha diz que terá ‘atuação normal’ nesta terça

O globo

Apesar da pressão pelo seu afastamento do cargo, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse neste domingo que sua atuação será "normal" na volta à Câmara após a divulgação de que contas secretas na Suíça eram usadas por ele para pagar despesas pessoais da família. Cunha informou que decidirá na terça-feira sobre o pedido de impeachment elaborado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior e apoiado pelo PSDB. AO GLOBO, Cunha defendeu o rito estipulado por ele sobre o processo de impeachment. Ele definiu que, em caso de rejeição de um pedido de impeachment, cabe recurso ao plenário da Câmara. E entendeu que bastaria a aprovação do recurso por maioria simples dos presentes à sessão.

Cunha disse que adotou o mesmo procedimento definido pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), quando foi presidente da Câmara. O presidente da Câmara informou também que ainda não tomou uma decisão sobre o destino que dará ao pedido de impeachment. E, quanto ao pedido de afastamento do cargo, ele disse que mantém a posição de que não se afastará nem renunciará ao cargo, argumentando que foi eleito democraticamente.

— Minha atuaão será normal (na terça-feira). Vou tomar uma decisão — disse Cunha.

Numa articulação de dois partidos da base aliada, deputados do PT e do PCdoB ingressaram com três tipos de pedidos no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar a tramitação dos pedidos de impeachment em análise por Cunha. As ações — uma representação e dois mandados de segurança — foram protocoladas junto ao STF pelos deputados Paulo Teixeira, Wadih Damous (PT-RJ), aliado do ex-presidente Lula, e Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA).

— O deputado Paulo Teixeira ir ao STF é um direito dele, mas a minha decisão de questão de ordem (apresentada pelo líder do DEM, deputado Mendonça Filho) está correta e seguiu a mesma decisão de Michel Temer quando era presidente (da Câmara) — acrescentou Cunha.

O Palácio do Planalto teme a atuação "imprevisível" de Cunha. Por causa disso, a presidente Dilma Rousseff se reuniu no sábado com três ministros políticos e neste domingo voltou a Brasília para mais uma conversa com eles. Alguns ministros tentam uma aproximação com Cunha. Na última terça-feira, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, se reuniu com Cunha. Segundo relatos, não teriam tratado dos processos de impeachment.

Cunha confirma o encontro. Mas nega que tenha defendido que o vice-presidente Michel Temer ocupe o Ministério da Justiça e diz não ter falado sobre o tema "com ninguém". Apesar da negativa, parlamentares dizem ter ouvido essa argumentação de Cunha.

Nos bastidores, segundo petistas, Cunha teria a mesma posição do ex-presidente Lula: de que as confusões e vazamentos sobre a Operação Lava-Jato seriam fruto da má atuação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Extratos mostram que Cunha usou offshore na Suíça

Crédito da imagem: Folhapress.
Por Vinicius Sassine do O globo, em Brasília: 

Extratos bancários da Suíça atestam que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usou empresas offshore para movimentar contas bancárias na Suíça, segundo fontes com acesso às investigações. Os documentos remetidos ao Brasil confirmam o depoimento do lobista João Augusto Rezende Henriques, um dos operadores do PMDB na Petrobras, sobre a existência de contas bancárias controladas por Cunha.

O Ministério Público da Suíça decidiu encaminhar à Procuradoria Geral da República (PGR) um procedimento aberto naquele país para investigar o presidente da Câmara por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. As investigações começaram em abril e tanto o MP da Suíça quanto a PGR entenderam que as chances de punição do deputado são maiores no Brasil. Ele não pode ser extraditado, por exemplo, como constou em comunicado oficial da PGR sobre a existência das contas bancárias e da investigação.

A PGR faz uma avaliação dos extratos bancários encaminhados pela Suíça. Até agora, já se sabe da veracidade do depoimento do lobista do PMDB e que as contas são de empresas offshore vinculadas à Cunha.

Também seriam controladoras de contas na Suíça, onde estão depositados e bloqueados cerca de US$ 5 milhões, a mulher e uma filha do presidente da Câmara. Empresas offshore abertas em paraísos fiscais costumam ser usadas para esconder os verdadeiros beneficiários dos negócios.

Preso desde 21 de setembro, na 19ª fase da Operação Lava-Jato, Henriques afirmou em depoimento à Polícia Federal ter feito pagamentos de propina em uma conta na Suíça. Entre os beneficiários dos pagamentos estava o presidente da Câmara, segundo o lobista.

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O dinheiro se referia a compra e venda de um campo de exploração de petróleo no Benin, um negócio com valor inicial de US$ 15 milhões, conforme Henriques. A conta destinatária da propina foi indicada por Felipe Diniz, filho do ex-deputado Fernando Diniz, já morto, ainda segundo o depoimento.

“Que, por fim, o interrogando gostaria de adicionar que em relação a aquisição pela Petrobras do campo de exploração em Benin, a pessoa que lhe indicou a conta para pagamento foi Felipe Diniz; Que Felipe Diniz era filho de Fernando Diniz; Que Felipe apresentava dificuldades econômicas; Que a conta indicada para o pagamento pertencia a Eduardo Cunha”, reproduziu a PF sobre o depoimento de Henriques.


A partir da chegada do procedimento de investigação remetido pelo Ministério Público da Suíça, a PGR deve abrir um novo inquérito para investigar Cunha. Se a apuração já estiver em fase avançada, uma vez que é feita desde abril pelos procuradores suíços, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pode oferecer denúncia diretamente ao STF.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Saída de Cunha não enfraquece impeachment, diz co-autora de pedido

Por Paulo Veras do JC online: 

Co-autora do pedido de impeachment apresentado pelo ex-petista Helio Bicudo, a advogada Janaína Pachoal afirmou nesta sexta-feira (2), em entrevista à Rádio Jornal, que as denúncias e até um eventual afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não enfraquecem o processo que pede a deposição da presidente Dilma Rousseff (PT), como chegou a ser sinalizado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Para Janaína, que é professora de Direito Penal da Universidade de São Paulo (USP), o ex-presidente tucano devia ler a peça de 30 páginas entregue ao Congresso antes de falar que ela não tem fundamento. "O documento é longo para quem não está acostumado a ler. Para ele, aquilo ali é fichinha. São 30 páginas. Depois de ler, ele pode falar", alfinetou.

"Eu acabei de ler uma entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em que estranhamente ele diz que o fato de o presidente da Câmara estar sofrendo essa investigação e eventualmente precisar se afastar enfraqueceria o nosso pedido de impeachment. A verdade é que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Nós apresentamos o pedido para o deputado Cunha por ele estar na presidência da Câmara. Se eventualmente ele se afastar por conta própria ou for afastado por essa circunstância, aquele deputado que assumir no lugar dele terá que analisar a nossa peça com o olhar técnico", afirmou Janaína.

Veja também: Procurador da Suíça congelou 5 milhões de Eduardo Cunha

"Não enfraquece porque o pedido é forte, o pedido está fundamentado. E o presidente Fernando Henrique, que é um intelectual, tem dito por aí que não teve tempo de ler o pedido. Muito embora não tenha lido, ele tem dito também que não tem fundamento. Eu acho muito estranho um intelectual que não leu um documento falar sobre ele. Então eu aconselho o presidente a ler antes de se manifestar a respeito de uma peça que foi feita com muita seriedade", completou ainda.

Nos últimos dias, novas informações de delação premiada voltaram a citar Eduardo Cunha, agora como beneficiário de contas que podem chegar a US$ 5 milhões na Suíça. Um dos principais adversários da presidente Dilma no Congresso, Cunha já vê o seu afastamento do cargo ser pedido inclusive por deputados de oposição, como Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Betinho Gomes (PSDB-PE).

A advogada rejeitou ainda a ideia defendida por aliados do governo, como o deputado federal Silvio Costa (PSC-PE), de que a legislação que trata do impeachment impede que um presidente seja condenado por atos realizados em um mandato anterior. O afastamento do presidente está previsto na Constituição Federal, promulgada em 1988, e a emenda que permite a reeleição só foi aprovada seis anos depois.

"No que esse dispositivo impede o impeachment? A presidente não pode ser responsabilizada por atos estranhos às suas funções. Todos os atos que nós descrevemos na denúncia foram praticados pela presidente durante as suas funções de presidente. Ela manteve a diretoria da Petrobras durante o primeiro mandato e parte do segundo mandato. Ela praticou pedaladas fiscais durante o primeiro mandato e em parte do segundo mandato. Ainda que isso tivesse ocorrido apenas no primeiro mandato, seriam ações inerentes às suas funções. Infelizmente, com boa ou má fé, pessoas estão lendo 'funções' como se fosse 'mandato'. São palavras completamente diferentes e com significado jurídico diferentes", garantiu a professora.


Ela também elogiou o líder da Minoria na Câmara, Bruno Araújo (PSDB-PE), um dos líderes do movimento de parlamentares pró-impeachment, e lembrou que o único partido a declarar apoio formal ao processo foi o PPS, presidido pelo pernambucano Roberto Freire. "Esse movimento, de certa forma, está vindo daí", pontuou. "O Bruno Araújo é um rapaz que quer o bem do Brasil. Mas o partido dele não está apoiando. Ele não me disse isso, mas eu estou constatando pelas falas do presidente Fernando Henrique", lamentou.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Procurador da Suíça congelou 5 milhões de Eduardo Cunha

A Suíça congelou perto de US$ 5 milhões em ativos em nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e de seus parentes. Uma auditoria interna do banco que guarda esses valores, cuja identificação não foi divulgada, foi responsável pelo informe que levou à abertura de ação criminal no país europeu por suspeita de lavagem de dinheiro. Essa investigação foi enviada ontem pelo Ministério Público suíço à Procuradoria-Geral da República no Brasil.


A instituição financeira entregou aos procuradores da Suíça, em abril de 2015, um informe em que apontava para as irregularidades e fazia duas constatações: Cunha havia criado uma estrutura para tentar esconder seu nome da conta e a renda movimentada era muito superior ao que o peemedebista havia declarado como salário. 


O alerta deu um início a uma investigação formal, que resultou em um congelamento dos ativos de Cunha e de parentes em diversas contas. "O Escritório do Procurador-Geral da Suíça confirma que abriu um processo criminal contra Eduardo Cunha sob a base de suspeita de lavagem de dinheiro, ampliando em sequência para corrupção passiva", indicou o MP suíço. 

Direto de Brasília


Eduardo Cunha analisa pedidos de impeachment durante todo dia de hoje


Foto\arquivo - ON

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou que, ao longo testa quinta-feira, vai continuar apreciando pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. O mesmo acredita que concluirá esse trabalho entre 10 e 15 dias.
Eduardo Cunha negou que tenha impedido a realização da sessão do Congresso Nacional na quarta-feira (30) ao convocar sessões extraordinárias ao longo do dia.  As seções do congresso são realizadas no mesmo espaço da Câmara dos Deputados.
“Não queremos obstruir a apreciação de qualquer tipo de veto. Eu defendi a manutenção dos vetos”, ressaltou.

Cunha afirmou que cumpriu a decisão tomada pela maioria dos lideres e ressaltou que a polêmica acerca dos vetos da Reforma Política envolve não apenas o financiamento de empresa, mas o voto impresso, que teve mais abrangência na Casa e divide parlamentares que defendem o financiamento público de campanhas. O presidente da Câmara dos Deputados ainda afirmou que “vai até facilitar” a realização da próxima sessão do Congresso do Planalto para próxima semana.

Na opinião de Eduardo Cunha, a “desaposentação” representou uma grande derrota para o governo, e as reformas ministeriais não devem resolver a falta de união da base aliada ao Executivo.

 “Ontem eu até ajudei bastante o governo. Esperei 45m na segunda votação, o que não é usual numa matéria como aquela, e mesmo assim o governo perdeu 15 votos, observou o pmdbista.


O mesmo a firmou que defende a saída do PMDB do governo. O presidente da Câmara, que iria à Itália não vai mais, porque vai comparecer segundo informações ao casamento do senador Romero Jucá (PMDB-BR)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

De cada R$ 3 recebidos por PT, PSDB e PMDB, R$ 2 são pagos por empresas

Por Daniel Bramatti do Jornal Estado de SP

Principal combustível das campanhas eleitorais no Brasil, as contribuições financeiras de empresas também são as maiores responsáveis pelo custeio das máquinas dos grandes partidos. Somados, os diretórios nacionais do PT, do PMDB e do PSDB receberam R$ 2 bilhões em doações de pessoas jurídicas entre 2010 e 2014, em valores atualizados pela inflação. Isso representa dois terços de tudo o que entrou nos cofres das três legendas naquele período de cinco anos.


Essa fonte de receitas está prestes a secar. No dia 17, o Supremo Tribunal Federal não apenas decidiu que o financiamento empresarial de campanhas é inconstitucional, mas também derrubou os artigos da Lei dos Partidos Políticos que permitem contribuições privadas às legendas.

Com essa permissão legal, os tesoureiros dos partidos vinham arrecadando recursos de empresas mesmo em anos não eleitorais. Em 2011 e 2013, por exemplo, nada menos que R$ 205 milhões foram doados às três maiores legendas do País.

As prestações de contas entregues à Justiça Eleitoral mostram que os partidos usam parte dos recursos recebidos de pessoas jurídicas para custear pagamento de salários, aluguéis de imóveis, viagens de dirigentes, material de consumo e até despesas com advogados.

Mas o dinheiro que financia campanhas também transita pelas contas das legendas, e não só pelos comitês eleitorais. Nos anos em que os eleitores vão às urnas, os três maiores partidos recebem de pessoas jurídicas, em média, seis vezes mais do que em anos não eleitorais.

No ano seguinte ao de uma eleição, os recursos doados às legendas também podem servir para pagar dívidas de campanhas - o que constitui uma modalidade indireta de financiamento eleitoral, que não aparece nas prestações de contas dos candidatos.

Em 2013, por exemplo, o PT nacional enviou R$ 67,5 milhões, em valores atualizados, para centenas de diretórios municipais do partido. No ano anterior, esses diretórios haviam custeado as campanhas dos candidatos a prefeito, e muitos terminaram a tarefa endividados.

Não há como contabilizar quanto dos recursos usados pelo PT nacional para irrigar suas instâncias municipais veio de empresas, nem a identidade dos doadores. A prestação de contas indica apenas que esse dinheiro não saiu do Fundo Partidário, mas do caixa intitulado "outros recursos" - onde entram doações de empresas e pessoas físicas, contribuições de filiados e outras fontes menores.

Ou seja, uma empresa que fez uma doação ao PT em 2013 pode ter contribuído indiretamente para pagar a campanha de um candidato do partido em 2012, sem que isso aparecesse na contabilidade do candidato - trata-se de mais de uma modalidade de "doação oculta", em que o vínculo entre financiador e financiado fica invisível. Para complicar ainda mais esse rastreamento, as prestações de contas das doações recebidas em 2013 só foram feitas em 2014 - dois anos depois da eleição municipal.

O PSDB também fez repasses a diretórios municipais em 2013, mas em volume bem menor: pouco mais de R$ 1 milhão.

Contabilidade
Para avaliar o peso das contribuições empresariais no financiamento dos partidos, o Estadão Dados analisou as prestações de contas do PT, do PMDB e do PSDB desde 2010. Foram contabilizados apenas os recursos recebidos pelos diretórios nacionais - empresas também podem doar diretamente a candidatos ou às instâncias estaduais e municipais das legendas, mas nem todas têm suas prestações de contas publicadas.

No total, os três maiores partidos arrecadaram quase R$ 3 bilhões de 2010 a 2015. Além dos R$ 2 bilhões oriundos de empresas, a segunda fonte mais importante foi o Fundo Partidário, formado por recursos públicos: R$ 743 milhões, o equivalente a 25% do total.

As doações de pessoas físicas para os três partidos somaram cerca de R$ 47 milhões - apenas 1,6% do total das receitas.>>Na divisão por partidos, o PT foi o principal beneficiário das doações das empresas: recebeu R$ 967 milhões, ou 48% do total. Em segundo lugar, apesar de não ter lançado candidato a presidente em 2010 e em 2014, aparece o PMDB, com R$ 539 milhões (27%). A seguir vem o PSDB, com R$ 498 milhões (25%).

As prestações de contas do PT estão assinadas pelo ex-tesoureiro João Vaccari Neto, que está preso. Ele foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro - investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, no âmbito da Operação Lava Jato, indicaram que propinas de empreiteiras eram canalizadas ao partido na forma de doações oficiais. 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Eduardo Cunha ditar ritmo de impeachment

A avaliação dos pedidos de afastamento da presidenta Dilma Rousseff pala Câmara dos Deputados tende a se arrastar por períodos incalculáveis, prolongando a crise política. Além do rito regimental da Câmara, que exige, no mínimo, 15 sessões para procedimentos do processo de impeachment.  O ritmo dos procedimentos caberá ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que ditar os prazos de tramitação desses requerimentos.


Nesta quarta-feira (23) Cunha afirmou que iniciará o processo para análise dos 13 pedidos de impeachment que aguardam parece da Câmara a parti da semana que vem. No entanto, não há fixação de limite de prazos para que o presidente da Câmara acate ou não os pedidos. A decisão do impeachment será unicamente dele.  

"Tive reuniões com a consultoria. Eles me trouxeram um esboço. Debatemos, eu critiquei e ficaram de corrigir. Minha ideia é ter tudo concluído até amanhã. Como é uma coisa muito grande e complexa, é melhor distribuir cópia antes e ler na quinta", disse Cunha.

Confiram o áudio da entrevista

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Valesca Popozuda ensina sobre a crise entre Dilma e o PMDB

Crédito da imagem:
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Conexão Brasília - Não dá pra dizer que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não foi inspirado ao citar a funkeira Valesca Popozuda para descrever o relacionamento entre o governo e o Congresso. “Tiro, porrada e bomba” realmente não ajudam a gerar estabilidade nem reerguer nações, como mencionou Renan.
Ver uma excelência usar um funk, claro, soa artificial. Assim como é a relação do PMDB, especialmente do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com a presidente Dilma Rousseff. A petista é uma fábrica de criar problemas para si própria, então, as pautas-bomba de Cunha são atiradas contra uma terra que já está arrasada.
Ontem, Dilma se reuniu pela primeira vez com o deputado desde que ele “rompeu” com o governo, em julho, com a divulgação de que ele teria recebido US$ 5 milhões de propina desviados da Petrobras, segundo investigações da operação Lava Jato. Na saída, Cunha disse que “não se furtaria a discutir os problemas do país”.
Curiosamente, não houve divulgação de uma foto do encontro, realizado no Palácio do Planalto. É difícil dizer que dele saiu algo de produtivo para o restante do Brasil. Se Cunha se limitar a mandar beijinhos no ombro para Dilma, já vai colaborar.